Da Redação
“Me deu uma família que levarei para a vida.” É dessa forma que Clara da Silva Ferreira, jovem atleta de basquete de Mato Grosso do Sul, resume o impacto do esporte em sua rotina e na sua formação pessoal.
Nascida em 14 de novembro de 2009, no Hospital Soriano, Clara teve no ambiente familiar o primeiro contato com o basquete. “Assistindo minha mãe e minha irmã jogarem, tive vontade de ser atleta também”, conta. O incentivo dentro de casa foi determinante para o início no esporte e segue presente como uma de suas principais referências.
Ainda em início de trajetória, a atleta aponta que um dos principais desafios é conquistar espaço em um cenário competitivo. “Tentar se destacar e ser convocada para a seleção” está entre os obstáculos enfrentados, refletindo a busca por visibilidade e oportunidades dentro do basquete sul-mato-grossense.
Apesar da pressão por resultados, Clara afirma que não houve um momento específico que tenha definido sua trajetória até agora. O caminho tem sido construído de forma gradual, com treinos, participação em competições e desenvolvimento contínuo.
A rotina, segundo ela, é organizada para dar conta das diferentes responsabilidades. “Treino duas vezes na semana à tarde e duas à noite, e estudo de manhã, então não tem barreiras para atrapalhar os dois”, explica. A conciliação entre esporte e estudos é parte da realidade de jovens atletas e exige disciplina no dia a dia.
Dentro e fora das quadras, Clara destaca figuras próximas como inspiração. “Minha técnica e minha mãe” são suas principais referências, reforçando o papel do convívio direto na formação esportiva e pessoal.
Mais do que resultados, a atleta valoriza os aprendizados proporcionados pelo basquete. “Me deu uma família que levarei para a vida”, afirma, ao destacar os vínculos criados no ambiente esportivo. A convivência com colegas de equipe e comissão técnica aparece como um dos aspectos centrais da experiência no esporte.
Sobre o cenário do basquete feminino em Mato Grosso do Sul, Clara avalia que há avanço. “Está crescendo cada vez mais e sendo destaque nas competições”, diz. A percepção acompanha o movimento de maior participação feminina e presença em torneios, ainda que desafios estruturais permaneçam.
Com objetivos definidos, a jovem atleta projeta o futuro dentro das quadras. “Jogar no profissional” é o principal sonho, meta comum entre atletas em formação que buscam consolidar carreira no esporte.
Nos momentos de dificuldade, a motivação vem de uma postura voltada à persistência. “É sempre acreditar nos seus sonhos e nunca desistir”, afirma. A continuidade nos treinos e a manutenção do foco são apontadas como elementos importantes para seguir competindo.
Ao falar com outras meninas que desejam iniciar no basquete, Clara destaca a importância de não condicionar o valor pessoal a resultados imediatos. “Que não desistam, porque às vezes não é uma convocação que vai mostrar para as pessoas o seu valor como atleta”, orienta.