Da Redação
O esporte faz parte da vida de Eduardo Paulino Branizio desde a infância e, hoje, ocupa praticamente todos os dias da semana. Entre os treinos de handebol, as corridas de rua e a prática dos Três Tambores como hobby, ele divide o tempo com a graduação em Agronomia. Para ele, cada modalidade contribui de uma forma diferente, mas é no contato com os cavalos que encontra um momento de tranquilidade.
"Nos Três Tambores é onde eu me sinto em casa. Quando sinto a conexão com meus cavalos, é como se não existisse problema algum no mundo."
A relação de Eduardo com o esporte começou ainda aos cinco anos de idade, de forma espontânea. O incentivo veio da irmã mais velha, que já praticava handebol. Como a acompanhava aos treinamentos, acabou despertando o interesse pela modalidade.
"O handebol entrou na minha vida quando eu tinha cinco anos. Minha irmã mais velha treinava e eu não podia ficar sozinho em casa. Então eu ia com ela para os treinos, comecei a gostar e, depois, passei a treinar. Desde então, nunca mais parei."
Anos depois, a corrida passou a fazer parte da rotina. Embora sempre tivesse corrido, foi há cerca de um ano que decidiu treinar de forma estruturada para participar de competições.
"A corrida eu comecei há pouco mais de um ano. Sempre corri, porém percebi que tinha potencial e iniciei treinamentos que me capacitaram para participar de provas. Hoje participo das modalidades de 5 km, 10 km e 21 km."
Conciliar três modalidades esportivas com a vida acadêmica exige organização. Eduardo cursa Agronomia em período integral e distribui os treinos ao longo da semana.
"Minha rotina é uma correria. Faço faculdade de Agronomia, estudo o dia todo, treino corrida de madrugada antes da aula, handebol às terças e quintas-feiras à noite e Três Tambores às segundas, quartas, sextas e nos fins de semana."
Apesar da agenda intensa, ele afirma que cada esporte desenvolve habilidades diferentes. Na corrida, o principal aprendizado está relacionado ao controle emocional e à superação pessoal.
"Na corrida eu consigo trabalhar o meu psicológico. Acho que ela trabalha mais o meu psicológico do que o meu físico, porque é tudo mental. Só depende de você. A cada quilômetro e a cada segundo que você consegue diminuir no pace é uma sensação muito boa, que faz você acreditar mais em si mesmo."
No handebol, Eduardo destaca o trabalho coletivo e os ensinamentos que ultrapassam a quadra.
"O que mais me atrai no handebol é a dinâmica de uma partida, em que você precisa reunir força, velocidade, coordenação motora e companheirismo. Com o handebol aprendi que, às vezes, conseguimos evoluir sozinhos, mas, no final, sempre vamos precisar de alguém ao nosso lado."
Embora não participe de competições oficiais de Três Tambores, modalidade que pratica por hobby, Eduardo mantém uma rotina constante de treinamentos e explica que o esporte exige muito mais do que velocidade.
"Muitas pessoas acham que é só correr e fazer as viradas, mas por trás disso existem muitas técnicas e conexão. O cavalo sente tudo o que você sente. Se você estiver ansioso, ele também vai estar, e isso influencia na hora da passada."
Segundo ele, justamente essa sintonia é o que torna a modalidade especial.
"O que eu mais gosto é da velocidade e da conexão com o cavalo para fazer as viradas. Essa parceria faz toda a diferença."
Entre os momentos mais marcantes da trajetória esportiva, Eduardo lembra de uma prova disputada neste ano, em Goiânia. O resultado confirmou a evolução conquistada nos treinamentos.
"O momento mais marcante foi uma corrida que participei este ano, em Goiânia. Entre 840 atletas, fiquei em 40º lugar na classificação geral e em 2º lugar na minha categoria, na prova de 10 quilômetros."
Mesmo planejando mudanças na rotina após a conclusão da faculdade, ele pretende continuar praticando as três modalidades, ainda que em intensidades diferentes.
"Pelos próximos anos pretendo continuar praticando os mesmos esportes, porém em intensidades diferentes, porque vou me formar e também terei que trabalhar."
Para Eduardo, o esporte é parte da vida e vai além dos benefícios físicos.
"Sem o esporte eu ficaria doido", brinca. "Eles são muito importantes para a saúde mental e corporal. Não me vejo deixando de ser atleta."
Ao falar com quem deseja começar uma atividade esportiva, ele reforça que o primeiro passo é mais importante do que as dificuldades que possam surgir.
"Comecem sem medo. Não importa a modalidade e não importa a condição financeira. Se você quer, basta correr atrás que você chega lá."