Da Redação
“Resiliência é a palavra.” A frase, repetida por muitos atletas, ganhou sentido concreto na trajetória do sul-mato-grossense Willian Silva Santos, de 20 anos. Natural de Deodápolis, ele descobriu cedo que o futebol exigiria não apenas talento, mas a capacidade de insistir, superar distâncias e lidar com a saudade. Hoje, vivendo a rotina de um jogador profissional, Willian olha para trás e identifica o mesmo elemento que o guia desde a infância: a persistência.
Nascido em 17 de junho de 2004, Willian recorda que o incentivo inicial veio de casa. “Meu pai me incentivava desde criança”, afirma. O passo seguinte ocorreu por volta dos 10 anos, quando passou a treinar na escolinha Broto de Gente. Pouco depois, começou a disputar campeonatos pela Pro Gol, de Dourados, e também pela AEFA. Essa fase marcou seu primeiro contato real com competições, ambiente em que percebeu que o futebol poderia se tornar algo mais do que brincadeira de criança.
A virada aconteceu quando encarou seu primeiro teste em um clube estruturado. “Fui para meu primeiro teste no Joinville. Fui aprovado na segunda semana e fiquei lá um ano e três meses”, lembra. Esse período, além de ampliar sua visão sobre o esporte, exigiu a primeira grande renúncia da trajetória: deixar a família. Ele admite que a distância foi um dos desafios mais difíceis. “A saudade da família com certeza foi a maior dificuldade”, resume.
Mesmo assim, a adaptação se acelerou quando percebeu que conseguia acompanhar atletas mais velhos. “Desde o começo, vi que podia transformar o esporte em profissão porque comecei a me destacar no meio dos mais velhos”, afirma. O desempenho o levou a amadurecer tecnicamente e taticamente. Inicialmente utilizado como extremo — posição que exige velocidade e drible —, Willian mudou de função ao longo do tempo. “No começo eu atuava como extremo, rápido e muito driblador. Hoje sou mais um meia e dou ritmo ao jogo”, explica.
Essa mudança foi importante na transição para o futebol profissional. O jogo que marca essa passagem também está claro em sua memória. A virada aconteceu quando encarou seu primeiro teste em um clube estruturado. “Fui para meu primeiro teste no Joinville. Fui aprovado na segunda semana e fiquei lá um ano e três meses”, lembra. Logo depois da passagem pelo clube catarinense, Willian seguiu acumulando experiências: “Fui campeão estadual sul-mato-grossense sub-17, depois fiquei dois anos no Figueirense, onde disputei duas Copinhas São Paulo”. Em seguida, retornou ao Mato Grosso do Sul para defender o Ivinhema, onde iniciou a carreira profissional. A trajetória também o levou à Série B do Catarinense, pelo Nação Araquari, e ao Campeonato Sul-Mato-Grossense, pelo Maracaju.”, relata.
Atualmente integrado a um clube, Willian segue a rotina de treinos definida pela comissão técnica. “Minha rotina é conforme o time orienta. Treino no campo com todo o elenco e também faço a parte de academia”, diz. Ele entende que a preparação vai além do físico. Para ele, o aspecto psicológico é determinante. “Temos que ter uma coisa fundamental: o mental forte. Isso será 70% do rendimento”, afirma. Lidar com críticas, pressão e momentos de instabilidade faz parte do processo, e ele afirma enxergar essas situações como elementos naturais do esporte.
Quanto ao futuro, Willian mira metas objetivas. “Quero fazer um bom Campeonato Estadual e Copa do Brasil, e me manter no futebol”, projeta. Ele encara cada temporada como nova chance para consolidar espaço e seguir crescendo dentro da modalidade.