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Murylo aposta na disciplina para crescer no kickboxing e sonha com o ringue profissional

da redação - 11 de jul de 2025 às 13:24 199 Views 0 Comentários
Murylo aposta na disciplina para crescer no kickboxing e sonha com o ringue profissional Da Redação

A trajetória de Murylo Pietro no kickboxing começou recentemente, mas já é marcada por títulos importantes e uma rotina intensa de treinos. Com apenas um ano na modalidade, o sul-mato-grossense de 17 anos acumula conquistas como o título Pan-Americano, o ouro no Campeonato Brasileiro Centro-Oeste, dois vice-campeonatos brasileiros e dois vices na Copa do Brasil. Mesmo em início de carreira, ele já enxerga o esporte como um projeto de vida.

Antes do kickboxing, Murylo treinava taekwondo, mas acabou desistindo por não encontrar oportunidades de competir. O convite para mudar de modalidade veio do professor Murillo. “Ele me convidou a treinar o kickboxing e disse que, se eu quisesse, me levaria para competir depois de um tempo. Comecei a treinar e logo fiquei louco para competir”, conta. A primeira experiência foi em um campeonato em Terenos (MS), onde ficou com o segundo lugar. “O que me motivou foi que tinha bastante campeonato no kickboxing e muito contato também”, explica.

Mesmo sem vencer a primeira disputa, o evento foi decisivo para o caminho que seguiria. “Foi onde eu realmente decidi que queria aquilo para a minha vida. Mesmo não ganhando, foi onde eu me apaixonei pelo esporte e pelas competições de verdade.”

A evolução foi rápida. Poucos meses depois, veio o título mais importante da carreira até agora: o Pan-Americano Cup. “Além de eu ter conhecido muitas pessoas que me ajudaram muito a evoluir dentro da luta, foi o meu título mais importante”, afirma.

Para manter o ritmo, Murylo investe em uma rotina intensa de treinos físicos e técnicos. “Estou treinando todos os dias, das 18h até umas 21h. De tarde eu faço musculação e, toda noite, depois do treino, corro 5 km”, detalha. O apoio emocional vem da família, mesmo que nem todos estejam totalmente convencidos com a prática de um esporte de contato. “Minha família sempre me ajuda muito. Meus irmãos, tia, avó e meus pais estão sempre me apoiando, mesmo não gostando muito da ideia e nem do esporte pelo contato. Eles me apoiam porque sabem que é o que eu gosto de fazer.”

Apesar da intensidade da preparação, os desafios emocionais também fazem parte da rotina de um atleta em formação. Murylo lembra de um momento marcante na carreira: a Copa do Brasil do ano passado. “Fiquei abalado emocionalmente porque estava confiante para aquela luta e não veio o resultado que eu queria. Mas graças aos meus amigos e familiares, eu superei isso e voltei melhor do que nunca.”

Representar Mato Grosso do Sul nas competições é uma responsabilidade que ele encara com naturalidade. “É uma honra gigantesca, mas eu lido muito bem com essa pressão porque todos os professores e atletas que temos lá são excelentes e muito companheiros. Eles ajudam muito a não sentir essa pressão.” Para ele, o cenário estadual do kickboxing é positivo: “Nosso estado sempre tem competição, nunca estamos parados. E nossos eventos sempre têm uma estrutura muito boa.”

Sobre os bastidores, Murylo revela que a parte financeira tem sido viável graças ao trabalho e a patrocínios pontuais. “Graças a Deus eu tenho uma estrutura financeira boa e tenho o meu trabalho também, que me ajuda quando viajamos. Não é para todos os campeonatos que conseguimos patrocinadores, mas quando o evento é maior, como o Pan-Americano, consegui patrocínio que ajudou em muitas despesas.”

Além dos títulos, o atleta também valoriza os vínculos criados dentro do esporte. “A pessoa que mais me inspira é o João Paulo, com quem eu realizei minha primeira luta. Depois lutei contra ele em outro evento e acabamos virando amigos. Hoje é um dos meus melhores amigos e o atleta que mais admiro.”

Os planos para o futuro estão traçados. Murylo pretende migrar do tatame para o ringue assim que completar a maioridade. “Meu sonho é lutar em um grande evento, como o WGP. Tenho mais um ano ainda nos tatames. Atualmente estou focado para os campeonatos mais próximos, como a Copa MS, que dará vaga para a Copa do Brasil. Mas, se fosse para falar de outro campeonato, seria o Mundial no final do ano.”

Com pouco tempo de carreira, Murylo já tem aprendido sobre resiliência. Ele lembra que o início não foi fácil. “Perdi três campeonatos seguidos quando comecei. Mas depois de muito treino e esforço, ganhei o meu primeiro. Daí pra frente deu certo.” Por isso, ele acredita que o principal conselho a dar para quem está começando é simples: “Não desistir. Se você ama aquilo mesmo, acredite e tente até dar certo.”

Além das medalhas, o esporte também trouxe novos horizontes profissionais. Murylo já atua em projetos voltados à luta e à preparação física. “Graças ao esporte eu consegui títulos relevantes na minha carreira, que abriram grandes portas na minha vida. Hoje tiro meu dinheiro com isso, o que me ajuda bastante.”

Se pudesse voltar no tempo, ele sabe exatamente o que diria a si mesmo. “Diria para começar mais cedo. Tenho certeza que ainda vou ganhar muitos títulos importantes e todos vão saber quem sou eu.”

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