Da Redação
Erick Felipe Cardoso, nascido em 27 de julho de 2001, encontrou no MMA o caminho que buscava dentro das artes marciais. Natural de Mato Grosso do Sul, ele conta que sua trajetória começou antes mesmo de entrar no cage. “Eu já era atleta de muay thai profissional. Quando fiz minha primeira luta de MMA, me apaixonei”, relata. Para ele, a modalidade abriu uma nova perspectiva. “Sempre gostei de artes marciais. No MMA, vi uma chance de viver do esporte.”
O sul-mato-grossense explica que o desenvolvimento da carreira ainda esbarra em questões estruturais. Segundo ele, a modalidade carece de investimentos e reconhecimento no Estado. “Por ser um esporte novo, a falta de patrocínio me prejudica um pouco. As pessoas ainda têm preconceito com o esporte.” Mesmo assim, observa avanços no cenário local. “Por ser um esporte de contato e com muito sangue, ainda não é bem visto pela maioria, mas acredito que isso está mudando. O esporte está crescendo aqui no MS. Temos alguns apoios, mas ainda é pouco para tanto talento que existe por aqui.”
Para manter-se competitivo, Erick enfrenta uma rotina intensa. Ele treina muay thai, jiu-jítsu, wrestling e boxe. São três sessões diárias, todas com cerca de uma hora e meia. “Minha rotina é extremamente cansativa. Cada horário tem uma modalidade e uma técnica diferente”, explica. A carga de treinos busca garantir preparo técnico e físico para competições dentro e fora do Estado.
Entre suas lutas, uma experiência se tornou decisiva. Ele cita o combate realizado no Jungle Fight, considerado por ele um momento de mudança na carreira. “Foi uma luta bem acirrada, com muitas reviravoltas. Saí com a vitória e com a visibilidade de aparecer na Globo e nos canais de divulgação do evento.” O impacto da apresentação foi imediato. “Muitas pessoas me mandaram mensagem dando os parabéns pela luta. Ganhei muitos fãs.”
Ao olhar para sua formação, Erick destaca o papel da família e de sua equipe. “Meu pai foi quem mais me incentivou até aqui. Meu irmão, Victor Cardoso, que também é lutador profissional de MMA e hoje vive em Miami, é outra referência.” Ele ainda cita os professores Luís Alberto (Luisão), Felipe Miranda e Matheus Godoy, além do empresário Diego Lima e de amigos próximos, que contribuíram para o desenvolvimento de sua carreira.
O atleta afirma que, além da evolução dentro do cage, o MMA lhe trouxe aprendizados pessoais importantes. “O principal é a persistência e a paciência. O MMA é uma carreira demorada. Nada acontece da noite para o dia. Você precisa estar em constante evolução para chegar a hora certa.”
A pressão das lutas, segundo ele, faz parte do processo. “A pressão é um privilégio. Viver aquela sensação é algo que poucos conseguem sentir.” As críticas após os combates também são encaradas com naturalidade. “Críticas sempre vão existir. Essa é uma das consequências de alcançar o sucesso.”
Em relação aos próximos passos, Erick traça metas claras. “Quero fazer três lutas este ano, uma internacional e duas nacionais. Acredito que daqui a dois anos eu vou lutar apenas fora do Brasil.”
Ele também direciona um recado aos jovens que desejam trilhar caminho semelhante no MMA. “Jamais desistam dos seus sonhos. Eu não sou ninguém especial; só persisti até aqui. Acredito que vou muito mais longe ainda. Todo mundo tem uma história difícil. Faça dela uma motivação para chegar onde você quer.”