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“Quando faz algo que gosta, faz bem feito”, diz Ronan Lima sobre atuação no esporte

da redação - 30 de mai de 2026 às 07:00 119 Views 0 Comentários
“Quando faz algo que gosta, faz bem feito”, diz Ronan Lima sobre atuação no esporte Da Redação

Natural de Fernandópolis (SP), Ronan Machado de Freitas Lima, de 34 anos, construiu sua trajetória ligada ao esporte desde a infância. Formado em Educação Física, ele atua atualmente como diretor de Assistência Social e árbitro de futebol e futsal, conciliando ainda atividades no meio rural. Em meio à rotina dividida entre diferentes funções, mantém o vínculo com o treinamento esportivo e os objetivos de crescimento profissional dentro da arbitragem.

 

Segundo Ronan, o interesse pela Educação Física começou cedo, ainda durante a infância, dentro da escola.

 

“Minha paixão pela Educação Física surgiu desde os 8 anos de idade, com as aulas dos professores na escola e algumas inspirações”, afirmou.

 

Ao longo dos anos, ele trabalhou como personal trainer e árbitro esportivo. Hoje, mesmo atuando no setor público, segue ligado ao esporte nos finais de semana e no período noturno, quando participa de competições de futebol e futsal como árbitro.

 

“Atuei como personal e árbitro. Hoje trabalho como diretor de Assistência Social e árbitro. É uma rotina exaustiva e prazerosa, porém, quando faz algo que gosta, faz bem feito”, disse.

 

Além das atividades profissionais, Ronan também trabalha como produtor rural em uma pequena propriedade. A divisão de horários é necessária para conseguir manter todas as funções.

 

“Geralmente a arbitragem fica para a noite e finais de semana. No horário comercial fico por conta do trabalho CLT, além do trabalho como produtor rural em uma pequena propriedade”, relatou.

 

Durante o período da faculdade, Ronan tinha o objetivo de trabalhar diretamente no futebol profissional brasileiro como preparador físico. Segundo ele, a vivência acadêmica fortaleceu ainda mais a ligação com o esporte e com o treinamento físico.

 

“Na faculdade eu tinha a pretensão de ser preparador físico de um grande clube do futebol brasileiro. Isso despertou o interesse no futebol e em ajudar as pessoas na prática de atividade física e no treinamento esportivo”, explicou.

 

Ao comentar sobre o crescimento da musculação e da busca por atividades físicas, Ronan destacou a importância do acompanhamento profissional, principalmente para quem está iniciando nos treinos.

 

Segundo ele, muitos praticantes acabam cometendo erros por falta de orientação adequada, o que aumenta os riscos de lesões e problemas físicos.

 

“Os erros mais comuns das pessoas que não têm orientação de um profissional qualificado quando vão começar a praticar musculação são o risco de lesão por fazer os exercícios de forma inadequada, cargas excessivas e volume de treino inapropriado para o biotipo”, afirmou.

 

Ronan também falou sobre o impacto das redes sociais no universo fitness. Para ele, o ambiente digital possui pontos positivos, mas também pode gerar expectativas irreais em quem busca melhorar a saúde e a qualidade de vida.

 

“As redes sociais têm os dois lados da moeda. Podem ajudar, porém podem atrapalhar. Pessoas que buscam talvez uma qualidade de vida melhor com os treinos podem se frustrar ao assistir vídeos de algum ‘blogueiro’ sem formação ou sem uma análise da situação do indivíduo, e acabam não dando conta de fazer o que é proposto”, pontuou.

 

Outro ponto observado por ele é o crescimento do uso de métodos considerados mais rápidos para emagrecimento, enquanto parte da população deixa de lado hábitos ligados à atividade física e à prática esportiva.

 

“A busca por uma vida saudável tem uma procura maior nos últimos anos, porém percebe-se que a população tem aumentado relativamente seu peso e buscado recursos ‘fáceis’, como injetáveis e canetas emagrecedoras, deixando um pouco de lado o esforço físico”, comentou.

 

Na arbitragem, Ronan afirma que a preparação física e mental é indispensável para acompanhar o ritmo dos jogos, tanto no futebol amador quanto no profissional. Os treinamentos incluem academia, corrida e estudo constante das regras.

 

“O trabalho como árbitro exige muito preparo físico e mental para intermediar os jogos tanto no amador quanto no profissional. Por isso, exige preparação com treinamentos e cuidados da parte psicológica”, explicou.

 

Além dos treinos físicos, ele ressalta a necessidade de atualização constante dentro do esporte.

 

“O importante é movimentar e estar sempre em constante evolução, lendo as regras do jogo, assistindo vídeos do que acontece no futebol mundial e se atualizando para chegar preparado para o jogo”, disse.

 

Na visão de Ronan, um profissional de Educação Física precisa compreender as particularidades de cada pessoa atendida, além de ter conhecimento técnico e capacidade de motivação.

 

“As características essenciais para um bom profissional de educação física são ter conhecimento, ser motivador e saber a realidade de cada aluno ou pessoa com quem ele trabalha”, afirmou.

 

A relação entre esporte e transformação social também faz parte da trajetória dele. Ronan relembrou experiências em projetos sociais voltados para crianças e adolescentes.

 

“O esporte pode transformar vidas além do físico. Pode tirar crianças e adolescentes das ruas e também educá-los para se tornarem cidadãos do bem”, destacou.

 

Ele contou ainda que acompanhou de perto histórias de jovens que buscavam no esporte uma oportunidade de melhorar a vida da família.

 

“Já trabalhei com projetos sociais onde vi e presenciei várias crianças e adolescentes buscando uma melhoria para seus familiares através do desporto”, completou.

 

Para o futuro, Ronan pretende investir em um empreendimento próprio na área do treinamento físico e continuar buscando evolução dentro da arbitragem esportiva.

 

“Meus próximos objetivos são abrir meu próprio empreendimento, como academia ou studio de treinamento, para implantar meu sistema de treino e tudo que aprendi”, afirmou.

 

Na arbitragem, ele projeta um retorno aos quadros estaduais e sonha em alcançar o cenário nacional.

 

“Também quero evoluir na arbitragem para voltar para a Federação de MS e, quem sabe um dia, ingressar na CBF”, finalizou.

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