Da Redação
Aos 15 anos, Evellyn Vitória Silva Basseti já constrói uma trajetória no handebol com participação em competições estaduais e nacionais e o objetivo de chegar ao nível profissional. Natural de Dourados, onde nasceu em 21 de março de 2011, a atleta começou na modalidade em 2022, depois que um treinador foi até sua escola e apresentou a possibilidade de participar dos treinamentos.
A experiência fez com que Evellyn encontrasse no esporte uma atividade que, além da competição, passou a fazer parte da sua rotina. Segundo ela, um dos fatores que despertou sua paixão pelo handebol foi a possibilidade de viajar com a equipe para representar a cidade.
“Foi em 2022, quando meu treinador chegou à escola e propôs os treinamentos para mim. O que fez eu me apaixonar pela modalidade foi a oportunidade de viajar com o meu time para representar a nossa cidade e o amor pelo handebol”, conta.
Com o passar do tempo, a atleta percebeu que poderia buscar uma trajetória mais competitiva. O momento, segundo ela, veio quando entendeu que realmente gostava da modalidade e enxergou possibilidades de seguir avançando.
“O momento que eu percebi que deveria levar o esporte mais a sério foi quando vi que realmente gostava e tinha futuro para chegar em algum lugar”, afirma.
Atualmente, a rotina de Evellyn inclui seis dias de treinamento por semana. A preparação envolve não apenas a parte física, mas também o aspecto psicológico, que, para ela, está entre os principais desafios enfrentados antes das competições.
“Atualmente, eu treino seis vezes por semana, e o mais desafiador nas preparações são as intensidades dos treinamentos e o psicológico”, explica.
A dedicação aos treinamentos, no entanto, convive com uma dificuldade que atinge atletas de diferentes modalidades: a falta de recursos para custear a preparação e a participação em competições. Evellyn relata que, em algumas situações, atletas e famílias precisam encontrar alternativas para arcar com despesas.
“A maior dificuldade é a falta de recursos que temos e a falta de apoio. Ainda sofremos bastante com isso e, muitas vezes, tiramos do próprio bolso, o que é difícil, porque nem sempre nossos pais aceitam”, relata.
Para ajudar a levantar recursos, a equipe também recorre a iniciativas como rifas e bingos.
“Vendemos rifas, bingos, entre outras coisas”, conta.
Apesar das dificuldades, a trajetória já reúne momentos que ficaram marcados para a atleta. Entre eles estão a convocação para disputar os Regionais no Estado de São Paulo, a participação no primeiro Campeonato Brasileiro, o título dos Jogos da Juventude de Mato Grosso do Sul (Jojums) e a convocação para os Jogos da Juventude.
“Quando fui chamada para jogar os Regionais no Estado de São Paulo, meu primeiro Brasileiro, ser campeã do Jojums e a convocação para os Jogos da Juventude”, cita Evellyn ao lembrar dos momentos mais importantes de sua trajetória.
Nesse caminho, ela aponta os pais, as amizades construídas por meio do esporte e o treinador como pessoas fundamentais para sua caminhada.
“Meus pais, as amizades que fiz e o meu treinador”, afirma.
Além dos resultados dentro de quadra, Evellyn considera que o handebol também teve influência em sua formação pessoal. A modalidade, segundo ela, trouxe aprendizados relacionados à disciplina, ao respeito, à convivência com outras pessoas e à confiança.
“O handebol moldou totalmente quem eu sou dentro e fora de quadra. Me ensinou sobre disciplina, respeito, amizades, o meu psicológico, autoconfiança e muitas outras coisas. Me ensinou a confiar em mim mesma e aprendi a competir ao lado das minhas amigas”, afirma.
Para a atleta, o desenvolvimento do handebol em Mato Grosso do Sul também passa pela ampliação dos investimentos e das oportunidades para quem está começando ou já disputa competições.
“Acho que poderia melhorar o investimento no handebol, que ainda é muito desvalorizado no nosso estado. Acredito que nós merecemos mais oportunidades”, avalia.
Os próximos objetivos de Evellyn estão ligados justamente à continuidade dessa trajetória. Ela quer alcançar o nível profissional e aproveitar as próximas competições para seguir evoluindo. Entre os sonhos está a possibilidade de defender um grande clube.
“Meu principal objetivo é chegar ao nível profissional e conseguir dar o meu máximo nesses Jogos da Juventude. Sonho em chegar a algum clube grande”, afirma.
A atleta também deixa uma mensagem para outras meninas que estão começando no esporte e podem enfrentar dificuldades semelhantes às que ela encontrou desde o início da trajetória.
“Para que não desistam do esporte. Sei que não é uma caminhada fácil, mas todas têm chance de se tornar referências no nosso estado ou chegar mais longe ainda. Confio no potencial de todas”, diz Evellyn.