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“O futevôlei me fez uma pessoa mais forte”, diz jovem atleta de Nova Alvorada do Sul

da redação - 30 de mai de 2026 às 07:00 70 Views 0 Comentários
“O futevôlei me fez uma pessoa mais forte”, diz jovem atleta de Nova Alvorada do Sul Da Redação

“Hoje tenho sonhos claros e metas para alcançar”. É assim que a jovem atleta de futevôlei Stheffany Figueiredo Maciel resume a mudança que o esporte provocou em sua vida. Natural de Nova Alvorada do Sul (MS), onde nasceu em 5 de janeiro de 2009, ela encontrou no futevôlei mais do que uma atividade física: encontrou um caminho que passou a influenciar sua rotina, seus objetivos e a forma como enxerga o próprio futuro.

 

Antes de descobrir a modalidade, Stheffany já praticava outras atividades esportivas, como atletismo, tênis de mesa e voleibol. O primeiro contato com o futevôlei aconteceu de forma simples, observando pessoas jogarem na cidade.

 

“Eu conheci o futevôlei no ano retrasado vendo algumas pessoas da cidade jogarem. Nunca tive tanto interesse, pelo fato de eu também praticar outras modalidades”, contou.

 

A aproximação maior com o esporte aconteceu durante uma partida de altinha. Segundo ela, um professor percebeu potencial em seus movimentos, mesmo sem experiência na modalidade.

 

“Eu fui só brincar de jogar altinha quando um dos professores, na época, que dava treino para algumas meninas, me viu jogando e perguntou se eu não tinha interesse de começar a treinar para ver como eu me saía, porque eu tinha alguns fundamentos bons para quem nunca tinha jogado antes”, relembrou.

 

A partir dali, ela começou a frequentar as quadras com mais frequência, inicialmente sem grandes pretensões.

 

“Comecei a jogar futevôlei mais por hobby mesmo. Mas foi quando disputei meu primeiro torneio, que era um torneio misto, e fiquei em segundo lugar logo de primeira. Fiquei impressionada porque era meu primeiro torneio de futevôlei e eu já tinha conseguido subir ao pódio”, afirmou.

 

O resultado mudou a forma como ela enxergava a modalidade.

 

“Daí para frente foi quando comecei a pensar que, para mim, o futevôlei não seria só mais um hobby.”

 

Entre os momentos mais marcantes da trajetória até aqui, Stheffany destaca justamente a estreia nas competições e também o primeiro pódio em uma disputa feminina.

 

“Os campeonatos que mais me marcaram foram o meu primeiro e também quando eu pude jogar ao lado de uma amiga de Rio Brilhante. A gente conseguiu conquistar meu primeiro pódio no feminino, ficando em segundo lugar.”

 

Apesar dos resultados e da identificação com a modalidade, a atleta afirma que a caminhada no esporte ainda enfrenta obstáculos em Mato Grosso do Sul. Segundo ela, a falta de estrutura adequada e o pouco incentivo dificultam o desenvolvimento do futevôlei, principalmente entre as mulheres.

 

“Pra mim, os maiores desafios são primeiro a falta de estrutura aqui no Mato Grosso do Sul. Poucos lugares têm quadras adequadas para treinar futevôlei e muitas vezes temos que nos virar em espaços que não são próprios para isso.”

 

Ela também aponta dificuldades relacionadas ao acesso a treinadores especializados e aos custos para disputar campeonatos.

 

“Também é difícil encontrar profissionais qualificados para orientar a gente, treinadores que entendam realmente da modalidade. Muitas vezes temos que aprender muita coisa sozinhas ou com ajuda de atletas mais experientes.”

 

Outro fator citado é o investimento necessário para participar das competições.

 

“As competições importantes normalmente acontecem na Capital ou em outras cidades, e viajar custa caro. Muitas vezes não temos patrocínio nem apoio de instituições. Então fica pesado manter a rotina de treinos e jogos.”

 

Stheffany também falou sobre a necessidade de conciliar os compromissos esportivos com os estudos.

 

“Como jovem, tenho que dar atenção às duas coisas. Com toda a correria, às vezes fica cansativo equilibrar treino, viagens e tarefas da escola. Mas, mesmo com tudo isso, a paixão pelo esporte faz a gente continuar tentando superar cada obstáculo.”

 

O apoio da família aparece como um dos pilares para que ela continue treinando e participando das competições.

 

“Minha família e meus amigos são tudo para mim, são meu maior alicerce. Meus avós e minha mãe sempre me deram todo o apoio que podiam, tanto com o que eu precisava para treinar quanto com incentivo.”

 

Ela também destaca a participação das irmãs mais novas no cotidiano esportivo.

 

“Tenho duas irmãs mais novas que me ajudam bastante. Às vezes até servem de parceiras para eu treinar em casa.”

 

Além da família, Stheffany afirma encontrar inspiração em atletas que acompanham o cenário nacional da modalidade. Entre elas está a jogadora Rafaella Santos.

 

“Ela é uma referência enorme para mim dentro das quadras. Admiro muito a forma como joga, a técnica, a garra e a determinação de nunca desistir, mesmo quando as coisas ficam difíceis.”

 

Segundo a atleta, o esporte trouxe mudanças que ultrapassaram as quadras.

 

“O futevôlei mudou tudo na minha vida. Me ensinou disciplina como ninguém. Antes eu era desorganizada, deixava as coisas para depois. Hoje tenho horário para tudo: treinar, estudar, descansar e trabalhar.”

 

Ela afirma que a modalidade também ajudou a construir novos objetivos pessoais.

 

“O esporte me mostrou que nada vem de mão beijada, que é preciso lutar, superar dificuldades e continuar tentando mesmo quando erro ou perco. Hoje vejo o futuro com mais confiança.”

 

Ao falar sobre o crescimento do futevôlei feminino, Stheffany acredita que a modalidade vive um processo de expansão tanto em Mato Grosso do Sul quanto no restante do país.

 

“Hoje já vejo mais mulheres de todas as idades nas quadras, mais torneios acontecendo e mais gente reconhecendo que a modalidade tem muita qualidade.”

 

Ela acredita que o cenário ainda precisa de mais investimentos, mas vê avanços importantes.

 

“Ainda falta mais estrutura, mais apoio e mais espaços, mas já demos um passo enorme para frente.”

 

Entre os objetivos para os próximos anos, a atleta pretende disputar competições nacionais e seguir evoluindo tecnicamente.

 

“Quero chegar às competições nacionais, jogar com as melhores atletas do Brasil, ganhar experiência e mostrar o trabalho que temos aqui.”

 

Ela também afirma que deseja incentivar outras meninas a entrarem no esporte.

 

“Um dos meus maiores sonhos é poder inspirar outras meninas, assim como eu fui inspirada, para que elas também vejam no futevôlei uma forma de crescer e realizar sonhos.”

 

Ao projetar o futuro, Stheffany resume o principal objetivo que carrega dentro das quadras.

 

“Meu sonho é viver desse esporte e fazer história no futevôlei.”

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