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“Nunca mais parei”: a história de Izabella Mendonça no esporte que mudou sua rotina

da redação - 14 de jan de 2026 às 15:44 182 Views 0 Comentários
“Nunca mais parei”: a história de Izabella Mendonça no esporte que mudou sua rotina Da Redação

Izabella Mendonça Soares, nascida em 1º de janeiro de 2006, em Campo Grande, encontrou no badminton um caminho que transformou sua rotina e ampliou seus horizontes. Hoje com 20 anos, ela concilia o trabalho como jovem aprendiz com treinos constantes e participação em competições. A trajetória começou quase por acaso, a partir de uma curiosidade que rapidamente virou compromisso.

 

Ela lembra que tudo começou em 2019, quando observava diariamente o movimento em uma associação de moradores perto de casa. “Passava na frente todos os dias até que um dia resolvi entrar pra ver como era e, desde então, me apaixonei”, contou. O interesse cresceu quando passou a treinar também na escola onde estudava. “Nunca mais parei”, resumiu.

 

A primeira impressão com o esporte marcou a jovem. Embora o início fosse desafiador, Izabella destaca que o processo de evolução foi decisivo para que permanecesse na modalidade. “O badminton é um esporte que, no começo, é difícil, mas ao longo do tempo e dos treinos você percebe o quanto é incrível cada movimento”, afirmou.

 

A estreia em competições também guarda boas lembranças, mesmo sem vitórias. Para ela, o mais importante naquele momento foi a descoberta de que queria seguir adiante. “No meu primeiro campeonato, mesmo perdendo a partida, a experiência foi sensacional. Eu não desisti de jogar, então continuei com os treinos”, explicou.

 

No entanto, integrar o cenário competitivo de um esporte em desenvolvimento no estado impõe obstáculos. Izabella descreve o principal deles com clareza: a falta de apoio financeiro. “Enfrentamos diversos problemas, mas o principal é a falta de patrocínio para nos ajudar a arcar com uniformes, viagens e etc.”, disse. A atleta menciona ainda a dedicação de quem está ao seu lado nos bastidores. “Muitas vezes, quem paga nossas inscrições, da nossa associação, com dinheiro do bolso, é minha treinadora.”

 

A treinadora Rosalba é uma das principais referências na caminhada da atleta, ao lado dos colegas de quadra. “São pessoas que estão sempre me apoiando e incentivando a continuar”, afirma. A rede de apoio também se revela essencial na rotina puxada, que combina trabalho e treinos. “Eu treino três vezes por semana. Terminei o ensino médio em 2024 e, depois disso, consegui um emprego de jovem aprendiz. Trabalho à tarde e, quando saio do serviço, vou direto para o treino”, explicou.

 

Entre as experiências mais marcantes dos últimos anos, Izabella destaca a classificação para disputar a Copa Centro-Norte, realizada em Brasília, em 2024. A conquista da vaga e a viagem com a delegação de Mato Grosso do Sul deixaram lembranças positivas e resultados expressivos. “Tive uma experiência fantástica. Conheci atletas de várias regiões, fiz muitas amizades e fiquei em terceiro lugar nas categorias simples, dupla feminina e mista”, relatou. Apesar da competitividade, ela valoriza o ambiente e o aprendizado adquirido no torneio.

 

Mesmo que o badminton ainda não tenha grande visibilidade nacional, Izabella percebe um movimento de crescimento tanto no estado quanto no país. “Acho que o badminton em MS está em grande evolução. Muitas cidades já têm equipes formadas”, avaliou. Sobre o cenário brasileiro, ela observa mudanças rápidas. “Está crescendo muito. Muitos atletas estão se destacando tanto aqui no país quanto em campeonatos fora.”

 

Com relação ao futuro, a jovem admite que as categorias mais avançadas aumentam a exigência e dificultam ainda mais a manutenção no alto rendimento. Mesmo assim, ela pretende seguir treinando. “Meu objetivo é continuar. Conforme vou ficando mais velha, mais difícil vai ficando por conta da categoria, mas eu não vou parar”, disse.

 

Quando pensa no impacto que pode gerar em quem está começando ou ainda não teve coragem de entrar em quadra, Izabella reforça que o badminton é acessível e acolhedor. “O badminton é uma modalidade incrível e não precisa ser atleta profissional para jogar e se divertir”, afirmou. Ela lembra que há iniciativas espalhadas pela cidade. “Em Campo Grande há badminton em vários lugares, como escolas, associações e clubes. É só escolher um lugar e ir ser feliz.”

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