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“Quero ser campeã de grandes campeonatos”: Isabela Ferreira mira Brasileiro e ADCC

d redação - 2 de out de 2026 às 18:05 35 Views 0 Comentários
“Quero ser campeã de grandes campeonatos”: Isabela Ferreira mira Brasileiro e ADCC Da Redação

Aos 13 anos, Isabela Ferreira da Silva já tem no currículo participações em competições de jiu-jitsu dentro e fora de Mato Grosso do Sul. Nascida em 6 de setembro de 2013, em Santa Fé do Sul (SP), a atleta começou a praticar a modalidade aos 8 anos e, desde então, passou a dividir a rotina entre estudos, treinamentos e campeonatos.

 

O contato com o jiu-jitsu aconteceu quando Isabela procurava uma modalidade de luta. Na época, ela já praticava balé e descobriu que a mesma academia também oferecia aulas de jiu-jitsu. A possibilidade de experimentar um esporte diferente despertou seu interesse.

 

“Comecei a treinar com 8 anos. O jiu-jitsu entrou na minha vida porque eu queria muito praticar um esporte de luta e, na mesma academia onde fazia balé, também tinha jiu-jitsu”, conta.

 

O que inicialmente era a busca por uma nova atividade física ganhou espaço na rotina da atleta. Segundo Isabela, características que encontrou dentro do jiu-jitsu foram importantes para que ela continuasse frequentando os tatames e, posteriormente, passasse a disputar competições.

 

“O respeito, a disciplina, a amizade dentro do esporte e as competições foram o que mais me chamaram a atenção”, afirma.

 

Atualmente, Isabela treina jiu-jitsu três vezes por semana. Além dos estudos, ela também precisa reservar parte da rotina para sessões de fisioterapia, pois está em tratamento para escoliose. A condição não a afastou do esporte, mas exigiu uma adequação na quantidade de treinamentos realizados durante a semana.

 

“Treino jiu-jitsu três vezes por semana e consigo dividir bem os horários entre os estudos e a fisioterapia. Estou em tratamento para escoliose, mas isso não me impede de continuar com o jiu-jitsu. Precisei apenas diminuir meus horários de treino”, explica.

 

Mesmo com a redução na carga de treinamentos, as competições continuam fazendo parte dos planos da atleta. Entre os torneios que já disputou, Isabela destaca a participação no Campeonato Brasileiro, realizado em Barueri (SP), em 2024, e o Campeonato Estadual de Mato Grosso do Sul de 2026.

 

Foi na competição estadual deste ano que ela conquistou um dos principais resultados de sua trajetória até o momento. “Um dos principais campeonatos de que participei foi o Campeonato Brasileiro, em Barueri, em 2024, e também o Campeonato Estadual de Mato Grosso do Sul de 2026, no qual fui campeã”, relata.

 

Apesar dos resultados obtidos posteriormente, Isabela aponta a primeira competição que disputou como um dos momentos mais importantes de sua relação com o esporte. Para ela, aquela experiência serviu como incentivo para continuar entrando nos tatames e compreender que as derrotas também fazem parte da trajetória de quem compete.

 

“O meu primeiro campeonato tem um significado especial, porque foi o que me incentivou a continuar competindo, mesmo sabendo que nem sempre vou ganhar”, diz.

 

A participação em torneios de maior porte, porém, esbarra em uma dificuldade comum para atletas que precisam viajar para outros estados. Segundo Isabela, parte dos principais campeonatos da modalidade ocorre principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro. Com isso, despesas com deslocamento, hospedagem, alimentação e inscrições passam a fazer parte do planejamento para competir.

 

Nesse cenário, a falta de patrocínio ou de programas de apoio financeiro limita a possibilidade de participar de mais eventos ao longo do calendário.

 

“A maior dificuldade é que os principais campeonatos de jiu-jitsu são realizados em São Paulo ou no Rio de Janeiro. A falta de patrocínio ou de apoio por meio de bolsas também dificulta a participação nesses campeonatos”, afirma.

 

Para se preparar para as disputas, Isabela combina o treinamento no tatame com atividades voltadas ao condicionamento físico. Ela também procura trabalhar a preparação mental antes das competições.

 

“Na preparação física, faço academia. Mentalmente, tenho o apoio do Sandiego, que é coach e professor de jiu-jitsu e que conheci em Criciúma, além dos meus professores de jiu-jitsu, Thiago e Elton. Também gosto de ler livros antes das competições, porque isso me acalma”, conta.

 

A rede de apoio também envolve a família e as pessoas que acompanham sua rotina de treinamentos. Isabela aponta os pais, professores e colegas de treino como responsáveis por incentivá-la a permanecer no esporte e continuar buscando oportunidades para competir.

 

“As pessoas que me incentivam são meus pais, meus professores e meus amigos de treino. Eles me incentivam a continuar a minha caminhada no jiu-jitsu”, afirma.

 

Além das medalhas e das competições, a atleta relata que os ensinamentos adquiridos durante os treinamentos passaram a fazer parte de sua rotina fora dos tatames. Disciplina, respeito e capacidade de lidar com dificuldades estão entre os aspectos que ela associa à prática da modalidade.

 

“O jiu-jitsu me ensinou disciplina, respeito e superação. Hoje tenho uma vida mais saudável e amor pelo esporte que pratico”, resume.

 

Aos 13 anos, Isabela pretende ampliar a participação em competições e ter a oportunidade de disputar alguns dos principais eventos da modalidade. Entre as metas estão voltar ao Campeonato Brasileiro, participar do ADCC e, futuramente, competir internacionalmente.

 

“Quero começar a competir em grandes campeonatos, poder participar e ser campeã de competições como o Brasileiro e o ADCC, além de poder competir fora do Brasil”, projeta.

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