Da Redação
Isabela Rodrigues Solidade, nascida em 31 de maio de 2002 em Batayporã, começou a correr em 2025 e rapidamente incorporou a corrida de rua à sua rotina. Ela atualmente mora em Nova Andradina e equilibra trabalho, estudo e treinos. “Comecei a correr este ano, no último dia de março, em uma corrida em Batayporã. Uma prima minha, que nem corria, postou no Instagram que iria participar, e aquilo despertou algo em mim”, contou. Apesar da inscrição de última hora, sem camiseta oficial, Isabela conseguiu participar apenas com um cronômetro.
Desde o início do ano, ela estabeleceu como meta terminar 2025 participando de pelo menos uma corrida de 5 km. Antes da corrida, já treinava musculação desde 2024, mas a corrida entrou de vez em sua vida neste ano. “Quando finalizei essa primeira prova, senti uma sensação muito boa, uma alegria enorme. Na mesma semana resolvi me inscrever em outra corrida, em Nova Andradina, que já foi no próximo final de semana, 6 de abril”, relatou.
Durante os treinos dessa semana, ela enfrentou dificuldades, como bolhas nos pés e dores que a fizeram mancar, mas no dia da prova, segundo ela, “a dor sumiu”. Na segunda corrida, conseguiu um resultado expressivo: terceiro lugar na categoria, completando os 5 km em cerca de 31 minutos. “Em apenas uma semana consegui baixar de 4 a 5 minutos em relação à primeira prova. Eu não tinha gel, não tinha tênis apropriado, só tinha muita vontade de correr, porque aquela primeira corrida tinha me feito muito feliz”, disse.
O que mantém Isabela motivada a continuar correndo é a sensação de bem-estar proporcionada pelo esporte. “O que me motiva a continuar correndo é a sensação que a corrida me proporciona. O quanto me faz bem, tanto fisicamente quanto psicologicamente. Fisicamente, sinto que meu condicionamento melhorou muito, tenho mais resistência e consigo respirar melhor. Psicologicamente, a corrida fez toda a diferença para mim neste ano. Ela me ajudou a superar dias terríveis. Muitas vezes me proponho a correr apenas dois quilômetros e, quando consigo concluir, fico extremamente eufórica, feliz e orgulhosa de mim mesma”, afirmou.
O percurso mais marcante para ela não foi uma prova oficial, mas um desafio pessoal: “No dia do meu aniversário, 31 de maio, tinha exatamente dois meses que havia começado a correr. Nesse dia, resolvi fazer algo diferente: correr 23 quilômetros, um para cada ano de vida. Foi a minha forma de comemorar a minha vida e minha saúde. Mesmo sabendo que não tinha esse preparo todo, fiz com muito cuidado, respeitando meu corpo, e consegui concluir. A sensação foi indescritível.”
Isabela descreve sua rotina de treinos como puxada, conciliando trabalho, estudos, cuidados com o filho e musculação. “Minha rotina é bem puxada. Eu trabalho, tenho filho, estudo, e ainda treino musculação. Teve um período em que até parei a musculação para focar mais na corrida. Não é fácil, o tempo é curto e eu sempre brinco que queria que o dia tivesse mais de 24 horas. Mas eu tento levar tudo de uma forma leve, sem me cobrar demais. A corrida não é algo que me gera pressão por tempo, resultado ou performance. Eu corro porque me faz bem.”
Ela busca treinar pelo menos duas vezes por semana, variando entre percursos maiores e corridas de 5 km. Quanto aos desafios de correr em Mato Grosso do Sul, Isabela destaca principalmente o clima. “Como ainda não corro profissionalmente, não enfrento grandes desafios nesse sentido. Até brinco que correr por aqui é até mais fácil, porque as cidades são bem planas. O principal desafio é o clima, pois faz muito calor. Por isso, corro de madrugada ou à noite. Fora isso, temos lugares muito bonitos e tranquilos para correr.”
Até o momento, Isabela não segue planejamento específico nem acompanhamento profissional. “Este ano deixei a corrida acontecer de forma mais livre, para me conhecer melhor e entender meus limites. Mesmo sem treinos de tiro, meu melhor tempo nos 5 km é de 27 minutos. Sinto que meu condicionamento é bom, não fico muito ofegante. Muitas vezes, quando penso em parar, eu mesma me incentivo: ‘sua perna aguenta, bora’”, relatou.
A corrida teve impacto direto em sua saúde mental. “A corrida teve um impacto muito grande principalmente na minha mente. Eu sempre fui muito procrastinadora e achava que não daria conta de várias coisas. No meio dos percursos, quando o cansaço vinha e a vontade era de desistir, comecei a fortalecer muito a minha mente. Pensava: ‘Isabela, você aguenta. Você vai continuar. Você vai concluir.’ E isso começou a se refletir em outras áreas da minha vida. Se eu consigo concluir uma corrida cansada, também consigo dar conta de outras coisas. Isso teve um impacto muito grande na minha saúde emocional e é algo que trabalho até em terapia. A corrida me ensinou a não desistir de mim mesma.”
Sobre conselhos para iniciantes, ela diz que o importante é começar sem esperar pelo momento ou equipamento perfeito: “O corpo em movimento muda tudo: a saúde física, a saúde emocional, a disposição, a mente. É ir sem pressa, respeitar o próprio tempo, tentar não se machucar, começar caminhando, intercalando com trotes. O mais importante é se movimentar e fazer isso por você.”
Entre suas metas para 2026, Isabela pretende iniciar acompanhamento profissional e seguir uma planilha de treinos para completar uma meia-maratona. “Minha grande meta para 2026 é iniciar um acompanhamento profissional e seguir uma planilha de treinos para completar uma meia-maratona. Até o final do ano que vem, quero concluir uma prova de 21 km. Sei que consigo, só preciso fazer do jeito certo, evoluir meu tempo e evitar lesões. Em janeiro já quero começar com um profissional para alcançar esse objetivo”, explicou.
Ela também valoriza a influência da comunidade de corredores e das redes sociais. “Influenciam de forma muito positiva. A bolha dos corredores é extremamente acolhedora. Meu feed tem muitas dicas, histórias e incentivo. É uma comunidade muito querida, onde as pessoas realmente se apoiam. Eu peguei um gosto muito grande pelas provas. Todas as que participei foram aqui no estado e todas muito bem organizadas. Isso dá um ânimo a mais, um gás diferente. A energia da prova é totalmente diferente da do treino. Por isso, sempre que posso, eu participo. Essa atmosfera me motiva muito.”