Da Redação
“Eu nunca perco: ou eu aprendo ou eu ganho.” A frase dita por Luiz Gustavo Gomes Marengo, jovem jogador de basquete de Mato Grosso do Sul, ajuda a entender a forma como ele enxerga o esporte e a própria trajetória. Nascido em 13 de agosto de 2009, em Rio Brilhante, Luiz teve contato com o basquete ainda na infância e, aos poucos, transformou uma brincadeira de rua em um projeto de vida.
O primeiro contato com a modalidade aconteceu cedo. Segundo ele, o basquete estava literalmente à porta de casa. “O basquete entrou bem cedo na minha vida, pois tinha uma cesta de basquete na frente da minha casa e, com cinco anos, eu ia lá, mas era só por brincadeira.” Naquele momento, o esporte não passava de uma atividade recreativa, comum à infância. Com o tempo, no entanto, a relação mudou. “Comecei a levar a modalidade mais a sério quando percebi que tinha muito potencial”, relata.
A decisão de encarar o basquete como algo além do lazer trouxe mudanças importantes na rotina. Para Luiz, esse foi um dos maiores desafios do processo. “Meu maior desafio foi ter que mudar toda a minha rotina e vivência, pois quando você escolhe que quer ser atleta, a disciplina tem que ser muito grande.” A fala revela um entendimento precoce sobre as exigências do alto rendimento, especialmente para alguém que ainda concilia o esporte com outras responsabilidades da juventude.
Inserido no contexto esportivo de Mato Grosso do Sul, Luiz reconhece a importância do ambiente local para sua formação. “O basquete do Mato Grosso do Sul contribuiu muito para a minha trajetória e para eu ser o que sou hoje, pelos campeonatos e por várias outras coisas que já tive acesso de participar.” As competições regionais e interestaduais foram fundamentais para o seu desenvolvimento técnico e competitivo.
Os resultados começaram a aparecer em forma de conquistas individuais e coletivas. Entre os feitos pessoais, ele destaca prêmios ligados a uma das principais características do seu jogo. “Minhas conquistas pessoais são meus troféus de melhor chutador de três pontos.” Já no aspecto coletivo, o currículo inclui títulos expressivos. “Ganhei o Brasileiro Centro-Oeste, o Mercosul e os Jogos da Juventude, que já conquistei três vezes.” As vitórias reforçam o papel do trabalho em equipe, algo que ele reconhece como essencial no basquete.
Ao falar sobre suas qualidades em quadra, Luiz faz uma reflexão que vai além da técnica. “Acho que a habilidade no basquete é importante, mas quanto mais comprometimento você tiver, mais longe pode chegar.” A observação aponta para um entendimento claro de que o desempenho esportivo não depende apenas do talento, mas também de dedicação, constância e responsabilidade fora das quatro linhas.
A principal referência do jovem atleta vem de dentro de casa. “Minha inspiração no basquete sempre foi e sempre vai ser meu irmão, Antônio Augusto Gomes Marengo. Ele me ajudou a ser tudo o que eu sou hoje em dia.” A presença do irmão aparece como um fator decisivo tanto no incentivo quanto na formação pessoal e esportiva de Luiz.
Conciliar treinos, estudos e vida pessoal é outro ponto destacado por ele como um processo de adaptação. “É bem difícil criar uma rotina no começo, mas, com o tempo, você consegue, sempre dando o seu máximo em todas as áreas.” A fala traduz uma realidade comum a jovens atletas que buscam evoluir no esporte sem abrir mão de outras etapas importantes da formação.
Sobre a estrutura do basquete no estado, Luiz faz uma avaliação equilibrada, reconhecendo avanços, mas também apontando limitações. “Acho a estrutura do basquete mato-grossense incrível, mas às vezes um pouco injusta. Conheço muitos meninos que jogam bem e poderiam ter as mesmas oportunidades que eu, mas não são vistos.” O comentário chama atenção para a questão da visibilidade e do acesso, temas recorrentes no esporte de base.
Com objetivos claros, o jovem atleta resume sua mentalidade competitiva em uma frase que norteia sua caminhada. “Meus objetivos dentro do esporte sempre foram ganhar. Eu nunca perco: ou eu aprendo ou eu ganho.” A declaração sintetiza a forma como ele encara vitórias e derrotas, tratando cada experiência como parte do aprendizado.
Ao final, Luiz deixa uma mensagem direta para outros jovens que sonham em seguir no esporte. “Nunca desista de nada que estiver pela frente. Esqueça o medo, seja leve e jogue seu esporte com amor.” A fala reforça a ideia de que, para além de títulos e troféus, o basquete representa um caminho de formação, disciplina e escolhas.