Da Redação
Aos 14 anos, a atleta Maria Eduarda Ratier Alcântara, a Duda, já acumula experiências em campeonatos, viagens e uma rotina intensa dentro do voleibol. Natural de Maracaju, no interior de Mato Grosso do Sul, ela encontrou no esporte uma forma de ocupar o tempo, desenvolver disciplina e construir objetivos dentro das quadras.
Maria Eduarda nasceu em 9 de janeiro de 2012 e começou no vôlei ainda na escola, depois de acompanhar o trabalho do treinador Felipe Lamana, que também era professor de educação física da instituição onde estudava. Segundo ela, o interesse pelo esporte surgiu de maneira natural, a partir da convivência com o ambiente dos treinamentos.
“Eu estudava na mesma escola em que o meu treinador era professor de educação física, e ele tinha um time da escola. Sempre via ele postando os treinos e achava aquilo um máximo”, contou.
A curiosidade fez com que ela começasse a pesquisar mais sobre o voleibol. Pouco tempo depois, decidiu participar dos treinamentos. A identificação com o esporte aconteceu rapidamente e passou a fazer parte da rotina da jovem atleta.
“Comecei a ir aos treinos e gostei muito. Foi aí que comecei a seguir essa rotina. Quase todas as noites eu treinava. Eu não gostava muito de parar em casa, então o vôlei foi algo que também me ajudou”, relatou.
O momento em que percebeu que queria continuar investindo no esporte aconteceu durante a primeira competição fora da cidade. A experiência despertou nela uma conexão ainda maior com o voleibol e com o ambiente competitivo.
“Quando fui jogar meu primeiro campeonato fora, foi ali que percebi que eu realmente gostava muito daquilo e que queria continuar”, afirmou.
Apesar do envolvimento com o esporte, Maria Eduarda explica que o início da trajetória foi marcado por inseguranças e cobranças pessoais. Ela destaca que um dos maiores desafios foi lidar com a falta de confiança e a necessidade constante de evolução.
“Foi a falta de confiança e muita autocobrança também. Para mim, eu tinha que melhorar sempre para chegar no nível das meninas mais velhas”, disse.
A dedicação aos treinos e competições também impacta diretamente a rotina familiar da atleta. Entre estudos, viagens e campeonatos, ela admite que o equilíbrio nem sempre é fácil.
“Na verdade, minha rotina fica bem desequilibrada. Eu quase não fico muito com a minha família, porque sempre que eles se reúnem eu estou em outra cidade em algum campeonato”, contou.
Mesmo com os desafios, Maria Eduarda destaca a importância do treinador Felipe Lamana em sua formação esportiva e pessoal. Segundo ela, o apoio e a confiança recebidos ao longo dos anos foram fundamentais para o desenvolvimento dentro das quadras.
“Foi ele que sempre me ajudou, confiou em mim e me tornou quem sou hoje”, afirmou sobre o treinador.
Representar Mato Grosso do Sul nas competições também é algo que a atleta trata com seriedade. Para ela, vestir a camisa do estado vai além dos resultados dentro de quadra.
“Carregar o nome de Mato Grosso do Sul nas competições representa muito orgulho e responsabilidade para mim. É uma honra poder representar meu estado fazendo o que amo, que é jogar vôlei”, destacou.
Ela afirma ainda que cada campeonato é uma oportunidade de demonstrar dedicação e esforço. “Cada competição é uma oportunidade de mostrar dedicação, esforço e levar o nome do Mato Grosso do Sul com respeito e determinação”, acrescentou.
Entre as experiências mais marcantes até agora, Maria Eduarda lembra com destaque da participação na Copa da Amizade, competição em que recebeu reconhecimento individual dentro da modalidade.
“A conquista mais marcante para mim foi quando ganhei o prêmio de melhor líbero e levantadora no campeonato Copa da Amizade”, disse.
Nos últimos anos, a atleta acredita ter evoluído principalmente no fundamento do levantamento, posição que exige visão de jogo, precisão e tomada rápida de decisões durante as partidas.
Antes dos jogos importantes, Maria Eduarda conta que procura controlar a ansiedade por meio da fé. Segundo ela, a oração é uma das formas encontradas para manter a concentração e a tranquilidade antes de entrar em quadra.
“Eu sempre rezo e peço para Deus aliviar minha mente e me ajudar a me concentrar dentro de quadra”, afirmou.
Sobre o futuro, a jovem atleta ainda não define se pretende seguir carreira profissional no esporte, mas garante que deseja continuar ligada ao voleibol pelos próximos anos.
“Eu ainda não sei se me vejo jogando profissionalmente, mas com certeza meu objetivo é continuar no vôlei, porque é uma coisa que eu amo fazer”, declarou.
Ao falar com outras crianças e adolescentes que desejam seguir no esporte, Maria Eduarda reforça a importância da identificação pessoal com aquilo que fazem e da confiança em si mesmos.
“Acreditem em si mesmos e vejam se vocês realmente estão em um lugar em que querem estar. Não façam nada forçado e aproveitem, porque o tempo passa rápido”, concluiu.