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“Você não precisa ser forte para começar”, diz personal trainer que encontrou no esporte sua escola de vida

da redação - 15 de jun de 2026 às 16:29 71 Views 0 Comentários
“Você não precisa ser forte para começar”, diz personal trainer que encontrou no esporte sua escola de vida Da Redação

“Você não precisa ser forte para começar. Você começa, e então se torna forte.” A frase resume parte da trajetória da profissional de Educação Física Iasmyn Luziá Maffissoni, de Campo Grande, que construiu sua relação com o esporte ainda na infância e transformou essa vivência em profissão.

 

Nascida em 11 de março de 1989, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Iasmyn afirma que o esporte sempre esteve presente em sua vida. Antes de se dedicar ao handebol, modalidade que pratica há mais de 25 anos, ela passou por diferentes atividades, como capoeira, futsal, basquete, muay thai e crossfit.

 

“O esporte literalmente faz parte da minha história e da minha vida até hoje. Desde criança eu era extremamente hiperativa, daquelas que não conseguiam ficar paradas por muito tempo. Minha energia parecia infinita, e foi através do esporte que encontrei um caminho para transformá-la em algo positivo”, relatou.

 

Foi aos 10 anos que ela iniciou no handebol, modalidade que considera responsável por parte importante da sua formação pessoal. Segundo Iasmyn, as experiências dentro das quadras ultrapassaram a prática esportiva.

 

“O handebol me ensinou valores que nenhuma sala de aula poderia ensinar: disciplina, respeito, coragem, superação e trabalho em equipe. Mais do que uma atividade física, o esporte se tornou minha escola para a vida”, afirmou.

 

Ao longo da trajetória no handebol, Iasmyn representou Mato Grosso do Sul em diversas competições nacionais. Entre os momentos que considera mais marcantes na carreira está a oportunidade de atuar pela Metodista, equipe tradicional do handebol brasileiro.

 

“Sem dúvida, o divisor de águas foi o dia em que fui chamada para realizar teste na Metodista, em São Paulo, e passei. Morei por um ano lá, jogando e estudando. Eu era apenas uma menina cheia de sonhos, que dava tudo de si em cada treino e em cada campeonato”, lembrou.

 

Segundo ela, a experiência reforçou a percepção de que a dedicação diária pode abrir caminhos importantes dentro do esporte.

 

“Quando recebi aquela oportunidade, entendi que o esforço realmente vale a pena. Foi a prova de que dedicação, persistência e amor pelo que fazemos podem nos levar muito mais longe do que imaginamos”, disse.

 

Além da atuação no handebol, Iasmyn também competiu no fisiculturismo, experiência que afirma ter provocado mudanças importantes na maneira como passou a enxergar o treinamento físico e o acompanhamento de alunos.

 

“O fisiculturismo me transformou profundamente. Muitas pessoas enxergam apenas o resultado final, o palco, os músculos definidos e as medalhas. Mas o que existe por trás disso é um processo intenso de disciplina, renúncia, autoconhecimento e força mental”, explicou.

 

Atualmente trabalhando como profissional de Educação Física, ela afirma que a vivência nos palcos influenciou diretamente sua forma de atuar com os alunos.

 

“Hoje, quando oriento um aluno, eu não vejo apenas alguém que deseja emagrecer ou ganhar massa muscular. Eu vejo uma pessoa com medos, inseguranças, sonhos e desafios. O fisiculturismo me ensinou que a verdadeira transformação acontece primeiro na mente e depois no corpo”, destacou.

 

Durante o período em que competiu, Iasmyn relata que os maiores desafios não foram apenas físicos, mas também emocionais. Segundo ela, a preparação exigia constância mesmo nos momentos de desânimo.

 

“Existem dias em que você está cansada, desmotivada e questiona se realmente vale a pena continuar. Existem momentos em que o espelho parece não mostrar sua evolução, mesmo depois de meses de dedicação”, comentou.

 

Para ela, esse processo ajudou a desenvolver resistência mental e disciplina.

 

“O fisiculturismo me ensinou a continuar mesmo quando eu acreditava não ser capaz. Aprendi que força não é apenas levantar peso. Força é continuar quando a vontade de desistir aparece”, afirmou.

 

Mesmo atuando diretamente com musculação e treinamento físico, Iasmyn segue ligada ao handebol. Ela afirma que a modalidade continua sendo uma referência importante em sua vida pessoal e profissional.

 

“Até hoje, quando entro em quadra, sinto a mesma emoção daquela menina de 10 anos que descobriu sua paixão pelo esporte. O handebol me lembra de onde eu vim, das pessoas que fizeram parte da minha caminhada e dos sonhos que fui capaz de alcançar através da dedicação”, disse.

 

Na avaliação dela, apesar das diferenças entre o treinamento voltado para performance esportiva e aquele direcionado à estética corporal, ambos exigem comprometimento diário.

 

“No esporte, buscamos performance, velocidade, resistência, potência e resultados competitivos. Na estética, o foco está na composição corporal e na aparência física. Mas existe algo que une os dois mundos: disciplina”, explicou.

 

Ao falar sobre saúde e redes sociais, Iasmyn afirma que procura conscientizar os alunos de que atividade física vai além da aparência.

 

“Vivemos em uma época em que muitas pessoas acreditam que saúde pode ser medida apenas por uma foto ou por um número na balança. Eu procuro mostrar aos meus alunos que saúde vai muito além disso. Saúde é acordar sem dores, conseguir brincar com os filhos, ter disposição para viver e cuidar da mente tanto quanto do corpo”, ressaltou.

 

Ela também destaca que os ensinamentos do handebol seguem presentes em sua atuação profissional, principalmente em relação ao trabalho coletivo.

 

“O handebol me ensinou que ninguém vence sozinho. Por trás de cada conquista existe uma equipe, pessoas que acreditam em você e caminham ao seu lado. Como profissional, levo comigo esse ensinamento diariamente”, afirmou.

 

Ao analisar o crescimento da presença feminina no esporte, Iasmyn considera que mais mulheres têm ocupado espaços antes marcados por preconceitos e limitações.

 

“Cada mulher que entra em uma academia, pisa em uma quadra ou decide cuidar da própria saúde está mostrando que força e feminilidade caminham juntas”, disse.

 

Para os próximos anos, a profissional afirma que pretende continuar evoluindo na carreira e incentivando outras pessoas por meio da atividade física.

 

“Meu objetivo é continuar evoluindo como profissional e como ser humano, ajudando cada vez mais pessoas a transformarem suas vidas através da atividade física”, concluiu.

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