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Paraatleta da bocha fala da dificuldade de representar o MS sem estrutura

da redação - 25 de out de 2017 às 17:00 1082 Views 0 Comentrios
Paraatleta da bocha fala da dificuldade de representar o MS sem estrutura Foto: Emerson Freitas

Adriana Rolon, de 34 anos, é uma atleta cobiçada por Uberaba-MG para ser representante da cidade em competições nacionais e internacionais. Foi sendo competidora pelo Mato Grosso do Sul, que ela chamou a atenção da cidade mineira que oferece “casa, comida e roupa lavada”, além de uma estrutura própria para treinamento, em troca da mudança. O apego a família, instalada em Campo Grande e o amor à terra impedem, no entanto, a transição.


No Estado, Adriana recebe pouca ajuda para disputar torneios da bocha adaptada, nível 4, modalidade que ela recentemente ficou em 5º lugar em São Paulo, durante seletiva nacional. Na competição valia o ingresso à seleção brasileira desse esporte, pouco conhecido e que exige na Capital muita criatividade dos praticantes. Isso porque, o local para treinos é improvisado, com marcações de quadra adesivada e que ainda possui o risco de ser inoperado.


Adriana conta que a Prefeitura de Campo Grande pensa em transferir o lugar de treinos para outro lugar de mais difícil acesso e que também será de marcação adesivada e estrutura para utilização de oito horas semanais. Realidade bem diferente do que o Poder Público conseguiu aplicar em Uberaba-MG para a bocha adaptada. Por lá, são 40 horas de treino por semana, e não é à toa que os primeiros lugares dessa modalidade tem ficado com o município, ou com a paulista Suzano, também por conta de estrutura.


Enquanto a coisa não muda em Mato Grosso do Sul, Adriana e mais 15 da bocha adaptada se revezam nas viagens para disputas fora do Estado, com pouca ajuda financeira do Poder Público, às vezes nenhuma, ida de ônibus em viagens de mais mil quilômetros, enquanto oponentes fazem o trajeto de avião. De acordo com ela, pior que tudo isso é não ter voz considerada pelos dirigentes esportivos. “Para eles a realidade é isso e ponto final”, diz.


Para falar de uma carreira que em breve tende a chegar ao ápice e todos os obstáculos superados, Adriana foi a entrevistada da edição 9 do programa TV Esporte Ágil. Confira no vídeo:

 

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