Da Redação
A rotina de formação de Marlon Cristiano Furtado de Oliveira, personal trainer nascido em 05 de julho de 1994, em Campo Grande (MS), começou distante da musculação. Ele iniciou a graduação em Educação Física com a intenção de ser professor escolar. Com o tempo, percebeu que não se identificava com a área. O ponto de virada veio quando começou a praticar musculação em 2013. “Eu tinha recém começado a fazer musculação e gostei muito, me identifiquei. Aí uma coisa ligou a outra”, afirma.
Durante os quatro anos de graduação, Marlon manteve uma rotina intensa entre Camapuã, onde morava, e Campo Grande, onde estudava na UCDB. Ele saía às 15h do município em que vivia e retornava por volta de 1h da madrugada. Além das aulas, havia os estágios presenciais, que o obrigavam a dormir na Capital. Segundo ele, a manutenção desse ritmo era impulsionada pelo apoio que recebia. “O que me motivou foi saber que tinha muita gente torcendo por mim. Eu me comprometi com aquele objetivo.”
Já no mercado de trabalho, acumulando mais de oito anos de atuação como personal trainer, Marlon desenvolveu uma visão própria sobre o processo de evolução física. Para ele, o primeiro passo não é o treino, mas a mudança interna do aluno. “O primeiro passo é o aluno mudar a cabeça. Depois disso, muda o corpo”, afirma. Ele explica que a musculação é apenas um dos elementos da transformação. “O principal é a dieta e o descanso. Isso deve ser vivido de forma natural, a pessoa precisa se habituar àquele estilo de vida.”
O treinador afirma que os resultados aparecem como consequência e que isso contribui para manter o aluno comprometido. Trabalhando com públicos e objetivos variados, ele afirma que cada caso exige adaptação constante. “Cada indivíduo é único. Eu me adapto a cada particularidade, respeitando os limites e sempre trabalhando com progressão, para que não estagne.” Para ele, a satisfação pelo processo é dividida. “Essa realização é tanto do aluno quanto minha.”
Atendendo desde pessoas em busca de performance até alunos voltados à qualidade de vida, passando também por processos de reabilitação e pós-operatório, Marlon afirma que sua meta diária é contribuir para que cada pessoa avance um pouco mais. “Cada dia busco ser e fazer o indivíduo ser melhor.”
Ele também destaca comportamentos comuns que atrapalham iniciantes. Segundo o personal, “o maior erro é não dividir os treinos, usar altas cargas e manter má postura”. Para evitar prejuízos, reforça a necessidade de acompanhamento. “Os treinos andam juntos no processo, um precisa do outro. Por isso, o contato com um profissional é de suma importância.”
Outro ponto recorrente entre alunos é a comparação com terceiros. Marlon combate essa prática e incentiva o entendimento sobre limites individuais. “Oriento a não fazer comparações, respeitar seus limites e viver o processo.”
Observando a busca por saúde e estética em Mato Grosso do Sul, o personal identifica um movimento crescente. “Estão mais preocupados com a saúde e estética, visando longevidade e qualidade de vida.” Entre os aspectos que mais chamam sua atenção, ele destaca o aumento da participação de pessoas acima dos 60 anos. “O que mais me chama atenção são idosos ativos.”
Marlon avalia que o trabalho de um personal trainer vai além da elaboração de treinos. Para ele, é necessário atuar de forma ampla. “É trabalhar o psicológico do aluno, fazê-lo estar bem com o corpo e com a mente, colocá-lo na sua realidade.”
Para o futuro, ele planeja ampliar sua atuação no estado. “Quero aumentar a estrutura da minha academia e, se conseguir, abrir filiais.”