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“Meu foco agora é continuar superando meus limites”: Jorge Vazquez se prepara para desafio no Rio de Janeiro

da Redação - 2 de out de 2026 às 18:08 102 Views 0 Comentários
“Meu foco agora é continuar superando meus limites”: Jorge Vazquez se prepara para desafio no Rio de Janeiro Da Redação

A trajetória de Jorge Manoel Vazquez no esporte começou no Exército. Nascido em 11 de fevereiro de 2002, no Hospital Regional, ele teve na rotina militar o primeiro contato mais frequente com atividades físicas que, posteriormente, passariam a fazer parte de seu dia a dia.

 

A corrida, porém, não despertou interesse imediato. Jorge conta que inicialmente não gostava da modalidade, mas a convivência com os treinamentos mudou sua relação com o esporte.

 

“Minha trajetória no esporte começou no Exército. Eu não gostava de correr no início, mas, com o tempo, peguei gosto pelas corridas, pelas competições, pela musculação e pelas artes marciais”, relata.

 

Foi também nesse processo que diferentes modalidades passaram a ocupar espaço em sua rotina. Entre elas estava o jiu-jitsu. Jorge encontrou na modalidade uma prática que exigia não apenas esforço físico, mas também leitura dos movimentos e tomada de decisões durante os treinos.

 

“O que me atraiu no jiu-jitsu foi a complexidade da arte suave, o fato de ser como um jogo de xadrez humano, em que a mente e a estratégia importam tanto quanto o corpo”, afirma.

 

A passagem pelo jiu-jitsu, no entanto, precisou ser interrompida. Uma lesão no ombro fez com que Jorge deixasse os treinos no tatame. Ele explica que a decisão foi tomada para evitar o agravamento do problema e preservar a recuperação da articulação.

 

“Atualmente, por conta da lesão no ombro, precisei interromper os treinos de jiu-jitsu para preservar minha saúde física. Por isso, hoje meu foco semanal é 100% dedicado à corrida de rua, em que consigo estruturar meus treinos de rodagem, ritmo e tiros sem sobrecarregar a articulação do ombro”, explica.

 

Se o jiu-jitsu precisou ficar de lado, a corrida ganhou espaço. Jorge começou a correr inicialmente com o objetivo de melhorar o condicionamento físico e aumentar sua resistência. Com a continuidade dos treinamentos, encontrou outros motivos para permanecer na modalidade.

 

“Comecei a correr em busca de mais resistência, porém logo percebi a liberdade e a força mental que a corrida proporciona”, conta.

 

Antes da lesão, Jorge chegou a conciliar as duas atividades. Segundo ele, o condicionamento adquirido com os treinos de corrida também era percebido durante a prática do jiu-jitsu.

 

“Na época em que conciliava os dois, o gás da corrida me dava uma resistência absurda no tatame”, recorda.

 

Apesar de ter treinado jiu-jitsu, Jorge nunca chegou a disputar uma competição da modalidade. Na corrida de rua, por outro lado, as provas passaram a representar oportunidades para testar o desempenho construído durante os treinamentos.

 

Ele não aponta apenas uma competição como a mais importante. Para Jorge, completar uma prova representa o resultado do processo desenvolvido durante a preparação. Uma das experiências que mais ficaram marcadas foi justamente quando conseguiu ultrapassar uma distância que, até então, representava seu limite.

 

“Cada prova de corrida em que cruzo a linha de chegada tem um gosto especial de superação. A primeira prova em que superei meus limites de distância marcou bastante, pois provou que a mente sempre vai mais longe do que o corpo acredita ser capaz”, afirma.

 

A experiência com a lesão também alterou a maneira como Jorge passou a encarar os treinamentos. Se antes a rotina envolvia corrida e jiu-jitsu, a necessidade de interromper uma das modalidades mostrou a importância de observar dores e outros sinais apresentados pelo corpo.

 

“No jiu-jitsu, com certeza, o maior desafio foi aceitar a lesão no ombro e ter a maturidade de pausar os treinos no tatame. Na corrida, o desafio é puramente mental durante os quilômetros finais e vencer a tentação de diminuir o ritmo diante do desconforto”, explica.

 

A pausa no jiu-jitsu também trouxe mudanças na forma como ele lida com recuperação. Para Jorge, descansar e interromper determinada atividade quando necessário passaram a ser entendidos como parte da própria preparação esportiva.

 

“Aprendi a respeitar os sinais do corpo no momento mais difícil, quando precisei parar o jiu-jitsu por causa da lesão no ombro. Hoje entendo que a recuperação faz parte do treino”, diz.

 

A questão mental aparece em diferentes momentos quando Jorge fala sobre sua relação com o esporte. Tanto a corrida quanto o período dedicado ao jiu-jitsu são associados por ele à capacidade de continuar diante do cansaço e do desconforto.

 

“Para mim, são filosofias de vida. Como eu falo, a maioria das pessoas desiste no primeiro sinal de desconforto, e é justamente aí que o verdadeiro treino começa”, afirma.

 

Atualmente, a corrida não é a única atividade presente em sua preparação. Jorge incluiu o CrossFit na rotina por causa de um novo objetivo: participar do Hyrox, competição que combina corrida com exercícios funcionais realizados em diferentes etapas.

 

A prova está prevista para novembro, no Rio de Janeiro. Jorge pretende participar na modalidade em dupla e, até lá, direciona os treinamentos para as exigências encontradas nesse tipo de competição.

 

“Atualmente, meu principal objetivo no esporte é participar do Hyrox, no Rio de Janeiro, em novembro, onde vou competir na modalidade em dupla. Como a prova exige bastante resistência e força funcional combinadas com a corrida, entrei para o CrossFit para me preparar adequadamente”, explica.

 

Além dos treinos individuais, a preparação também envolve atividades realizadas com o parceiro de competição. A intenção é adaptar a rotina às características da prova e à necessidade de atuação conjunta durante o evento.

 

“Meu foco agora é alinhar os treinos com minha dupla, conquistar um bom resultado e continuar superando meus limites”, completa.

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