Da Redação
“É ter disciplina e não ter pressa, que uma hora vai aparecer a oportunidade.” A frase resume a forma como o jovem atleta Davi Lino Cesar Souza enxerga o caminho no esporte. Aos 16 anos, nascido em Aquidauana, no dia 14 de julho de 2009, o goleiro divide a rotina entre estudos, treinos e metas traçadas para o futuro, com foco principal no futsal.
A trajetória de Davi começou cedo, ainda no ambiente escolar. Foi ali que surgiram os primeiros contatos com a bola e também as primeiras experiências competitivas. “Minha relação com o futsal começou na escola, com 7 anos. Comecei como jogador de linha e depois virei goleiro”, contou.
A mudança de posição se repetiu também no futebol de campo. Anos depois, já aos 12 anos, iniciou no campo defendendo o Seduc e novamente passou da linha para a meta. “No futebol de campo começou com 12 anos, no Seduc. Mesma coisa do futsal: comecei jogando na linha e depois fui para o gol”, relatou.
A escolha pela posição de goleiro também tem influência familiar. Dentro de casa, Davi cresceu cercado por referências ligadas ao esporte. Segundo ele, o incentivo vindo da família foi determinante para seguir treinando e buscando evolução.
“As pessoas mais importantes foram meus pais e meus irmãos mais velhos. Tenho dois irmãos mais velhos e ambos eram goleiros também, e eles me incentivaram a continuar”, afirmou.
Mesmo jovem, Davi já convive com uma rotina intensa. O esporte ocupa parte importante do seu dia a dia, mas não é o único compromisso. Ele concilia os treinamentos com a vida escolar e também com a formação complementar.
“Meus treinos são praticamente todos os dias da semana. Também faço academia quatro vezes por semana. Estou no 3º ano do ensino médio e faço curso de inglês fora da escola”, disse.
A organização da rotina mostra um perfil voltado para constância e preparação. Em um cenário no qual muitos jovens atletas precisam conciliar responsabilidades para seguir no esporte, manter regularidade nos treinos se torna um diferencial importante.
Ao falar sobre as dificuldades para atletas sul-mato-grossenses, Davi aponta um problema recorrente no Estado: a pouca exposição. Para ele, esse fator dificulta o acesso a oportunidades em centros maiores.
“Os desafios são muitos, mas o mais difícil é a falta de visibilidade no Estado”, resumiu.
Além disso, ele também cita uma questão pessoal relacionada ao perfil físico exigido em algumas modalidades e posições. “Por minha parte, é a altura”, comentou.
Mesmo diante dos obstáculos, Davi já coleciona experiências relevantes em equipes e competições. Ao longo da trajetória, passou por clubes e projetos esportivos que contribuíram para sua formação.
“Eu já atuei no Seduc, Operário e no DEC Futsal”, informou.
Entre os momentos mais marcantes, ele destaca conquistas nos Jogos Escolares e um reconhecimento individual recente no futsal estadual.
“Ganhei os Jogos Escolares do Estado em 2023 e 2025. E o mais importante foi o Estadual de Futsal Sub-17 em 2026, no qual fui considerado o melhor goleiro da competição”, contou.
A premiação reforça a identificação com a modalidade em que ele acredita ter maiores perspectivas. Embora também atue no futebol de campo, Davi deixa claro que seu foco atual está nas quadras.
“Meu foco é mais me destacar no futsal, pois eu acho que tenho mais futuro no futsal do que no campo”, afirmou.
Questionado sobre as características do seu jogo, ele aponta um aspecto que vai além das defesas. Para Davi, liderar a equipe dentro de quadra ou de campo é uma de suas principais marcas.
“A principal característica minha dentro de campo eu acho que é a minha liderança”, disse.
As inspirações também ajudam a entender seu estilo. No futsal, ele cita Tiago Marinho, goleiro conhecido pelo jogo com os pés. Já no futebol de campo, menciona o alemão Marc-André ter Stegen, referência técnica para muitos goleiros.
“No futsal quem me inspirou foi o goleiro Tiago Marinho, ex-Magnus e Jaraguá. Ele me inspirou porque jogava muito bem com os pés e isso é uma característica minha no futsal. Já no campo, quem me inspirou foi Ter Stegen, pois ele não era muito alto, mas tinha muito reflexo e era muito rápido”, explicou.
Sobre pressão e cobranças, comuns no ambiente competitivo, o jovem demonstra segurança. “Eu lido muito bem com essa parte”, resumiu.
Para os próximos anos, a meta está definida: alcançar clubes de maior expressão nacional. “Uma meta minha é conseguir chegar em algum time de expressão na Liga Nacional de Futsal”, declarou.
Enquanto isso não acontece, ele mantém a linha de pensamento que usa para si mesmo e compartilha com outros jovens que sonham com a carreira esportiva.
“É ter disciplina e não ter pressa, que uma hora vai aparecer a oportunidade. Continuar treinando e se dedicando cada vez mais, e principalmente focar nos estudos enquanto não aparece a oportunidade.”