Da Redação
Maurício Rodrigues Moraes de Oliveira, nascido em 31/10/1992, em Dourados (MS), construiu sua relação com o futebol ainda na infância, influenciado pelo histórico do pai, que atuou como goleiro profissional no Dourados Esporte Clube e em equipes amadoras da região.
“Eu comecei a jogar desde que tinha 10 anos de idade na escola onde estudava, disputava a Copa da Juventude e os Jogos Escolares, já no gol, pois meu pai jogou profissional, era goleiro no Dourados Esporte Clube e em vários times amadores, daí veio meu gosto de jogar debaixo das traves”, relatou.
A trajetória como atleta passou por diferentes equipes e competições de base. Aos 12 anos, ele atuou no Sete de Setembro. Depois, passou pelo Ubiratã, onde disputou o campeonato estadual sub-15. Em seguida, defendeu o São Lourenço, equipe que encerrou as atividades após um ano, e também o Operário, até os 17 anos, quando sofreu uma lesão no joelho.
“Me lesionei no joelho e parei. Como não tinha condições de sair da cidade para fazer testes e meus pais não tinham condições, tive que trabalhar”, disse.
Mesmo afastado do futebol de base, Maurício seguiu no esporte por meio do futebol amador. A partir dos 19 anos, passou a disputar competições locais e de futsal, incluindo a Copa Morena, pelo Latinos FC, além de campeonatos regionais de futsal e suíço.
“Comecei a jogar a Copa Morena de futsal pelo Latinos FC, time da minha cidade, onde ficamos em segundo lugar em 2015. Também jogava campeonatos da região”, afirmou.
Entre os resultados mais expressivos no amador, ele cita o terceiro lugar na Copa Terrão de Campo Grande, com o time Mercado Soares, em 2022.
A ideia de criar o Amigos do Magrão F.C. surgiu posteriormente, a partir de uma iniciativa conjunta com um amigo próximo. Segundo Maurício, o objetivo foi reunir jogadores e oferecer oportunidade a jovens da cidade.
“Eu tive a ideia de ajudar meu compadre. Ele tinha 16 anos na época e nunca tinha jogado campeonato. Falei para ele chamar mais uns amigos que ele achasse bons de bola. Eu ia montar um time de futsal, chamar uns amigos meus também, e daí surgiu o Amigos do Magrão”, explicou.
Ao comentar a criação do projeto, ele afirma que a proposta está ligada à formação de atletas e à inserção de jovens no esporte amador.
“Fazer parte do Amigos Magrão para mim é uma felicidade imensa, pois fiz o time para dar oportunidades para a gurizada nova que está vindo, para eles aprenderem a gostar e disputar campeonatos amadores na cidade”, disse.
O grupo também reúne atletas com experiência em competições de maior nível, segundo ele, com o objetivo de equilibrar o elenco e contribuir com a formação dos mais jovens.
“Coloco também jogadores experientes, que já foram campeões da Copa Morena, brasileiros e outros campeonatos pelo Brasil e por times profissionais, para dar mais visibilidade e para a gurizada aprender”, afirmou.
Maurício também destaca que o nome do projeto tem origem nele próprio. “Magrão sou eu mesmo, Maurício Rodrigues Moraes de Oliveira. Se não fosse eu e o Paulinho, meu compadre, não teria o time. Tivemos a ideia juntos e deu certo”, disse.
Entre os momentos mais marcantes da equipe, ele cita a participação na Copa GET Cel, em Itaporã, onde o time chegou às fases finais, e a conquista da Liga de Futsal Série B.
“No primeiro ano tivemos a coragem de entrar na Copa GET Cel de Itaporã e ficamos em quarto lugar. Tiramos um dos melhores times do campeonato e perdemos a semifinal por 3 a 2, faltando dois minutos para acabar o jogo contra o Latinos FC. No segundo ano fomos campeões da Série B da liga de futsal”, relatou.
Sobre a dinâmica interna do grupo, ele aponta o compromisso como um dos fatores principais.
“O time é bem unido, temos respeito pelos atletas e os atletas com os dirigentes e compromisso. Hoje em dia é difícil ter isso, mas a maioria dos meus jogadores tem compromisso”, disse.
Ele acrescenta que o ambiente dentro do clube busca manter relação de proximidade entre atletas e direção.
“Somos uma família. Estamos lá para competir e fazer o que a gente mais gosta, que é jogar futebol. Dentro de quadra sou o mesmo de fora, sempre humilde, porque isso leva a gente longe”, afirmou.
Entre os principais desafios para manter o projeto ativo, Maurício cita a questão financeira e a disponibilidade dos atletas.
“O maior desafio hoje em dia é financeiro, não é todo mundo que apoia. Tem que correr atrás de patrocínio. O segundo é o compromisso dos atletas em ir aos jogos. Mas graças a Deus estamos indo bem nesses dois pontos”, disse.
Ele também destaca o papel social do futebol amador na comunidade.
“Muita importância, porque leva o nome da cidade para fora, dá visibilidade para os atletas que estão começando ou que querem ser jogadores um dia, e também é lazer. O mais importante é tirar esses jovens da má influência das ruas”, afirmou.
Entre os objetivos futuros, ele cita a participação em competições de nível estadual.
“Gostaria de disputar a liga estadual de futsal com minha equipe. Já disputei várias competições com outras equipes, mas um dia quero levar o Amigos do Magrão para esse nível”, disse.
Ao final, Maurício deixa uma mensagem para quem acompanha o time.
“Peço que continuem acompanhando a equipe. Sem torcida o time não vai para frente. Isso dá incentivo para os atletas. Estamos disputando campeonatos de alto nível e esperamos o apoio de torcedores e patrocinadores”, concluiu.