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“Ser apaixonado por performance e pelo futebol é uma honra”, diz jovem analista sul-mato-grossense

da redação - 14 de out de 2025 às 15:26 167 Views 0 Comentários
“Ser apaixonado por performance e pelo futebol é uma honra”, diz jovem analista sul-mato-grossense Da Redação

Aos 18 anos, Miguel Lauro já tem um olhar maduro sobre o futebol. Nascido em Campo Grande (MS), em 24 de janeiro de 2007, ele encontrou na análise de desempenho um caminho para unir a paixão de infância pelo esporte com o desejo de entender o jogo de maneira mais profunda. “Minha vida toda é paixão por futebol. Sempre quis estar nesse esporte. Começou como jogador, mas depois fui descobrindo a análise de desempenho, aí me decidi seguir nessa área para no futuro ser treinador”, conta.

 

O campo de atuação de um analista de desempenho ainda é pouco conhecido por parte do público, mas tem se tornado cada vez mais essencial dentro do futebol moderno. Miguel explica o papel do profissional com clareza: “O analista coleta, analisa e interpreta dados de treinos e jogos para fornecer informações que auxiliam na tomada de decisões táticas, no planejamento de treinos e no desenvolvimento de jogadores. Ele colabora com o treinador para desenvolver estratégias de jogo com base nas análises realizadas.”

 

Para ele, o principal desafio da função é lidar com a variabilidade do futebol, especialmente na leitura do adversário. “O mais desafiador é a interpretação do adversário, que pode variar de acordo com o jogo. Porém, é uma interpretação que gosto muito de fazer”, afirma. Segundo Miguel, o prazer em entender o comportamento tático das equipes é o que o motiva a seguir estudando e aprimorando suas análises.

 

Entre as experiências marcantes da jovem trajetória, Miguel cita a oportunidade de realizar um estágio de 20 dias no Figueirense Sub-20, em Santa Catarina. “Foi um momento marcante na minha vida”, resume. O período serviu para consolidar o aprendizado e aproximá-lo de profissionais experientes na área. “Aprendi com cada um o seu jeito no futebol”, diz, ao lembrar dos técnicos e analistas que o influenciaram nesse caminho.

 

Miguel reconhece que as ferramentas tecnológicas são importantes para o trabalho, mas acredita que a essência da boa análise está na capacidade de observação e na comunicação. “Eu considero tudo como essencial, se tiver boas ferramentas. Mas a principal é saber ler o adversário e o próprio time, ter uma boa comunicação com o treinador.”

 

Quando o assunto é performance, Miguel demonstra preocupação com o lado mental dos atletas. “No esporte em geral, os fatores que afetam uma boa performance são estresse, ansiedade e lesão. Todos querem ganhar, então existem muitas coisas que ajudam os atletas a estarem em boa performance, como a conversa e o treinamento.”

 

Observador atento, o jovem analista afirma que gosta de assistir a jogos para identificar estilos e comportamentos dentro de campo. “Gosto muito de assistir a jogos para ver cada jogador e estilo de jogo”, explica. Ele também destaca que acompanha tanto o futebol local quanto o nacional. “No nosso estado estou gostando muito de assistir o Bataguassu na Série B do Estadual, onde tem grandes jogadores e um técnico muito bom. Já em clubes de expressão, é algo que todos concordam: é ver o Flamengo jogar.”

 

Mesmo ainda em formação, Miguel entende que a pressão faz parte do processo de crescimento dentro do futebol. “A pressão existe em qualquer lugar de trabalho. Sempre tentei entregar resultados em pouco tempo. Ficava chateado quando não conseguia entregar por causa da faculdade, mas sempre deixei claro que lido bem com pressão. Porém, a pior pressão é de si mesmo, a cabeça”, relata.

 

Com visão de futuro, ele já pensa nos próximos passos da carreira, que inclui a transição para a área técnica. “Quero ser treinador”, afirma. Para isso, acredita que o caminho é feito de muito estudo e persistência. “O conselho que eu daria não só para análise de desempenho, mas para o futebol em geral, é estudar e estudar. Se você tem um sonho e quer algo, tem que persistir, lutar e nunca desistir do que realmente quer.”

 

Durante sua trajetória, Miguel teve contato com diversos profissionais que o ajudaram a desenvolver seu olhar sobre o futebol. Pelo Pantanal, trabalhou ao lado de Glauber Caldas (técnico), Adriano Ardaia (auxiliar), Renan Nunes (preparador físico, atualmente no Criciúma) e Dida (preparador de goleiros). No estágio no Figueirense Sub-20, aprendeu com Loran Bonnassis (analista de desempenho), Filipe Lúcio (auxiliar) e Rodrigo Carpegiani (técnico). No Comercial, teve contato com Tiago Batizoco (técnico) e Telo (preparador de goleiros). “Acabei aprendendo com cada um o seu jeito no futebol”, resume.

 

A rotina intensa de estudos, observações e análises não o afasta do principal motivo que o fez escolher o futebol como caminho. Para Miguel, o amor pelo jogo é o que sustenta tudo. “Ser apaixonado por performance e pelo futebol é uma honra. O futebol é um amor que tenho, que me deu vários ensinamentos durante minha vida.”

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