Domingo, 14 de junho de 2026, 21:30

Entre cobranças e cortes, Estela mantém vivo o sonho de jogar profissionalmente

da redação - 1 de jun de 2026 às 16:49 135 Views 0 Comentários
Entre cobranças e cortes, Estela mantém vivo o sonho de jogar profissionalmente Da Redação

“Não consigo mais viver sem o vôlei.” A frase resume a relação que a jovem atleta Estela dos Reis Alves, de Campo Grande, construiu com a modalidade desde que teve o primeiro contato com o esporte, em 2023. O que começou por influência de uma amiga rapidamente se transformou em parte central de sua rotina e de seus planos para o futuro.

 

Estela conta que sua entrada no voleibol aconteceu de forma simples. “Uma amiga minha me chamou para treinar no Pezão em 2023. Aí eu fui gostando mais e não consigo mais viver sem”, relata.

 

Após iniciar os treinamentos no projeto Pezão, ela seguiu para a escolinha do treinador Leomar, onde passou a receber mais oportunidades dentro das competições. Segundo a atleta, a confiança depositada por seu treinador foi determinante para sua evolução.

 

“Eu saí do Pezão e fui para a escolinha do Leomar. O Léo viu potencial em mim e já me colocou para jogar campeonatos até de categorias mais velhas”, afirma.

 

A mudança representou um avanço em sua trajetória esportiva, mas também trouxe novas responsabilidades. Mesmo sendo uma das atletas mais novas das equipes em que atuava, Estela precisou lidar com situações que exigiam maturidade dentro e fora das quadras.

 

Ela lembra que um dos períodos mais desafiadores ocorreu quando precisou assumir um papel de liderança em equipes formadas por atletas mais velhas.

 

“Por ser a mais nova do time, eu fiquei sozinha no ano seguinte, tendo que liderar a equipe mesmo não sendo capitã, recebendo muita cobrança em situações que eu mesma não podia resolver”, conta.

 

A responsabilidade aumentava à medida que disputava competições em categorias acima da sua faixa etária. Segundo Estela, a confiança que recebia da comissão técnica vinha acompanhada de cobranças constantes.

 

“Eu segurava campeonatos de categorias mais velhas praticamente sozinha, porque o Leomar confiava muito em mim, mas me cobrava muito também”, diz.

 

A rotina da atleta é dividida entre estudos, preparação física e treinamentos técnicos. Pela manhã, ela frequenta a escola. Durante a tarde, realiza atividades complementares para aprimorar o condicionamento físico e, à noite, participa dos treinamentos da equipe.

 

“Eu estudo de manhã e costumo ir à academia ou fazer treinos específicos durante a tarde. De noite tenho treino e chego bem tarde em casa”, relata.

 

Apesar da dedicação e do reconhecimento que recebe dentro do voleibol sul-mato-grossense, os resultados que esperava ainda não vieram da forma como imaginava. Estela revela que passou por experiências difíceis em processos seletivos e convocações.

 

“Apesar de ser muito elogiada no estado, eu nunca tive nenhuma conquista marcante durante três anos. Todas as seletivas me recusaram e fui cortada em dois anos seguidos das CBS Sub-16 e Sub-18”, afirma.

 

As negativas, porém, não fizeram com que abandonasse o esporte. Pelo contrário. A atleta segue treinando e buscando novas oportunidades para alcançar seus objetivos.

 

Ela destaca a importância dos treinadores Leomar e Matheus em sua formação esportiva. Para Estela, os dois tiveram papel fundamental em seu desenvolvimento técnico ao longo dos últimos anos.

 

“O treinador Leomar e o Matheus me ajudaram por dois anos a evoluir. Sou a atleta que sou hoje por eles”, afirma.

 

Além dos aspectos competitivos, a jogadora considera que o voleibol trouxe aprendizados que vão além das quadras.

 

“Me ensinou a trabalhar em equipe e fazer amizades duradouras”, resume.

 

Com o futuro ainda em construção, Estela mantém metas bem definidas. Seu principal sonho é atuar em uma das equipes de base mais conhecidas do país e dar sequência à carreira fora de Mato Grosso do Sul.

 

“Meu sonho é jogar pela base do Flamengo e me mudar de estado para jogar profissionalmente”, revela.

 

Enquanto busca novas oportunidades, ela também compartilha uma mensagem para outros jovens atletas que enfrentam dificuldades semelhantes às que viveu ao longo de sua trajetória.

 

“Que não desistam, mesmo com os comentários e quando não forem desejados em um lugar. Que não se deixem desistir por causa das dificuldades, principalmente com técnicos”, aconselha.

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