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Preparação física, disciplina e estudo: os pilares do trabalho de Rafael Santana com jovens atletas

Preparador destaca disciplina e estudo na base e profissional
da redação - 11 de fev de 2026 às 15:59 85 Views 0 Comentários
Preparação física, disciplina e estudo: os pilares do trabalho de Rafael Santana com jovens atletas Da Redação

Nascido em Campo Grande (MS), em 21 de maio de 2002, Rafael Santana constrói sua trajetória no futebol atuando diretamente na formação e no rendimento de atletas. Graduado em Educação Física pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), ele trabalha como professor da base do Comercial-MS e da Arena 67, além de integrar a comissão técnica do elenco profissional como auxiliar de preparação física. Em diferentes frentes, o profissional participa do desenvolvimento físico e humano de jogadores em distintas fases da carreira.

 

Ao falar sobre a formação acadêmica, Rafael aponta que a universidade teve papel central na construção da sua metodologia de trabalho. “Por ser uma universidade referência no estado, com professores excepcionais e ensino de alta qualidade, consegui extrair o máximo de conhecimento, seja na teoria ou na prática. Foi essencial para os meus planejamentos de treino e aplicação da minha didática”, afirma. Segundo ele, a experiência acadêmica contribuiu para que hoje consiga adaptar atividades conforme a idade e a categoria. “Consigo com muita facilidade adaptar os treinos para a categoria que vou trabalhar e extrair o máximo dos meus atletas.”

 

A atuação simultânea na base e no profissional exige mudanças constantes na forma de conduzir os treinamentos. Rafael explica que as diferenças corporais e a intensidade das competições determinam as estratégias aplicadas. “No profissional o ritmo é muito acelerado, a cobrança é alta e com muita rigidez. Já nos atletas da base adapto os trabalhos e diminuo a rigidez, pois o corpo responde diferente”, relata. Ele acrescenta que a força e a resistência são aspectos que mais diferenciam os níveis, além da carga de jogo e das exigências físicas durante as partidas.

 

Ao analisar o comportamento das novas gerações, Rafael destaca mudanças no entendimento sobre o futebol de alto rendimento. “A preguiça. Hoje os jovens acreditam que apenas o talento vence, mas estão enganados. O futebol tem mudado muito, principalmente com a evolução da tecnologia, que tem deixado o jogo mais rápido e dinâmico”, afirma. Para ele, a preparação vai além dos treinos em campo. “O corpo é uma máquina de trabalho, mas o descanso é fundamental para conseguir desfrutar de um alto rendimento. Assim como a alimentação também é uma grande aliada.”

 

A rotina profissional envolve momentos distintos ao longo do dia. “É prazeroso e desafiador. Uma parte do dia você está a 100 km/h, gritando, cobrando e planejando a semana no profissional. Depois é desacelerar e trabalhar com a garotada, levando muitas vezes os treinos do profissional de maneira adaptada para executar com eles”, conta. Ele destaca que o trabalho em equipe com a comissão técnica facilita a execução das atividades e o acompanhamento dos atletas.

 

Na Arena 67, o foco está na formação inicial. “Trabalhamos com a escolinha voltada para ensinar os princípios básicos do futebol, sendo técnico, tático e físico. Nosso planejamento é formar atletas para que eles possam seguir uma carreira no esporte”, explica. Os grupos são divididos por idade, priorizando o desenvolvimento coletivo e o aprendizado progressivo dos fundamentos.

 

Entre os momentos marcantes da carreira, Rafael cita uma pré-temporada realizada com o elenco profissional. “Foram dias de muito trabalho e cobrança. Foi necessário um planejamento em conjunto com a comissão técnica para implementar treinamentos de força e resistência sem comprometer a integridade física. Não tivemos atletas com lesões musculares durante a competição”, relata.

 

Ele também observa avanços na preparação física no estado. “Graças ao avanço da tecnologia e à qualificação dos profissionais, estamos no caminho certo. Ainda estamos atrasados em comparação a outros estados, mas com investimento dos clubes em equipamentos e estrutura, logo mais chegaremos ao nível de elite”, avalia.

 

Além do rendimento esportivo, Rafael afirma que busca orientar os atletas para além das quatro linhas. “Busco ensinar o respeito dentro e fora de campo e cobro bastante o desempenho nos estudos. Sabemos que é muito difícil se tornar jogador de futebol e que uma hora vai chegar o momento de sair das quatro linhas”, diz. Segundo ele, a formação educacional contribui para o futuro dos jovens quando a carreira esportiva chega ao fim.

 

Entre os objetivos pessoais e profissionais, o preparador físico destaca a formação humana e a busca por crescimento coletivo no futebol sul-mato-grossense. “Meu objetivo é formar grandes seres humanos, disputar mais títulos, participar de competições nacionais e internacionais e contribuir com o desenvolvimento do futebol no nosso estado”, afirma.

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