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O Presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS), Estevão Petrallás, recebeu na manhã desta terça-feira, 24 de fevereiro, a visita de Wesley Terena, Presidente do Clube Esportivo Aldeia Brejão (Nioaque), e de Uilson Terena, Vice-Presidente da Liga Nacional de Futebol Indígena, para discutir sobre a elaboração de um projeto para uma competição nacional indígena.
A proposta que será elaborada prevê a realização de torneios estaduais, nos quais os campeões e vice-campeões garantiriam vaga para a disputa de um torneio nacional e tem como objetivo revelar talentos dentro das aldeias de Mato Grosso do Sul e do Brasil.
“Esta competição é para mostrar e revelar garotos indígenas talentosos dentro do futebol, valorizar a nossa cultura e a nossa língua por meio do esporte, mas mostrar de uma maneira diferente e proporcionar oportunidade para os garotos. Temos muitos talentos dentro das nossas aldeias”, disse Wesley Terena.
Uilson Terena, destaca a importância que a FFMS demonstra em apoiar um projeto grandioso como a competição que vai levar a cultura indígena aos holofotes. “É muito importante que o Presidente Estevão apoie este projeto, é muito bom chegar na Federação e sermos ouvidos e termos a oportunidade para debater, expor nossas ideias, desta forma de trabalho na FFMS engrandece à todos”, falou.
"É com muita satisfação e um sentimento de responsabilidade renovado que recebemos hoje o Wesley e o Uilson aqui na Federação. A FFMS não é apenas a casa do futebol profissional; ela é, acima de tudo, a casa de todos os talentos do nosso estado. Mato Grosso do Sul tem uma riqueza cultural imensa e sabemos que, dentro das nossas aldeias, futebol tem grande apelo. Esse projeto de uma competição nacional indígena é sobre visibilidade, inclusão e oportunidade”, disse Estevão Petrallás, Presidente da FFMS.
Petrallás destaca ainda que entende que apoiar a elaboração deste projeto — que servirá de vitrine para o cenário nacional — é um passo fundamental para revelar jovens talentos que, muitas vezes, não têm a chance de serem vistos. “Queremos que o campo de futebol seja um espaço onde a cultura e a língua indígena sejam celebradas. Abrir as portas da Federação para ouvir e construir esse projeto em conjunto é o que dá sentido ao nosso trabalho: engrandecer o futebol sul-mato-grossense em toda a sua diversidade”, finalizou.