Da Redação
“Às vezes eu não ia por ser longe”. A frase resume parte dos desafios enfrentados por Gean Carlos da Silva Rodrigues, jovem atleta nascido em 14 de maio de 2010, em Mato Grosso do Sul, que iniciou sua relação com o futebol ainda na infância e encontrou no futsal um caminho de aprendizado e disciplina. Entre dificuldades logísticas, apoio familiar e conquistas individuais, o atleta segue em formação enquanto mantém o foco na evolução dentro das quadras.
Gean conta que começou cedo no esporte. “Eu comecei a jogar bola com 4 anos e, com 7 anos, já ganhei meu primeiro troféu de artilheiro. Isso me motivou bastante”, relembra. Desde o início, a presença da família teve papel central em sua trajetória. Segundo ele, tios, primos e o pai sempre estiveram presentes. “Os que me ajudaram foram meus tios, meus primos e meu pai. Eles sempre me ajudaram e motivaram. Minha família é apaixonada pelo futsal”, afirma.
Apesar do incentivo familiar, a rotina não foi isenta de dificuldades. Um dos principais obstáculos citados pelo atleta foi a distância até os locais de treino e competição. “O momento mais ruim foi quando eu não tinha oportunidade por ser longe. Os lugares eram difíceis de ir, ao ponto de ser muito longe. Às vezes eu não ia por ser longe”, relata. Ele explica que, por ser criança, dependia da disponibilidade dos pais para se deslocar. “Meu pai às vezes não podia me levar nos treinos por eu ser pequeno e serem longe”, completa.
Mesmo diante das limitações, o jovem destaca que nunca faltou apoio dentro de casa. “Eu sempre tive todos os materiais de futebol, nunca faltou nada. Sempre tive o apoio para seguir em frente”, diz. A estrutura familiar foi um fator importante para que o atleta mantivesse o vínculo com o esporte, mesmo quando surgiam dificuldades no dia a dia.
Entre as referências esportivas, Gean cita o jogador Leozinho como inspiração. “A inspiração veio de um dos maiores do futsal, o Leozinho, devido ao seu estilo de jogo. Minhas características combinavam com a dele”, explica. Ele define seu próprio estilo dentro de quadra como voltado para velocidade e drible. “Meu estilo de jogo é mais de velocidade e drible. Tenho preferência por jogar de ala, gosto de driblar e ir para cima”, afirma.
Sobre a rotina atual, o atleta destaca a dedicação aos treinos e o cuidado com a preparação mental. “Minha rotina sempre foi muito boa. Sou focado no que faço e treino bastante para evoluir cada vez mais”, diz. Ele também menciona a importância da disciplina fora das quadras. “Minha preparação física e mental eu cuido muito. Minha mentalidade é sempre querer sair bem e treinar o máximo”, completa.
As conquistas individuais também marcaram sua trajetória até aqui, especialmente os prêmios de artilheiro. “Os momentos mais felizes foram quando eu ganhava troféu de artilheiro. Sempre gostei, já ganhei bastante campeonato”, relembra. Ao mesmo tempo, o atleta reconhece que o esporte também envolve derrotas e frustrações. “Às vezes perdi também, não é só ganhar. Já fiquei triste, mas isso é normal na vida de um atleta”, afirma.
Em determinados momentos, ele chegou a pensar em abandonar o esporte, mas afirma que a vontade de evoluir falou mais alto. “Já teve momentos que eu queria desistir, mas quando você tem potencial e vê que dá para chegar, não dá para desistir. Tem que continuar treinando e se esforçando”, ressalta. Para ele, os desafios fazem parte do processo de formação. “Sempre terá desafios e dificuldades, mas isso faz parte”, acrescenta.