Da Redação
“Hoje eu dependo do futsal para me alegrar ou manter minha saúde lá em cima”. A frase resume a relação do jovem goleiro Erik Castello Zanin com o esporte. Natural de Corumbá (MS), onde nasceu em 21 de outubro de 2010, ele encontrou no futsal mais do que uma atividade competitiva. Para ele, a modalidade passou a fazer parte da rotina, dos objetivos pessoais e dos sonhos para o futuro.
A história de Erik no futsal começou aos 12 anos, de maneira simples e perto de casa. Segundo ele, o primeiro contato mais sério com a modalidade surgiu após um convite de um vizinho, que organizou uma equipe para disputar um campeonato na Bolívia.
“Minha carreira começou aos 12 anos, quando o meu vizinho preparou um time para jogar um campeonato na Bolívia. Eu me destaquei, sendo o melhor do campeonato. Daí foi só alegria para mim”, contou.
O desempenho na competição serviu como incentivo para seguir treinando e buscando espaço dentro das quadras. Atuando como goleiro, Erik diz que encontrou na posição características que combinam com o próprio estilo de jogo. Diferente da ideia tradicional de um goleiro apenas defensivo, ele afirma gostar de participar da construção das jogadas.
“Eu jogo muito com os pés, então essa é a melhor posição para mim. Sei abrir jogadas e continuar as jogadas”, explicou.
Mesmo ainda jovem, Erik relata que o caminho dentro do futsal também foi marcado por dificuldades. Entre os desafios, ele cita a falta de reconhecimento e as limitações financeiras enfrentadas ao longo da trajetória.
“Os maiores desafios foram o problema de não ser reconhecido pelas pessoas, não poder me destacar mais do que eu queria e a condição financeira mesmo”, afirmou.
Apesar disso, ele segue treinando e buscando evolução. A rotina, segundo o goleiro, é baseada principalmente nos treinamentos diários, com foco na manutenção física e técnica.
“É como os treinos diários mesmo. Não tem muita coisa. É só para manter a condição física e não perder o costume”, disse.
Um dos momentos mais marcantes da trajetória de Erik aconteceu durante um campeonato estadual disputado no ano passado. Ele relembra a atuação diante da escolinha Bayer como uma das partidas mais importantes até agora.
“Foi em um estadual no ano passado, contra a escolinha Bayer, em que eu me destaquei. Toda hora eu fazia uma defesa importante e, com isso, conseguimos passar de fase”, recordou.
Ao falar sobre a posição de goleiro, Erik destaca que, além da parte técnica, a preparação física e a disposição para defender são pontos fundamentais para quem quer atuar na função.
“É ter uma condição física boa e não ter preguiça de agarrar ou defender. Isso, para mim, sempre foi importante”, comentou.
Outro aspecto que o atleta considera essencial é o controle emocional durante as partidas. Para ele, manter a concentração faz diferença principalmente em jogos decisivos, independentemente do adversário.
“É foco, não ter medo, focar em fazer uma partida boa. Não importa o time, mesmo se ele for bom ou o melhor do campeonato, você tem que lidar com tudo”, afirmou.
Embora acompanhe o futsal, Erik diz que não teve um goleiro específico como referência durante o início da trajetória. Segundo ele, o desenvolvimento aconteceu muito a partir da própria vivência dentro das quadras.
“Eu acho que não. Sempre foi por minha conta mesmo”, disse ao ser questionado sobre inspirações no esporte.
Com metas para o futuro, o goleiro sul-mato-grossense afirma que o principal sonho é crescer dentro do futsal e construir uma trajetória capaz de servir de exemplo para outras pessoas.
“O meu sonho é me tornar um grande goleiro, em que eu possa ser referência para muitos e fazer minha família se orgulhar de mim”, finalizou.