Da Redação
Luiz Antônio Lázaro de Lima Souza Fabbri, nascido em 6 de janeiro de 1998, em Corumbá, é um dos principais nomes da luta agarrada em Mato Grosso do Sul. Aos 27 anos, ele acumula uma trajetória marcada pela prática de várias modalidades, conquistas expressivas e atuação como treinador e propagador do esporte.
O fascínio pelas artes marciais começou ainda na infância, quando, aos 7 anos, iniciou no karatê. A partir daí, construiu uma vivência sólida em diversas modalidades, como sanda, judô, wrestling, jiu-jitsu e MMA. Entretanto, foi no wrestling e no jiu-jitsu que encontrou sua principal vocação. "Me aprimorei no wrestling e jiu-jitsu, competindo no alto nível e obtendo vários títulos nacionais e internacionais", destaca.
O caminho até a faixa-preta não foi simples. Além das lesões, Fabbri precisou equilibrar as exigências dos treinos e competições com sua vida profissional. "A parte mais difícil até conquistar a minha faixa preta, além de lesões, foi conciliar a minha vida profissional", relembra.
Sua trajetória foi impulsionada por figuras importantes. Entre elas, sua mãe, que também foi atleta e campeã de luta greco-romana. "Atribuo o meu sucesso nos tatames à minha mãe, que foi atleta e incentivadora, que me colocou na luta", reconhece. Ele também faz questão de citar seus professores: Petterson Leite, Rogério Caldeira e Rafael Pinheiro, no jiu-jitsu, e Agnaldo Pereira, no wrestling.
Além do desempenho como atleta, Fabbri construiu uma carreira como treinador, formando campeões estaduais e nacionais, e desenvolvendo projetos sociais em Campo Grande. "Minha dedicação é integral ao esporte em diversos segmentos, desenvolvendo projetos sociais na capital, sendo o precursor do wrestling em Corumbá e como atleta e treinador, com inúmeros títulos em diversas modalidades de lutas agarradas", explica. Esse trabalho lhe rendeu diversas honrarias municipais e estaduais.
Ao analisar o cenário atual das lutas em Mato Grosso do Sul, Fabbri observa que o jiu-jitsu, embora dividido entre várias federações, mantém sua força nas competições. "Devido ao número de federações, o jiu-jitsu se dividiu, porém, no quesito competição, temos várias pessoas de renome competindo e trazendo bons resultados", avalia.
Sua trajetória no wrestling o levou a competir entre os melhores atletas do país. Ele foi campeão internacional em uma copa que reuniu quatro países, veterano em competições nacionais, quatro vezes medalhista nacional em várias categorias e múltiplo campeão estadual. "Na última temporada, estava lutando competições que são o primeiro passo para o ciclo olímpico de Tóquio-2020", conta.
No jiu-jitsu, Fabbri também acumulou importantes conquistas. Foi campeão mundial da CBJJE, campeão do Open ADCC, tanto na categoria juvenil quanto adulto no mesmo dia, e bicampeão brasileiro da CBJJD. Além disso, foi medalhista nacional no primeiro campeonato interno da Gracie Barra, no Rio de Janeiro, enfrentando atletas campeões mundiais da IBJJF, além de acumular múltiplos títulos estaduais.
Atualmente, Fabbri está afastado das competições, mas segue sua missão como treinador. "É muito gratificante poder acompanhar o desenvolvimento motor e cognitivo dos meus alunos e também a formação do caráter", afirma. Para ele, o esporte vai além da vitória nos tatames, sendo uma ferramenta importante de transformação social. "Vejo um ambiente mais inclusivo, que vai além de competições, usando o esporte como ferramenta de transformação social, criando um espírito de comunidade e fraternidade", observa.
Sobre os aprendizados que o jiu-jitsu e a luta agarrada lhe proporcionaram, Fabbri é objetivo: "Trouxe disciplina, coragem para enfrentar os desafios e vontade de vencer além dos tatames". Esse conjunto de valores é algo que ele também busca transmitir aos alunos que forma.
Mesmo afastado das competições, seu foco permanece na propagação da luta agarrada em Mato Grosso do Sul. "A minha missão como treinador é propagar a luta agarrada nos diversos âmbitos da sociedade, prestando um papel de relevância através do esporte", resume.
Ao falar sobre o que recomenda aos novos praticantes, Fabbri sintetiza sua filosofia de vida e carreira: "A caminhada é árdua, porém gratificante, e que nunca esqueçam de conciliar os estudos".