Terça-feira, 04 de agosto de 2026, 00:29

situs toto

toto togel

bandar togel

toto togel

toto togel

toto slot

slot resmi

situs togel

toto slot

link gacor

situs toto

slot gacor

situs togel

toto slot

situs slot

situs toto

slot gacor

situs gacor

link gacor

bandar togel

link slot

link togel

situs togel

situs slot

slot online

cabe4d daftar

toto togel

link slot

toto togel

situs toto

idikepulauanselayar.org

idipinrang.org

idibulungan.org

iditanatoraja.org

iditorajautara.org

pafikabupatenbuleleng.org

pafikabupatensigi.org

togel online

situs slot

situs togel

togel online

situs toto

toto togel

toto togel

situs gacor

link gacor

situs togel

situs slot

situs toto

link togel

situs slot

toto togel

bandar togel

situs toto

link slot

situs gacor

toto slot

situs slot

link slot

situs gacor

link slot

situs slot

toto slot

situs slot

toto slot

toto togel

situs slot

situs toto

togel online

toto 4d

link gacor

link togel

situs togel

situs toto

link gacor

slot gacor hari ini

togel 4d

toto

togel resmi

situs toto

link slot

slot gacor

slot online

situs slot

idihulusungaitengah.org

idisoppeng.org

idiluwutimur.org

idiluwuutara.org

idibulukumba.org

pafikabupatenbangli.org

pafikabupatenkayong.org

Professor de MS vira destaque em revista nacional

(com informações da apn) - 15 de fev de 2005 às 17:54 331 Views 0 Comentrios
Professor de MS vira destaque em revista nacional

A edição de janeiro/fevereiro da revista Nova Escola, da editora Abril, deu destaque ao trabalho sobre obesidade que o professor de Educação Física, Abmael Rocha Júnior, desenvolveu em 2004 com os alunos da 8º série da escola estadual Austrílio Capilé Castro, de Nova Andradina.

A pesquisa é qualificada como um dos Projetos Nota 10 da publicação. No ano passado, Abmael foi premiado com o prêmio Professor Nota 10, da Fundação Victor Civita.

Confira a íntegra da reportagem:

Educação Física vai além dos esportes

Para atender alunos adultos que chegavam à escola exaustos, depois de um dia de trabalho, Abmael propôs um estudo de campo. A turma aprendeu muito sobre saúde e obesidade.

Quando as aulas começaram no início de 2004, o professor se viu diante de um problema: como lecionar Educação Física para estudantes do noturno que chegavam exaustos à escola, sem condições de fazer ginástica ou praticar esportes? A maioria dos alunos, quase adultos - muitos deles evadidos em anos anteriores -, pegava pesado o dia inteiro nos frigoríficos da cidade de Nova Andradina (MS), onde se localiza a Escola Estadual Austrílio Capilé Castro.

A solução veio da própria classe. Reportagem exibida pela TV sobre a epidemia mundial de obesidade levou a turma a perguntar: "Professor, isso é verdade?" Os jovens não notavam na escola uma quantidade tão grande de obesos. Era a deixa que Abmael procurava. Ele poderia ensinar noções de saúde em suas aulas. Os alunos foram investigar se o problema existia na cidade e chegaram a uma conclusão surpreendente: havia muito mais alunos com peso abaixo do ideal.

Projeto inclui Matemática e Informática

Além de dar aulas de Educação Física, Abmael coordena à noite a sala de tecnologia educacional. Assim, uniu as duas áreas no projeto. A idéia era mostrar que Educação Física não é só ginástica - é também saúde - e que nas aulas de informática se aprende a usar softwares para auxiliar na resolução de problemas como a pesquisa sobre obesidade.

O professor contou ainda com a parceria da professora de Matemática Maria Aparecida Rodrigues, que orientou a parte estatística da pesquisa. Juntos, eles dividiram a turma em quatro grupos, cada um responsável por uma atividade. Diante dos computadores, a primeira etapa do trabalho foi a busca de informações sobre o que é obesidade. Os alunos aprenderam que a melhor maneira de descobrir se uma pessoa está obesa é por meio do Índice de Massa Corporal (IMC). O número é obtido pela divisão do peso (em quilos) pela altura (em metros) ao quadrado.

O grupo 1 elaborou um questionário a ser aplicado aos estudantes das outras escolas. A idéia era investigar seus hábitos alimentares. Munidos de um aparelho para medir estatura, balança e questionário, o grupo 2 foi a campo colher os dados. Os jovens visitaram 11 escolas, onde mediram e pesaram 496 estudantes entre 13 e 15 anos.

Com as informações em mãos, todos deram início ao cálculo do IMC e, em seguida, à tabulação. Inicialmente o trabalho foi feito no papel, com a ajuda da professora de Matemática. Depois, o grupo 3 confeccionou gráficos e tabelas usando os programas Excel e Word.

"Não adiantava só ensinar aos alunos como manipular esses aplicativos. Era preciso relacionar os programas à prática pedagógica", explica o professor. O grupo 4 ficou responsável pela parte final, de divulgação dos dados.

Jovens eram desnutridos, e não obesos

Quando a análise foi concluída, os alunos ficaram surpresos. Os resultados mostraram que, em vez de obesos, havia uma grande quantidade de alunos abaixo do peso no município: 29,5% das meninas e 33,8% dos meninos estavam com o IMC inferior a 18,5 (o normal é entre 18,5 e 24,9). Eram obesos mesmo somente 1,5% das garotas e 0,8% dos garotos. Os demais tinham peso normal ou sobrepeso, sem efeito negativo sobre a saúde.

Diante dos números, os alunos passaram a questionar por que havia tantos alunos abaixo do peso em Nova Andradina. Eles perceberam que a maioria deles estava nas escolas mais carentes (em algumas a taxa chegou a 60%). Depois de pensar em várias possibilidades, a hipótese mais plausível era de que os estudantes deveriam estar desnutridos.

A turma de Abmael voltou os olhos então para o questionário aplicado nas escolas quando os colegas foram pesados e medidos. Perceberam que muitos dos que estavam abaixo do peso às vezes tinham como única refeição do dia a merenda escolar. Outros até diziam que comiam bem, mas a qualidade da alimentação começou a ser questionada.

Pesquisa causa impacto na cidade

Os alunos fizeram um relatório apontando a necessidade de aprofundar a pesquisa para checar a origem de tantos casos de jovens com peso abaixo do ideal. Com orientação do professor, sugeriram uma melhoria da qualidade da merenda. "Propusemos a inclusão de noções sobre reeducação alimentar nas aulas de Ciências e Biologia. Nas de Educação Física, seria interessante fazer um acompanhamento do IMC dos alunos a cada seis meses", explica Abmael.

Com todas as informações em mãos, entrou em cena o grupo 4, que bolou apresentações em PowerPoint e voltou às 11 escolas para contar o que havia sido descoberto. O que os alunos não imaginavam é que o impacto do trabalho seria muito maior. Quando soube dos resultados da pesquisa, um vereador da cidade convidou a turma para se apresentar no plenário da Câmara.

Mesmo um pouco envergonhados, eles foram pedir mais atenção à merenda. O secretário de Saúde também fez questão de receber os dados. Agora todos estão engajados em ampliar a pesquisa para descobrir se o problema se repete entre estudantes de outras faixas etárias.

Mais informações :
Escola estadual Austrílio Capilé Castro, R. Imaculada Conceição de
Maria, 553, 79.750-000, Nova Andradina, MS, telefone (67) 441-3468
Abmael Rocha Junior, e-mail: kanelanovo@ibest.com.br

Comentários

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos com * são obrigatórios.