Da Redação
“Comecei minha trajetória no esporte treinando futsal, mas, com a companhia de amigos, acabei conhecendo o tênis de mesa. Meu interesse cresceu ainda mais ao assistir meu primeiro campeonato estadual, o que me motivou a treinar com mais dedicação e me aprofundar no esporte”.
É assim que Erike Severino, nascido em 02 de junho de 2009, em Campo Grande (MS), descreve os primeiros passos no tênis de mesa. A mudança de modalidade aconteceu de forma gradual, influenciada pelo convívio social e pela vivência dentro do esporte.
O interesse se transformou em objetivo. “Ser campeão sempre foi um sonho. Desde o início, essa era a minha meta, e alcançar esse objetivo mostrou que todo o esforço ao longo dos anos realmente valeu a pena”, afirma.
A consolidação como atleta veio acompanhada de resultados em nível estadual e de desempenho no cenário nacional. Atualmente, Erike ocupa a 16ª posição no ranking brasileiro Sub-19, o que, segundo ele, exige regularidade constante.
“No tênis de mesa, manter-se no topo não é algo fácil ou constante. O ranking muda rapidamente devido ao sistema de pontuação, então é essencial manter um alto nível de desempenho e, principalmente, constância nos resultados”, explica.
A rotina de treinos também reflete essa exigência. “Minha rotina de treinos vai de segunda a sábado. É uma rotina fixa, mas ao mesmo tempo variável, já que também dou treinos à tarde e acabo treinando mais no período da noite”, diz o atleta, que também atua como professor da modalidade.
A dupla função entre treinar e ensinar se tornou parte do processo de formação esportiva. O contato diário com alunos e com a própria preparação técnica amplia a vivência dentro do tênis de mesa e exige organização de horários e intensidade de carga.
Apesar do avanço esportivo, Erike aponta que a permanência no esporte ainda depende de fatores externos ao desempenho técnico. “Uma das maiores dificuldades no esporte é a questão financeira. O tênis de mesa exige muitos investimentos, e não é fácil se manter. Chegar até aqui só foi possível graças ao apoio de amigos e familiares”, relata.
O cenário, segundo ele, também tem sido impactado pelo crescimento da modalidade no país. “Acredito que, graças ao Hugo Calderano, a procura pelo tênis de mesa tem crescido cada vez mais. É muito gratificante ver pessoas de diferentes idades se interessando pelo esporte”, comenta.
Hugo Calderano é citado por Erike como principal referência. “Ele é, inclusive, minha maior inspiração. Acompanhar sua trajetória ao longo dos anos motiva e mostra a importância de se manter consistente no mais alto nível”, afirma.
Com objetivos definidos, o atleta projeta os próximos passos na carreira. “Meu grande objetivo agora é conquistar um bom resultado em nível nacional, para conseguir uma bolsa esportiva — algo muito importante para atletas no Brasil. Além disso, tenho o sonho de viajar e viver ainda mais experiências através do esporte”.
O foco também está na continuidade do processo de formação e no acesso a competições mais estruturadas, o que, segundo ele, pode abrir novas oportunidades dentro e fora do país.
Para quem inicia no esporte, a orientação de Erike é direta. “Se tiver a oportunidade, comece cedo e não desista. O caminho é longo, e muitas vezes os resultados demoram a aparecer, mas com perseverança e apoio familiar, tudo se torna possível”.