Da Redação
Nascida em Campo Grande e atualmente morando no distrito da Pontinha do Cocho, Gabriele Veneno da Silva começou a ter contato com o futsal ainda criança. O que inicialmente era apenas uma brincadeira acabou se transformando em uma atividade pela qual ela desenvolveu interesse e, posteriormente, em uma trajetória esportiva marcada por competições, amizades e desafios.
Segundo Gabriele, o início aconteceu de maneira espontânea. “Comecei muito nova, brincando, até que percebi que era um negócio que eu gostava e não precisava de muito esforço”, conta.
Aos 12 anos, ela teve a primeira experiência em uma competição. A estreia terminou com o segundo lugar e serviu para aumentar o interesse pela modalidade. “Comecei a competir com 12 anos, ficando em segundo lugar, e foi uma experiência incrível, até porque tinha sido em um esporte maravilhoso”, relembra.
A trajetória no futsal, no entanto, também foi marcada por dificuldades. Para Gabriele, um dos momentos mais complicados foi precisar interromper a prática esportiva por causa de uma lesão. “A maior dificuldade foi parar de jogar por lesão”, afirma.
Mesmo diante da necessidade de ficar longe das quadras, a atleta encontrou na própria história familiar uma referência para continuar perseguindo seus objetivos. A principal inspiração vem da avó, que já faleceu, mas deixou conselhos que permanecem presentes na trajetória da jovem.
“A minha única inspiração foi minha vó, falecida, porque ela sempre falava para mim nunca desistir dos meus sonhos”, conta Gabriele.
Além da parte esportiva, a experiência com o futsal também trouxe mudanças para a vida da atleta. Ao longo dos anos, ela passou a construir relações com outras jogadoras e pessoas envolvidas com a modalidade, enxergando no esporte uma oportunidade de formar vínculos que vão além das partidas.
“É um negócio muito interessante. Mudou muito. Fiz amizade, fiz família e descobri que não é só futsal, e sim uma família dentro de quadra”, afirma.
Entre as competições que marcaram sua trajetória está a Liga Azul, apontada por Gabriele como a competição mais importante da qual participou até agora. A experiência contribuiu para ampliar sua relação com o futsal e também para fortalecer os objetivos que pretende alcançar dentro da modalidade.
Um dos principais sonhos da atleta está relacionado à própria família. Gabriele quer construir uma trajetória que possa se tornar referência para as próximas gerações. “Minha maior expectativa é conseguir ser a primeira jogadora da família e passar esse título por gerações”, declara.
O objetivo, porém, não se limita à conquista pessoal. Gabriele também quer contribuir para ampliar a percepção sobre a presença feminina no futsal. Para ela, a modalidade deve ser compreendida como um espaço também ocupado por meninas e mulheres.
“O objetivo é conseguir fazer meninas e pessoas de fora entenderem que esse esporte não é apenas para meninos”, afirma.