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Jones relembra passagem pelo Esporte Ágil e destaca o papel do site na formação de jornalistas esportivos em MS

da redação - 22 de dez de 2025 às 14:48 138 Views 0 Comentários
Jones relembra passagem pelo Esporte Ágil e destaca o papel do site na formação de jornalistas esportivos em MS Da Redação

A trajetória do jornalista Jones Mário no Esporte Ágil começou em meados de 2013 e se confunde com um período importante do site, que há 21 anos cobre o esporte de Mato Grosso do Sul. Ainda estudante de Jornalismo, ele chegou ao portal por indicação de um amigo que deixava a equipe. “Comecei no Esporte Ágil em meados de 2013, quando ainda estudava Jornalismo”, relembra. A oportunidade marcou seus primeiros passos profissionais e abriu espaço para aprendizado prático em uma cobertura esportiva voltada para além do eixo tradicional.

 

Entre as reportagens que mais o marcaram está a cobertura da histórica campanha do Naviraiense na Copa do Brasil de 2013. Naquela edição, o clube sul-mato-grossense eliminou Portuguesa e Paysandu e avançou até a terceira fase da competição. “Foram semanas acompanhando de perto aquela campanha, até então inédita para um clube do nosso estado”, recorda. O feito, no entanto, acabou interrompido fora de campo, com a eliminação do time no “tapetão”, após a escalação irregular de um atleta.

 

Mesmo diante das dificuldades em dar visibilidade ao esporte local, Jones afirma que a motivação sempre esteve nas pessoas e em suas histórias. “As pessoas que a gente conhece no caminho e as histórias delas” foram determinantes para sua permanência no jornalismo esportivo. Ele destaca personagens que simbolizam essa realidade, como o professor Daniel Sena, que, “mesmo sem estrutura nenhuma, dando aula de atletismo em pistas de terra batida”, apostou em talentos como a atleta paralímpica Gabriela Mendonça, além do professor Agnaldo Pereira, descrito por ele como “outro lutador dentro e fora dos tatames”.

 

A rotina no Esporte Ágil também exigia preparo emocional e responsabilidade. Para Jones, os momentos mais desafiadores eram os dias de fechamento da edição impressa. “A adrenalina do deadline, escrever o editorial, a busca por uma reportagem de capa que se destacasse” faziam parte de um processo intenso. Apesar da pressão, ele resume a experiência como “muito divertida”, ainda que marcada por grande responsabilidade.

 

Entre as curiosidades vividas nos bastidores, uma história inusitada ficou na memória: a cobertura de campeonatos de simuladores de corridas automobilísticas. “Gente de todo o Brasil competia em rede. E a coisa era muito real”, conta. Ao tentar participar, ele próprio acabou se chocando com o muro do circuito virtual, experiência que reforçou o nível de seriedade da modalidade.

 

Na avaliação do jornalista, a maior contribuição do Esporte Ágil para o esporte sul-mato-grossense foi seu papel formador. “Todo mundo começa em algum lugar, e o Esporte Ágil é uma grande escola”, afirma, destacando a importância do site na formação de gerações de jornalistas esportivos.

 

Sobre a cobertura atual, Jones avalia que a imprensa local sempre valorizou o esporte regional, mas defende um olhar mais crítico. Para ele, é fundamental dar espaço “para os talentos que lutam por um sonho e enfrentam as adversidades” e saber diferenciar esses personagens de quem utiliza o esporte apenas como mecanismo de favorecimento pessoal.

 

Entre os atletas que mais o impressionaram, Jones cita Yeltsin Jacques e as duas medalhas conquistadas no Mundial de Atletismo Paralímpico de 2013, na França. “Mais de uma década depois, ele segue sendo um fenômeno”, ressalta.

 

Fazer parte da história do Esporte Ágil, segundo ele, teve um significado profundo. “A confiança e a liberdade que tinha no Esporte Ágil foram ferramentas essenciais no início da minha carreira como jornalista. Muito do que sei hoje aprendi no EA”, afirma.

 

Ao deixar uma mensagem para quem segue cobrindo o esporte local, Jones reforça a importância do olhar atento e responsável. Ele defende que os jornalistas “invistam nas histórias daqueles que importam — e que se importam”, pessoas que mantêm “brilho nos olhos quando falam sobre um gesto, uma jogada, um adversário, uma meta, um sonho”.

 

Nossa história - Ao longo desses 21 anos, o Esporte Ágil não foi apenas um veículo de notícias: foi escola, trincheira, ponto de partida e, muitas vezes, abrigo para quem acreditava que o esporte sul-mato-grossense merecia mais do que notas de rodapé. Cada jornalista que passou por aqui deixou sua marca, ajudando a construir uma história feita de compromisso com o que é nosso.

 

Esta série de reportagens é uma homenagem a todos que escreveram nas madrugadas e acreditaram que cada atleta, técnico ou projeto local tinha uma história que merecia ser contada.

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