Da Redação
“Não é porque é final de semana que você tem que ficar parado. Tem que descansar, mas tem que buscar evolução sempre.” A frase resume a forma como Carlos Oscar Loureiro Filho, de 13 anos, encara a rotina no futebol em Mato Grosso do Sul. Nascido em 23 de abril de 2012, o jovem atleta constrói sua trajetória conciliando trabalho, estudos e treinos, com foco principal no futsal.
O contato com o esporte não foi imediato. Carlos conta que, na infância, não tinha grande interesse pelo futebol, apesar da influência familiar. “Quando eu era mais novo, eu não gostava muito de futebol, mas meu pai tinha um time, e tem até hoje, que se chama Loureiro F.C. Fui ficando mais velho e fui vendo que o futebol é uma coisa mágica, é um lazer. Aí eu fui querendo aprender”, relata.
A mudança de perspectiva ganhou força com as primeiras experiências em competição. “Percebi que poderia ir além quando joguei meu primeiro campeonato pela equipe do Ubiratã”, afirma. A partir dali, o futebol passou a ocupar espaço central na rotina.
Entre os desafios enfrentados, Carlos destaca questões físicas e também emocionais. “O meu maior desafio era o meu peso. Eu tinha muita dificuldade de correr, de fazer exercício. E também quando foi minha primeira viagem para jogar o Estadual de campo, que foi lá em Miranda. Eu era muito novo na época, e você sente saudade de casa e dos pais”, diz.
Hoje, a rotina é dividida entre diferentes responsabilidades. “Eu trabalho de manhã com meu pai, de tarde eu estudo e de noite eu treino. Eu acho minha rotina cansativa, mas é essencial para o meu futuro”, conta. Mesmo nos períodos de descanso, ele mantém o compromisso com a preparação. “Nos finais de semana eu sempre saio para correr com um amigo, porque não é porque é final de semana que você tem que ficar parado.”
O foco principal está no futsal, modalidade em que mais atua. “Eu treino mais futsal, que é o que mais jogo, e busco sempre ser melhor do que no dia anterior”, afirma. A busca por evolução constante aparece como um dos pilares do seu desenvolvimento.
No campo das referências, Carlos divide suas inspirações entre o futebol de campo e o futsal. “No futebol de campo, minha inspiração é o nosso querido Romário. Já no futsal, tem muita gente que eu me inspiro, como Rodrigo Melo, Xaruto, Elton, Afeiff e o Jhon, fora outros amigos e conhecidos que atuam no futsal de Mato Grosso do Sul”, relata.
Apesar da dedicação, ele aponta limitações no ambiente escolar como uma das dificuldades do dia a dia. “A dificuldade que eu enfrento é não poder treinar na escola. Minha vontade é defender a escola onde eu estudo, como meu falecido irmão de consideração fez e como meus amigos fizeram nos anos anteriores”, diz.
Sobre o cenário esportivo no estado, Carlos apresenta uma visão direta. “Oportunidade tem bastante no MS, eu falo isso por experiência própria. O que falta é persistência dos atletas, porque, se isso é o sonho deles, eles têm que batalhar para conquistar. Não vai ser de uma hora para outra, mas, se batalhar, vai colher o fruto lá na frente.”
Entre metas e sonhos, ele mantém objetivos definidos. “Meu objetivo é jogar uma Copinha, mas meu sonho é representar Dourados jogando pelo DAC e, se tudo der certo, me profissionalizar no futsal”, afirma.
Um dos momentos mais marcantes até aqui foi simbólico dentro da trajetória. “Foi quando eu marquei meu primeiro gol jogando em campeonato adulto”, relembra.
Ao falar com outros jovens que também buscam espaço no esporte, Carlos reforça a importância da continuidade. “Tenha persistência no que você quer para a sua vida. Batalhe quantas vezes precisar, mas nunca desistir vai ser a melhor opção”, conclui.