Quarta-feira, 04 de fevereiro de 2026, 17:53

Vôlei como escolha: formação, desafios e aprendizado de Thiago Andrade

da redação - 4 de fev de 2026 às 15:54 14 Views 0 Comentários
Vôlei como escolha: formação, desafios e aprendizado de Thiago Andrade Da Redação

Thiago Gabriel de Andrade nasceu em 10 de setembro de 2007, em Campo Grande, e ainda na adolescência passou a olhar o vôlei não apenas como uma atividade esportiva, mas como uma possibilidade concreta de futuro. Para ele, esse entendimento veio a partir de uma percepção pessoal e direta: “Foi quando eu percebi que o vôlei me completava, depois disso eu percebi que poderia ser algo a mais, como ser um jogador”.

 

A fala ajuda a dimensionar o momento em que o esporte deixou de ocupar um espaço secundário em sua rotina e passou a exigir decisões, ajustes e escolhas. Como acontece com muitos jovens atletas fora dos grandes centros esportivos, o caminho não foi marcado por estrutura abundante ou facilidades. Entre os principais obstáculos, Thiago aponta a limitação material do ambiente em que iniciou sua formação. “As maiores dificuldades foram a falta de recursos onde eu treinava”, relata.

 

Mesmo diante desse cenário, o atleta seguiu treinando e adaptando sua rotina às condições disponíveis. Atualmente, os treinos acontecem aos sábados, e a mudança no dia a dia é percebida de forma positiva. “A minha rotina mudou bastante com os treinos, mas, na minha percepção, melhorou bastante”, afirma. A constância, ainda que restrita em dias, passou a organizar outras áreas da vida, como compromissos pessoais e escolares.

 

O impacto do vôlei, segundo Thiago, não se limita ao desempenho técnico dentro de quadra. O esporte também influenciou sua forma de se relacionar com outras pessoas e de tomar decisões. “O vôlei me ensinou bastante coisa, como confiar mais nas pessoas, trabalhar mais em equipe e me ajudou a tomar decisões que mudaram a minha vida”, diz. O aprendizado coletivo aparece como um elemento central da sua formação, especialmente em uma modalidade em que a comunicação e a leitura do jogo são determinantes.

 

Um dos momentos mais marcantes dessa trajetória até agora foi o Campeonato Estadual de 2023. A competição funcionou como um ponto de observação e autocrítica. “Foi o campeonato que mais me marcou. Eu percebi que precisava melhorar algumas coisas, como a comunicação com os meus colegas de time”, conta. A experiência evidenciou que a evolução esportiva não passa apenas por fundamentos técnicos, mas também pela capacidade de diálogo e entendimento coletivo em situações de jogo.

 

No processo de formação, Thiago destaca o papel de três pilares: família, treinador e escola. Para ele, cada um ocupa uma função específica e complementar. “A importância da família é sempre motivar em situações complicadas em jogos. O treinador sempre vai te auxiliar e te apoiar dentro das quadras. A escola está para ajudar a construir um futuro acadêmico”, resume. A divisão clara dessas responsabilidades reflete a tentativa de equilibrar o desenvolvimento esportivo com a formação educacional.

 

Ao olhar para o cenário do vôlei em Mato Grosso do Sul, o atleta faz uma avaliação direta e sem rodeios. “Falta mais investimento para os clubes daqui de Mato Grosso do Sul”, afirma. A análise dialoga com a realidade de muitos jovens que buscam espaço no esporte estadual, onde a limitação de recursos impacta diretamente na frequência de treinos, participação em competições e acesso a estruturas mais adequadas.

 

No aspecto individual, Thiago reconhece pontos que ainda precisam de atenção. Entre eles, estão elementos ligados à leitura de jogo e à comunicação em quadra. “Preciso melhorar a minha visão de jogo e o meu diálogo com os meus colegas dentro de quadra”, aponta. Para lidar com a pressão e com as dificuldades naturais do processo de formação, ele recorre ao diálogo. “Eu tento conversar com o meu técnico ou com os meus familiares”, explica.

 

Quando projeta os próximos anos, Thiago evita falar em títulos ou metas específicas de curto prazo. O foco está na construção diária e no impacto que deseja causar ao seu redor. “Quero chegar a um nível em que todos em minha volta me enxerguem como uma inspiração, melhorar a cada dia mais”, afirma. A frase sintetiza uma visão de futuro baseada em evolução contínua, reconhecimento coletivo e responsabilidade dentro e fora da quadra.

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