Da Redação
“Eu vivo basquete, não me importo de estar jogando, assistindo ou ajudando.” A frase resume a relação de Emilly Aparecida de Souza Moraes com o esporte que entrou em sua vida ainda na escola e segue presente mesmo após o fim da fase juvenil. Natural de Maracaju, onde nasceu em 20 de julho de 2005, a atleta teve os primeiros contatos com a modalidade entre os 12 e 13 anos, durante as aulas de educação física.
“Basquete apareceu para mim entre os 12 e 13 anos de idade. Comecei a ter aulas de basquete na educação física e nisso tomei gosto de jogar”, relata. O interesse inicial se transformou em prática mais frequente após um incentivo direto dentro da escola. “Meu professor Jeamilton me informou sobre os treinos que aconteciam depois das aulas. Onde eu estudei, a escola era referência em atletas de basquete. Pensei: por que não tentar?”
O início, no entanto, foi marcado por dificuldades comuns a quem chega depois de outros atletas já formados dentro de uma equipe. “No começo era muito difícil, pois as meninas já eram experientes. Depois que fui entendendo melhor, nunca mais parei de jogar.” A adaptação ao ritmo dos treinos e ao nível técnico das colegas foi um dos primeiros desafios enfrentados.
A trajetória também passou por momentos de interrupção. Em determinado período, a equipe ficou sem comando técnico, o que afetou a continuidade dos treinamentos. “Por um tempo ficamos sem técnico e sem treino. Nisso busquei praticar outras modalidades, porém foi por pouco tempo.” A retomada aconteceu com a chegada de uma nova profissional à cidade. “Logo então entrou uma técnica na cidade, Carlina Morais, e nisso retornamos aos treinos.”
Com a reorganização da equipe, Emilly conseguiu manter a rotina esportiva conciliada com a vida escolar, já no ensino médio. “Quando voltou a rotina de treinos e escola, eu já estava no ensino médio, mas sempre consegui conciliar os treinos com as aulas e trabalhos escolares.” O período também marcou a ampliação das experiências em competições.
“Voltamos a participar de vários campeonatos. No último ano do ensino médio começaram as oportunidades. Participei de vários campeonatos representando cidades diferentes do estado e alguns campeonatos nacionais representando o estado do MS.” A sequência de convocações e participações encerrou o ciclo da atleta nas categorias de base. “Encerrando assim a fase juvenil no basquete.”
Entre as experiências acumuladas, uma competição teve destaque especial. “Um campeonato que marcou minha vida foi os Jogos da Juventude, um cenário completamente diferente dos outros que já tinha participado.” O evento nacional é considerado uma das principais vitrines do esporte escolar no país e reúne atletas de diferentes estados.
Ao longo da trajetória, o suporte fora de quadra teve papel importante. “Meus pais e minha técnica foram as pessoas que mais me apoiaram, nas fases boas e ruins. Me motivam e, quando precisam, puxam minha orelha. Aliás, continuam.” O acompanhamento próximo foi determinante tanto nos momentos de evolução quanto nas fases de dificuldade.
Sobre o cenário do basquete no estado, a atleta avalia um processo de crescimento. “Hoje nosso estado está evoluindo muito, sempre evoluindo e nos pódios.” A presença mais frequente em competições e resultados aparece como indicativo desse desenvolvimento.
Atualmente, a relação com o esporte segue ativa, ainda que com outra perspectiva. “Hoje jogo mais por diversão e lazer”, afirma. Mesmo assim, o vínculo permanece constante. “Pretendo ter para o resto da minha vida.”
A experiência acumulada ao longo dos anos também se traduz em orientação para quem está começando. “Qualquer esporte é constância. Não adianta começar bem, logo ter uma má fase e desistir. Tem que lutar, tem que querer.” Para Emilly, o processo exige continuidade e disposição para enfrentar oscilações. “Se é um sonho, só vai. Não desista sem tentar.”