Da Redação
A trajetória de Leonardo Pires Insfran no basquete começou ainda na infância, quando tinha entre 7 e 8 anos e passou a frequentar as escolinhas do Colégio Objetivo, sob orientação do professor Robison. Nascido em Rio Brilhante, em 19 de maio de 1997, o atleta cresceu em uma família ligada ao esporte e encontrou no basquete a modalidade que seguiria ao longo dos anos.
“Comecei nas escolinhas com o professor Robison, aos 7 para 8 anos, no Objetivo. Desde então, nunca mais parei, com altos e baixos, mas sempre na luta”, conta Leonardo.
O contato com o esporte já fazia parte da rotina familiar. Leonardo é filho de Benjamin Insfran, jogador de vôlei de areia que representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. A mãe também teve passagem pelo esporte, no handebol. Mesmo convivendo com diferentes modalidades desde cedo, foi com o basquete que Leonardo estabeleceu sua trajetória.
“Sou filho do Benjamin Insfran, jogador de vôlei de areia das Olimpíadas de 2004, sempre estive no esporte. Minha mãe foi do handebol, mas eu acabei me apaixonando pelo basquete”, relata.
A escolha pela modalidade veio também pela percepção que o atleta desenvolveu sobre as características do jogo. Para Leonardo, o basquete reúne diferentes elementos que exigem do jogador preparação física, técnica e tomada de decisão.
“Daí veio um amor pela bola laranja, por ver quanto é completo esse esporte em todos os aspectos”, afirma.
Ao longo da carreira, um dos desafios esteve relacionado à localização geográfica. Para quem desenvolve uma trajetória esportiva fora dos grandes centros, a busca por oportunidades pode exigir preparação para disputar espaço com atletas de diferentes regiões. Leonardo aponta justamente essa realidade como uma das dificuldades que enfrentou.
“Acho que os principais desafios foram por não estar em um grande centro, estar mais no interior. Temos que treinar muito para poder ter nosso espaço”, explica.
Mesmo com as dificuldades, o atleta avalia que o basquete de Mato Grosso do Sul passou por mudanças desde o início de sua trajetória. Na visão dele, o crescimento da modalidade pode ser percebido pelo aumento das competições e pela presença de atletas do Estado em diferentes cenários do esporte nacional.
“Acho que, desde que comecei até hoje, o basquete de MS só decolou. Temos muitos atletas se destacando no cenário nacional e muitas competições”, afirma.
Para Leonardo, porém, ainda existe uma estrutura que poderia ampliar a visibilidade da modalidade no Estado. Ele aponta a criação de uma equipe profissional como um dos caminhos para fortalecer o basquete sul-mato-grossense.
“Precisamos de um time profissional para dar uma visibilidade ainda maior para o basquete de MS”, destaca.
Entre as experiências que marcaram sua carreira, uma delas aconteceu longe de Mato Grosso do Sul. Leonardo teve a oportunidade de disputar o Campeonato Carioca pelo Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro. A competição colocou o atleta em contato com outros jogadores e profissionais da modalidade.
“Como jogador, foi disputar o Carioca pelo Tijuca Tênis Clube, ao lado de grandes técnicos e jogadores”, relembra.
A passagem pelo basquete carioca também resultou em uma das conquistas que Leonardo considera mais importantes de sua trajetória. Entre os títulos e competições disputados, o Campeonato Carioca Sub-19 ocupa um lugar de destaque. Na competição, o time conquistou o título diante do Flamengo.
“Tem muitos, mas o Carioca Sub-19 acho que é o ápice, se sagrando campeão em cima do Flamengo”, conta.
A rotina atual do atleta envolve treinamentos durante a semana e jogos aos finais de semana. Durante os treinos, Leonardo concentra parte do trabalho no aperfeiçoamento do arremesso, uma das características que busca manter em desenvolvimento constante. A preparação física também faz parte da rotina, com academia de segunda a sexta-feira.
“Treino na hora do almoço, no ginásio, e aos sábados e domingos jogamos. Durante a semana, procuro aprimorar o arremesso e manter ele em dia, e o preparo físico, que é muito importante. Faço academia de segunda a sexta”, explica.
Dentro de quadra, o atleta identifica o arremesso e a rapidez como características de seu jogo. Ao mesmo tempo, reconhece aspectos que ainda pretende desenvolver para ampliar suas possibilidades durante as partidas.
“Sou focado muito no arremesso e na rapidez. Preciso melhorar a explosão e a infiltração”, afirma.
A trajetória de Leonardo também teve a participação de diferentes profissionais que contribuíram para sua formação. Entre eles, o atleta destaca o professor Robison, responsável por seu início nas categorias de base, o professor Langrem e a professora Kátia Peres, responsável pelo seu treinamento. Ele também cita uma experiência de treinamento no Rio de Janeiro.
“Minha família, o professor Robison, que fez minha formação na base, o professor Langrem e a professora Kátia Peres, responsável pelo meu treinamento. Também tive a oportunidade de treinar com o professor Eldio Meirelles, no Rio de Janeiro”, cita Leonardo.
A família, segundo Leonardo, também teve papel importante no caminho escolhido dentro do esporte. Embora tenha crescido próximo ao vôlei e ao handebol, modalidades praticadas por seus pais, ele construiu sua própria relação com o basquete e passou a buscar oportunidades dentro da modalidade.
Depois de anos dedicados ao basquete tradicional, o próximo objetivo do atleta está relacionado ao basquete 3x3. Leonardo pretende disputar o circuito da ANB 3x3 e continuar atuando em competições.
“Jogar o circuito da ANB 3x3”, resume, ao falar sobre seus objetivos para os próximos anos.
A experiência acumulada desde as escolinhas até as competições fora de Mato Grosso do Sul também influencia a forma como Leonardo enxerga a preparação de quem deseja seguir carreira no esporte. Para ele, dedicação e treinamento precisam fazer parte da rotina de quem pretende avançar na modalidade.
“Treinem, se dediquem e tenham foco. Se você acha que treina bastante, treine mais um pouco”, aconselha.