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Grazy Matoso relembra início no futsal e projeta retorno após lesão

da redação - 19 de nov de 2025 às 16:17 167 Views 0 Comentrios
Grazy Matoso relembra início no futsal e projeta retorno após lesão Da Redação

Grazy Matoso nasceu em Ribas do Rio Pardo, em 11 de fevereiro de 1999, e encontrou no futsal o caminho que segue desde a adolescência. A atleta lembra que começou a jogar aos 12 anos, quando ainda não existiam escolinhas voltadas para meninas. Sem outras alternativas, dividia o campo com garotos mais velhos. “Iniciei no campo junto com os meninos, muitos até com idade superior. O professor me deu a oportunidade de jogar e me levou para algumas competições”, recorda. Foi nesse período que percebeu o rumo que sua vida tomaria: “Vi que realmente era o que eu amava fazer e até hoje permaneço firme na modalidade”.

 

O interesse pelo esporte vem de muito antes, ainda na escola. Grazy se lembra de participar dos interclasses ao lado dos meninos e de esperar com entusiasmo pelas aulas em que o futebol fosse a atividade principal. “Sempre gostei muito de praticar esportes. Na escola jogava interclasse com os meninos e percebi que era isso que eu queria fazer”, afirma. Essa convivência em ambientes sem estrutura adequada para meninas moldou seu início no futsal e também revelou parte das dificuldades enfrentadas pelas atletas no estado.

 

Para ela, a falta de oportunidades é um ponto central. “Quando iniciei, não tinha tanta opção. Se eu quisesse jogar, era somente junto com os meninos, e isso tornava tudo mais difícil”, explica. Mesmo com avanços recentes, Grazy avalia que ainda há um longo caminho para a consolidação do futsal feminino tanto em Mato Grosso do Sul quanto no país. “O futsal feminino ainda enfrenta pouca visibilidade, muito por causa da baixa cobertura da mídia, falta de investimento e poucas oportunidades para as atletas mostrarem seu talento”, observa. Ela destaca, porém, que sempre que há transmissões de qualidade, o público cresce e demonstra interesse pela modalidade.

 

A trajetória da atleta também é marcada por momentos que a ajudaram a firmar sua confiança. Grazy cita competições disputadas na adolescência e partidas decisivas em que teve atuação importante. “As primeiras conquistas me deram confiança para continuar evoluindo. Guardo com carinho jogos em que consegui ajudar a equipe em momentos de pressão”, diz. A rotina de treinos, segundo ela, é construída com intensidade desde o início do ano. “Começamos fazendo a pré-temporada forte, para manter um bom condicionamento e nos preparar para as competições, com treinos físicos, técnicos e táticos”, explica.

 

A figura do pai aparece como referência central. “Meu pai foi minha maior referência. Quando mais jovem ele jogava e me transmitiu esse amor pelo futebol”, afirma. O incentivo familiar, somado às experiências em quadra, fortaleceu seu vínculo com o esporte. Hoje, Grazy observa que a evolução do futsal feminino depende de medidas estruturais. “É preciso mais investimento, maior visibilidade e um trabalho forte nas categorias de base. Também é essencial garantir profissionalização real, com estrutura, calendário organizado e apoio dos clubes e federações”, pontua.

 

Em relação à pressão das competições e às expectativas sobre o desempenho, a atleta afirma que tenta concentrar-se no processo de evolução. “É importante manter o foco no processo e não apenas no resultado. Erros fazem parte da evolução”, analisa. Fora da quadra, o apoio de pessoas de confiança e o cuidado com a saúde mental são pontos que ajudam na estabilidade. “Quando a expectativa aumenta, lembrar do caminho percorrido e confiar no próprio trabalho faz diferença”, diz.

 

Atualmente, Grazy vive uma fase dedicada à recuperação física. Uma lesão no joelho a afastou por quase dois meses, período que exigiu paciência e disciplina. “Pretendo me manter firme na fisioterapia e no fortalecimento para voltar 100% e ajudar minha equipe a buscar conquistas futuras”, afirma.

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