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“Ninguém solta a mão de ninguém”: como o crossfit mudou a rotina de Haila em Campo Grande

da redação - 12 de abr de 2026 às 17:04 127 Views 0 Comentários
“Ninguém solta a mão de ninguém”: como o crossfit mudou a rotina de Haila em Campo Grande Da Redação

“Ninguém solta a mão de ninguém”. É assim que Haila Cristina Xavier Araújo define o ambiente que encontrou no crossfit e que a fez permanecer na modalidade nos últimos cinco anos. Aos 35 anos, a praticante relembra que o início no esporte aconteceu em um momento de sedentarismo e busca por mudança de hábitos.

 

“O crossfit entrou na minha vida quando eu estava sedentária, sem fazer nenhuma atividade física e um pouco acima do peso”, conta. O primeiro contato veio por incentivo do marido. “Eu conheci através do meu esposo, Roberval, que fez uma aula experimental e disse: ‘já sei quem vai gostar de fazer crossfit, minha esposa’”.

 

A experiência inicial foi decisiva. “Foi amor à primeira aula”, resume. Desde então, Haila passou a incorporar o treino à rotina e encontrou no ambiente coletivo um dos principais fatores de permanência. “O que me fez permanecer no crossfit foi o estilo único da modalidade, o espírito de comunidade que há nesse meio. Ninguém solta a mão de ninguém, eles te apoiam até o fim, e você supera seus limites e suas fragilidades todos os dias”.

 

Mesmo com a identificação imediata, o processo de adaptação trouxe dificuldades. Segundo ela, um dos principais desafios foi lidar com a complexidade dos movimentos. “O meu maior desafio no crossfit foi não desistir de aprender todos os movimentos que tem, pois alguns são bastante complexos. Ainda não aprendi todos, mas continuo com fé que vou aprender”.

 

Além da exigência física, Haila destaca o papel do preparo mental. “Como é um esporte muito intenso, eu trabalho minha mente. Afinal, tudo começa na mente e, se ela estiver bagunçada, não dá”.

 

A rotina de treinos é organizada com frequência diária. “Treino uma vez ao dia somente. Eu falo que todos os dias são uma preparação para competições, mas, quando tem competição, procuro fazer uma dieta um pouco mais rígida e melhorar o cardio, pois crossfit é cardio puro”.

 

Ao longo dos cinco anos na modalidade, ela já participou de competições internas e eventos maiores. Entre eles, cita a participação em dupla no ERB. “Não teve pódio, mas ficamos em quarto lugar”. Também destaca a presença no BWF, competição que aponta como uma das maiores do segmento em Campo Grande.

 

Um dos episódios mais marcantes ocorreu em 2024, quando conquistou uma inscrição para competir na categoria RX. Mesmo sem dominar um dos movimentos exigidos, decidiu participar. “Eu ganhei a inscrição para o campeonato BWF, mas tinha um movimento que eu não sabia fazer, o ring. Eu poderia ter desistido, mas não. Fui assim mesmo, sem saber que essa minha atitude ia inspirar alguém a superar o seu medo”.

 

A experiência reforçou a percepção de evolução pessoal dentro do esporte. “A maior evolução que o crossfit trouxe para minha vida, dentro do box, é que eu sou capaz de coisas que eu nunca sonhei que seria. É um estilo de vida, não é só modinha”.

 

Fora do ambiente de treino, o impacto também é percebido na família. “Sou exemplo, e prova disso é que meu filho Enzo ia conosco e, ao ver todo aquele treino intenso, ele pegou gosto sem ninguém forçá-lo a nada. Hoje é um atleta teens de crossfit”.

 

Entre os movimentos, ela aponta um em especial como desafio contínuo. “O movimento mais desafiador para mim é o ring. É muito complicado, exige muita técnica e, como é em argolas, ainda tenho um pouquinho de medo e travo. Mas um dia ele sai”.

 

Haila também observa o crescimento da modalidade no estado. “Vejo que a cada dia se expande mais o crossfit em Mato Grosso do Sul, pois se consolida cada vez mais como estilo de vida saudável. Aqui na capital é onde se concentra a maior parte da infraestrutura, com diversos box, e isso é maravilhoso”.

 

Para quem ainda tem receio de começar, ela sugere um primeiro passo simples. “Marca uma aula experimental para conhecer a experiência. Não é esse bicho de sete cabeças que algumas pessoas insistem em falar. Eu garanto que você vai gostar e não vai mais querer parar”.

 

Com objetivos definidos, ela mantém o foco na evolução contínua. “O meu próximo objetivo no esporte é encontrar sempre a minha melhor versão. E continuar treinando e postando meus vídeos, porque, se eu conseguir inspirar ao menos uma pessoa a ser sua melhor versão, eu já venci”.

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