Da Redação
Filha do mestre de kung fu Cezar Luiz Giroletta, a atleta Ana Beatriz Bitencourt Giroletta iniciou cedo sua trajetória nas artes marciais. Nascida em 24 de agosto de 2012, em Dourados (MS), ela começou a praticar kung fu ainda aos três anos de idade e, desde então, passou a integrar o cotidiano da Academia Dragão Imperial, onde treina sob a orientação do pai. Atualmente, também realiza treinamentos com o mestre Dirceu Coelho, conciliando a preparação com os dois profissionais.
Hoje, além do kung fu, Ana Beatriz também pratica tai chi chuan e wushu sanda. Ao longo dos últimos anos, acumulou participações em Campeonatos Brasileiros e foi convocada para integrar a Seleção Brasileira. Também recebeu convocações para disputar competições internacionais, mas não conseguiu representar o Brasil por falta de apoio. Agora, se prepara para disputar o Campeonato Pan-Americano, que deverá marcar sua estreia internacional, e também busca uma vaga no Campeonato Mundial do próximo ano. Em entrevista, a jovem atleta falou sobre o início da carreira, a convivência com o pai dentro da academia, os treinamentos com o mestre Dirceu Coelho, os desafios da rotina e os objetivos para o futuro.
Segundo ela, o contato com as artes marciais aconteceu naturalmente, acompanhando a rotina do pai desde muito pequena.
"Comecei a praticar quando tinha três anos. Eu ia às aulas com o meu pai, via ele treinando e, com o tempo, comecei a fazer também."
Ana Beatriz afirma que crescer em uma família ligada ao kung fu teve influência direta na escolha pelo esporte.
"Com certeza influenciou. Eu acompanhava as aulas do meu pai, observava os treinos e fui criando interesse até começar a praticar."
Além da relação familiar, ela destaca que o ambiente das artes marciais sempre fez parte de sua formação. Atualmente, divide a preparação entre os treinamentos conduzidos pelo pai e pelo mestre Dirceu Coelho, buscando aperfeiçoar a técnica e ampliar sua experiência dentro da modalidade.
Treinar diariamente ao lado do pai também trouxe aprendizados. Segundo a atleta, a experiência exige equilíbrio entre os papéis desempenhados por ele.
"É muito bom treinar com o meu pai. A principal vantagem é ter uma pessoa que me apoia e com quem consigo tirar todas as minhas dúvidas. O desafio é saber separar o lado pai do lado professor."
Ela explica que a oportunidade de também treinar com o mestre Dirceu Coelho amplia seu desenvolvimento como atleta, permitindo contato com diferentes experiências e metodologias de treinamento.
Mesmo ainda jovem, Ana Beatriz já soma experiências em competições nacionais. Entre os momentos mais importantes da carreira, ela destaca as participações nos Campeonatos Brasileiros e a convocação para integrar a Seleção Brasileira.
"As principais competições que posso destacar são os Campeonatos Brasileiros. Também foi muito importante integrar a Seleção Brasileira e ser convocada para participar de campeonatos internacionais."
Apesar das convocações, a atleta ainda não conseguiu disputar competições fora do país por falta de apoio financeiro. Agora, vive a expectativa de representar o Brasil pela primeira vez em um evento internacional durante o Campeonato Pan-Americano. Na sequência, pretende conquistar uma vaga para disputar também o Campeonato Mundial do próximo ano.
Para manter o rendimento esportivo sem comprometer a vida escolar, a atleta afirma que segue uma rotina organizada durante toda a semana.
"Sigo uma rotina bem elaborada, principalmente durante a semana, quando meus horários são bem corridos para conciliar tudo. Nos finais de semana tenho alguns horários livres. Nos períodos de competições, muitos eventos acontecem aos finais de semana, então não interferem nos meus estudos."
Embora pratique três modalidades, Ana Beatriz conta que existe uma preferência.
"Eu me identifico mais com o kung fu, porque gosto mais e sinto prazer em praticar essa modalidade. Ela contempla a minha essência."
Para a jovem atleta, as artes marciais também contribuem para a formação pessoal. Ela afirma que os ensinamentos recebidos durante os treinamentos vão além das técnicas de combate.
"As artes marciais me ensinaram muitas coisas, como disciplina, compaixão, humildade, entre outros valores. Levo esses ensinamentos para a minha vida, porque compreendo que cada um deles contribui para a formação de pessoas melhores."
Ao falar sobre a participação feminina nas modalidades, Ana Beatriz incentiva outras meninas a conhecerem as artes marciais e afirma que a prática pode trazer benefícios dentro e fora do esporte.
"Diria para elas não terem medo, porque é uma das melhores coisas que podemos fazer por nós mesmas. As artes marciais são muito importantes para aprendermos a nos defender e a nos posicionarmos diante das adversidades da vida."
Com apenas 13 anos, ela já estabelece metas para os próximos anos. Entre os objetivos estão a evolução técnica, a conquista de títulos e a participação em competições de maior expressão internacional.
"Um dos meus principais objetivos é melhorar minha performance, conquistar títulos na modalidade e disputar campeonatos importantes, como o Campeonato Mundial."
Paralelamente à carreira esportiva, Ana Beatriz pretende manter o foco nos estudos.
"Na vida pessoal, meu objetivo é estudar bastante e ingressar na faculdade que desejo."
Ao falar sobre o pai, a atleta afirma que encontra inspiração tanto na carreira construída por ele quanto na postura adotada dentro e fora dos treinamentos.
"O que mais me inspira é ver que meu pai é uma pessoa persistente, que nunca desiste e que faz muito bem o que se propõe."
Ela diz que espera seguir o mesmo caminho e continuar evoluindo ao lado das pessoas que fazem parte de sua formação nas artes marciais.
"Espero construir um legado como o dele, tendo sempre meu pai ao meu lado e podendo inspirar outras pessoas a também praticarem as artes marciais."