Da Redação
Fabiano Júnior, nascido em 12 de dezembro de 2002, em Três Lagoas (MS), iniciou sua relação com o esporte ainda na escola, no futsal. “Eu comecei jogando futsal na escola na hora do recreio, depois fui treinar no time da escola pra jogar os jogos escolares e por um bom tempo sempre foi futsal e futebol”, relata.
Segundo ele, o contato com o futevôlei aconteceu apenas anos depois. “Até então não conhecia o futevôlei, que surgiu na minha vida um bom tempo depois. Desde pequeno sempre fui apaixonado por esportes, o futevôlei apareceu na minha vida aos 21 anos, em fevereiro de 2023, e de lá para cá eu me apaixono cada dia mais por esse esporte”, afirma.
A trajetória, no entanto, foi interrompida por um período de recuperação física. Fabiano destaca que ficou afastado das atividades por cerca de um ano e meio após uma cirurgia no joelho. “Fiquei mais ou menos 1 ano e meio parado por causa de uma cirurgia no joelho (LCA e menisco)”, disse.
Mesmo com a retomada, a rotina atual segue intensa e dividida entre diferentes responsabilidades. Ele explica que precisa conciliar treinos, competições e vida pessoal. “A rotina é bem corrida, pois além de conciliar com a academia, competições de futsal e futevôlei, treinos de futevôlei, eu tenho uma neném de 11 meses que também precisa de atenção, e ainda trabalho de carteira assinada. É uma rotina puxada que eu gosto muito”, afirmou.
O futevôlei, segundo Fabiano, entrou inicialmente como parte de um processo de mudança física e acabou se tornando parte central da sua vida esportiva. “O futevôlei surgiu na minha vida como um auxílio para meu emagrecimento e foi amor à primeira vista, um esporte que eu admiro e me dedico muito”, relatou.
Ele também destaca a mudança de perspectiva proporcionada pelo esporte. “Você se relaciona com pessoas e passa a entender que na sua vida sem os esportes é tudo mais difícil”, disse.
Ao analisar o cenário esportivo no estado, Fabiano aponta a necessidade de maior incentivo. “O esporte aqui no estado precisa de mais incentivo, e falo num modo geral. Temos excelentes profissionais e atletas que, se tivessem um pouco mais de incentivo, se desenvolveriam cada vez mais”, avaliou.
Durante a formação no esporte escolar, ele cita a influência de um treinador. “Na minha época de jogos escolares teve um treinador que me ajudou muito, que foi o Lelis Rocha (Lelão). Me ensinou muita coisa como atleta e muito mais como pessoa. Tenho um carinho e admiração tremenda por ele”, afirmou.
Na rotina de preparação, Fabiano destaca cuidados básicos com o corpo e prevenção de lesões. “Eu tento cuidar da alimentação, tomar alguns suplementos e treinar bem para evitar lesões e ter uma performance boa”, disse.
Entre os momentos marcantes da trajetória, ele cita duas experiências distintas. A primeira ocorreu ainda nos jogos escolares. “A primeira viagem para disputar os jogos escolares quando a gente foi para Jardim (MS) é bem marcante até hoje”, relatou. A segunda é mais recente e ligada ao retorno após a lesão. “Outra foi recente quando voltei a jogar futevôlei pós lesão e ter ganhado um torneio aqui na minha cidade”, completou.
Sobre o crescimento do futevôlei em Mato Grosso do Sul, Fabiano observa expansão de estruturas e visibilidade de atletas. “O futevôlei vem numa crescente enorme, temos cada vez mais arenas espalhadas pelo estado e vários atletas e profissionais em destaque nacional. Na Capital temos uma referência do esporte, o treinador Gilson, que foi treinador da dupla Hiltinho e Franklin, campeã mundial”, destacou.
Ao falar sobre objetivos, ele resume a motivação esportiva e pessoal. “A meta sempre é ser campeão e performar bem, mas acima de tudo ser feliz praticando os esportes. Não tem coisa melhor”, afirmou.
Fabiano também resume a importância do esporte em sua vida com uma frase que atravessa toda sua rotina entre trabalho, família e treinos: “Sem os esportes é tudo mais difícil”.