Da Redação
A construção profissional do jornalista Gabriel de Matos, hoje no ge.globo, passou diretamente pelas redações do Esporte Ágil e do MS em Dia, onde ele iniciou sua carreira ainda aos 18 anos. Nascido em Brasília de Minas em 17 de outubro de 2001 e formado em Jornalismo pela UFMS em 2022, Gabriel chegou ao portal em 2019 e viveu ali sua primeira experiência efetiva com o jornalismo esportivo em Mato Grosso do Sul.
“Minha trajetória no Esporte Ágil começou no dia 17 de outubro de 2019 — meu aniversário de 18 anos — numa quinta-feira. Em Campo Grande, foi minha primeira experiência em jornalismo”, relembra. Ele entrou primeiro para o MS em Dia e, posteriormente, passou a integrar também o Esporte Ágil, onde permaneceu até abril de 2021.
Durante esse período, uma das fases mais marcantes foi o trabalho em plena pandemia de covid-19, quando eventos esportivos foram interrompidos e a rotina dos jornalistas precisou ser reinventada. Para ele, justamente nesse cenário surgiram algumas das histórias mais especiais. “Sem eventos esportivos na agenda, o maior desafio era encontrar boas histórias. Para mim, os perfis de atletas e de personagens do esporte foram os que mais me marcaram”, conta.
A motivação que o guiava, porém, sempre foi clara: valorizar o esporte e suas pessoas. “Desde o começo, me encontrei sempre motivado para fazer isso. Minha motivação principal eram as pessoas e contar a história delas. Sou muito feliz fazendo isso”, afirma.
Apesar da satisfação profissional, Gabriel admite que o período entre 2020 e 2021 foi o mais desafiador mentalmente. Era o início da carreira, em meio a um cenário incerto e carregado de pressão. Ainda assim, foram as relações construídas no ambiente de trabalho que deixaram lembranças positivas. “Eu me lembro muito da relação com os colegas — especialmente a Débora Oliveira e o Gabriel Sato — que fizeram parte por muito tempo. Me lembro também do caminho que fazia — seja de ônibus ou de carona — e da rotina”, recorda.
Com o tempo, Gabriel seguiu para outras redações — Mercado do Futebol, Revista Badaró, A Crítica, Campo Grande News — até chegar ao ge.globo. Ainda assim, o vínculo com o Esporte Ágil permanece. “O Esporte Ágil é um espaço muito importante para consulta e para saber de histórias inéditas. Desde que saí e voltei a trabalhar com esporte local, consulto semanalmente o site”, afirma.
Para ele, a imprensa sul-mato-grossense tem ampliado seu olhar para modalidades e narrativas alternativas, mas ainda carece de estrutura física e investimentos que impulsionem o cenário esportivo. “Vejo que ainda falta uma estrutura esportiva melhor — como ginásios, estádios e fomento”, observa.
Entre as matérias que produziu, guarda com carinho a lembrança do artista plástico Sullivan. “Foi muito legal contar a história dele na época”, diz.
Hoje, olhando para trás, Gabriel reconhece o impacto que a passagem pelo Esporte Ágil teve em sua formação. “Foi uma experiência muito importante para minha carreira. Foi no Esporte Ágil o primeiro estágio. No EA, comecei a me formar de fato”, afirma.
E deixa um recado para quem segue contando histórias do esporte sul-mato-grossense: “A recompensa é o caminho. O trabalho com o esporte te leva a histórias inusitadas e pessoas que vão ser gratas por muito tempo”.
Nossa história - Ao longo desses 21 anos, o Esporte Ágil não foi apenas um veículo de notícias: foi escola, trincheira, ponto de partida e, muitas vezes, abrigo para quem acreditava que o esporte sul-mato-grossense merecia mais do que notas de rodapé. Cada jornalista que passou por aqui deixou sua marca, ajudando a construir uma história feita de compromisso com o que é nosso.
Esta série de reportagens é uma homenagem a todos que escreveram nas madrugadas e acreditaram que cada atleta, técnico ou projeto local tinha uma história que merecia ser contada.