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Entre o Exército, o vôlei de areia e o futevôlei: Jean Magno conta sua caminhada

da redação - 22 de jan de 2026 às 14:38 74 Views 0 Comentários
Entre o Exército, o vôlei de areia e o futevôlei: Jean Magno conta sua caminhada Da Redação

A trajetória esportiva de Jean Magno Mendonça Soares, nascido em Campo Grande em 1º de maio de 1997, passa por diferentes modalidades até chegar ao futevôlei. Ele construiu parte de sua base no vôlei de areia, esporte em que permaneceu por mais de uma década antes de ingressar no Exército Brasileiro, em 2016. No período em que serviu, competiu em alto nível no atletismo e no pentatlo nas Olimpíadas do Exército, o que ampliou sua vivência competitiva e intensidade de treinos.

 

O contato com o futevôlei, no entanto, surgiu de forma inesperada. Em 2021, enquanto cumpria serviço no Círculo Militar, ele foi convidado por um grupo que treinava no local. “Um grupo que jogava futevôlei lá me chamou para ir jogar com eles um outro dia. Eu fui e, a partir dali, surgiu uma paixão por esse esporte”, recorda. O interesse inicial evoluiu rapidamente. A partir de 2023, Jean começou a auxiliar em aulas da modalidade e, ainda naquele ano, assumiu o posto de professor, função que segue desempenhando.

 

A construção de sua carreira no futevôlei se deu com acúmulo de jogos, viagens e competições. Ele explica que o desenvolvimento técnico veio de forma gradual, à medida que participava de torneios. “Com o passar do tempo fui fazendo mais jogos, entrando em competições e percebi que eu tinha certa facilidade para aprender o futevôlei”, afirma. Mesmo sem uma rotina intensa de treinos no início, ele conseguiu bons resultados: “Apesar de não treinar, comecei a me destacar e chegar em alguns pódios.” Jean ressalta que ainda não alcançou o patamar que busca, mas acredita no progresso por meio de disciplina: “Com muito esforço e dedicação posso chegar mais alto.”

 

Entre os marcos de sua trajetória, Jean destaca a participação em competições em diversos estados e os resultados obtidos ao longo dos últimos anos. São mais de 40 pódios registrados. Para ele, alguns deles têm peso especial: “Eu considero mais importantes as conquistas dos estaduais, que foram campeonatos com os melhores atletas de MS.” Além da atuação como atleta, ele aponta que a carreira como professor de futevôlei também representa uma etapa significativa desse percurso.

 

Apesar dos avanços individuais, Jean observa dificuldades estruturais para quem busca competir de forma contínua em Mato Grosso do Sul. Ele enfatiza a necessidade de maior apoio institucional. “O maior desafio é a falta de incentivo da iniciativa pública. O valor da premiação muitas vezes não paga os custos que o atleta tem para ir até a competição”, explica. Na visão dele, o crescimento da modalidade no estado depende de estímulos que começam na base. “Incluir o futevôlei nas aulas de educação física nas escolas seria um bom ponto de partida para o conhecimento e o crescimento da modalidade”, sugere.

 

A rotina atual é marcada pelo trabalho e pela tentativa de manter o condicionamento físico compatível com o nível competitivo. Jean relata que está com o tempo reduzido para treinar, mas organiza uma programação mínima semanal. “Separo segunda e quarta, das 10h às 11h, para fazer um fortalecimento, que me ajuda muito no condicionamento físico e na força”, explica. Ele também procura cuidar da alimentação, reduzindo açúcar e priorizando escolhas mais equilibradas para sustentar o desempenho.

 

Além dos desafios esportivos, 2026 representa um novo capítulo profissional. Jean participa da abertura de uma arena de esportes de areia no bairro Monte Castelo, em Campo Grande. O projeto demanda grande parte de sua agenda. “Tem uma novidade chegando para 2026, que é o motivo de eu estar quase sem tempo… É a abertura da mais nova arena de esportes de areia”, comenta. Ele acredita que o espaço se tornará um ponto de encontro para praticantes da modalidade e pretende dedicar o próximo ano a aprimorar suas aulas e retomar um ritmo mais intenso de treinos.

 

Jean também aponta suas referências no esporte. Entre os atletas que acompanha, cita Otávio Souza, o Tavinho, profissional reconhecido no cenário nacional. Segundo ele, acompanhar quem já está consolidado o ajuda a compreender novas possibilidades dentro da modalidade e a ampliar sua visão sobre o esporte.

 

Ao analisar o próprio caminho, Jean reforça a importância da persistência para quem inicia no futevôlei. “Meu conselho é constância. O futevôlei é um esporte difícil, mas muito gratificante. Vai treinar muito, vai errar muito, mas vai acertar também, e vale cada esforço”, destaca. A frase sintetiza a lógica que guiou sua jornada — desde o vôlei de areia, passando pelo atletismo militar, até o crescimento no futevôlei sul-mato-grossense.

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