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Jovem enfrenta desafios e busca espaço no vôlei sul-mato-grossense

Entre escola e treinos, jovem mantém sonho de ser profissional
da redação - 6 de fev de 2026 às 17:02 18 Views 0 Comentários
Jovem enfrenta desafios e busca espaço no vôlei sul-mato-grossense Da Redação

Entre treinos diários e poucas oportunidades, jovem tenta seguir no vôlei em MS

“Infelizmente não é boa a estrutura e o apoio ao vôlei. Eles precisam ter mais peneiras acessíveis para pessoas com condições financeiras piores.”

A frase resume a realidade vivida por Rock Junior Cardoso Costa, jovem atleta de vôlei de Mato Grosso do Sul, nascido em 19 de junho de 2012, que tenta transformar o incentivo recebido ainda cedo em um caminho possível dentro do esporte.

O contato de Rock com o vôlei aconteceu a partir do momento em que passou a ser incentivado a praticar a modalidade. Segundo ele, foi esse estímulo que despertou a vontade de seguir treinando e competindo. “A partir do momento que começaram a me incentivar no vôlei”, afirma, ao lembrar quando percebeu que o esporte poderia representar algo maior em sua vida.

Apesar da dedicação diária aos treinos, o jovem atleta ainda não conseguiu passar por peneiras de clubes ou equipes federadas. Mesmo assim, entende o que significaria representar o Estado em competições de maior nível. “Significaria muita coisa, mas, porém, eu nunca cheguei a passar em uma peneira de times”, relata, demonstrando consciência sobre o estágio atual da sua trajetória.

A rotina de treinos, segundo Rock, é constante e exige controle emocional. “Minha rotina está sendo diária. A parte que mais exige disciplina é quando eu perco”, diz. A fala aponta para um desafio comum entre atletas em formação: aprender a lidar com derrotas, frustrações e expectativas, especialmente em um ambiente competitivo.

Entre os principais obstáculos enfrentados até agora, ele destaca a falta de apoio familiar e dificuldades pessoais. “Os principais desafios foram não ser apoiado por parentes e a minha cabeça quente”, afirma. A declaração revela que o caminho no esporte não depende apenas de desempenho físico ou técnico, mas também de suporte emocional e estabilidade fora da quadra.

Mesmo sem passagem por equipes federadas, Rock já vivenciou experiências marcantes em competições escolares. Para ele, os Jogos Escolares de Mato Grosso do Sul representam um momento importante. “O campeonato que mais me marcou foi os Jogos Escolares de Mato Grosso do Sul”, conta. A competição aparece como um dos principais espaços de visibilidade e vivência competitiva para jovens atletas do Estado.

Ao falar sobre a estrutura do vôlei de base em Mato Grosso do Sul, Rock é direto ao apontar limitações. “Infelizmente não é boa a estrutura e o apoio ao vôlei. Eles precisam ter mais peneiras acessíveis para pessoas com condições financeiras piores”, afirma. A observação evidencia uma barreira recorrente para atletas que dependem de oportunidades gratuitas ou de baixo custo para continuar no esporte.

As referências de Rock dentro e fora das quadras também ajudam a compreender sua formação. No aspecto esportivo, ele se espelha em jovens da mesma faixa etária que já atuam em equipes federadas. “Como atleta, sempre serão as pessoas da minha idade que já jogam em times federados”, explica. Fora do ambiente esportivo, ele aponta os pais como principais exemplos. “Como cidadão, são meus pais”, completa.

A conciliação entre esporte e escola ainda é um ponto sensível. Rock afirma que o vôlei impacta diretamente sua rotina escolar. “Infelizmente o vôlei atrapalha a minha vida escolar por causa de campeonatos ou jogos em horários ou dias de aulas”, relata. A fala reflete um dilema enfrentado por muitos atletas em formação, especialmente quando não há políticas claras de conciliação entre calendário esportivo e ensino formal.

Mesmo diante das dificuldades, o objetivo é claro. “Meu maior sonho é virar um jogador de alta categoria”, diz. A frase sintetiza o projeto pessoal que sustenta a rotina de treinos e a persistência, apesar das limitações estruturais e das oportunidades ainda escassas.

Ao final, Rock deixa uma mensagem direta para outros jovens que compartilham do mesmo sonho. “Que eles não desistam dos sonhos deles, pois quem acredita consegue”, afirma.

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