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“O vôlei é onde eu alivio a minha mente”, diz jovem atleta de MS

da redação - 4 de mai de 2026 às 16:09 169 Views 0 Comentários
“O vôlei é onde eu alivio a minha mente”, diz jovem atleta de MS Da Redação

“O vôlei é onde eu alivio a minha mente.” É assim que Maria Heloísa Santos Ferreira Xavier, de 13 anos, resume a relação com o esporte que hoje ocupa boa parte da sua rotina. Natural de Ivinhema, no interior de Mato Grosso do Sul, a jovem atleta concilia escola, treinos e competições com objetivos já definidos dentro do voleibol.

 

Nascida em 4 de maio de 2012, Maria Heloísa conta que o primeiro contato com o vôlei aconteceu de forma despretensiosa. “Entrou na minha vida como um esporte de passatempo. Eu me apaixonei quando comecei a assistir o pessoal da cidade jogar”, relata. O interesse inicial, motivado pela observação de partidas locais, rapidamente se transformou em envolvimento mais sério com a modalidade.

 

A mudança de perspectiva ocorreu quando surgiu a oportunidade de competir. “Comecei a levar o esporte mais a sério quando recebi a chance de ir para os Jogos Escolares”, afirma. A partir desse momento, o voleibol deixou de ser apenas uma atividade recreativa e passou a fazer parte dos seus planos.

 

A rotina atual da atleta é marcada por organização e frequência de treinos. “Minha rotina é bem intensa. Eu estudo de manhã, começo às 7h, e à tarde tenho treino de vôlei de quadra quase todos os dias, das 14h às 16h. Além disso, faço vôlei de praia três vezes por semana e capoeira duas vezes”, explica. Para dar conta das atividades, ela destaca a importância do planejamento. “Para conseguir conciliar tudo, eu me organizo bastante com os horários e tento manter o foco. Às vezes é cansativo, mas, como eu gosto muito do esporte, consigo levar bem.”

 

Mesmo com a dedicação, a jovem atleta aponta desafios enfrentados ao longo do caminho, principalmente relacionados à rotina de competições. “Acho que uma das partes mais difíceis é ficar longe da família e até mesmo deixar de ir a eventos por estar jogando em outra cidade”, diz.

 

Dentro das quadras, Maria Heloísa busca referências para evoluir tecnicamente. Entre os nomes que admira está a ponteira da seleção brasileira feminina. “A Gabi Guimarães, porque ela é equilibrada em tudo, não só no ataque”, comenta, destacando a importância de um jogo completo.

 

Entre os momentos já vividos no esporte, um deles teve impacto direto fora das quadras. “O mais marcante foi ter recebido uma bolsa de estudos em uma escola particular por conta do esporte”, relata. O reconhecimento reforça o papel do voleibol não apenas como prática esportiva, mas também como ferramenta de acesso a oportunidades.

 

Em situações de maior exigência, como partidas decisivas, a atleta afirma adotar uma postura simples. “Eu respiro fundo e penso que preciso fazer o que eu sei fazer”, explica, indicando uma estratégia baseada na confiança no próprio preparo.

 

Além do aspecto competitivo, o esporte também cumpre uma função pessoal. “O vôlei é onde eu alivio a minha mente”, reforça. A prática aparece, portanto, como espaço de equilíbrio dentro de uma rotina que exige disciplina desde cedo.

 

Com metas definidas, Maria Heloísa projeta os próximos passos no esporte. “Pretendo um dia ser chamada por algum time para jogar o Brasileirão”, afirma. O objetivo aponta para a busca por inserção em competições de maior nível no cenário nacional.

 

Ao olhar para outras jovens que desejam seguir no voleibol em Mato Grosso do Sul, ela deixa uma orientação direta. “Não desistir. Um treino ou jogo ruim não define sua carreira”, diz.

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