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Entre a docência e as quadras de areia: a rotina esportiva de Vinicius Monteiro

da redação - 21 de jan de 2026 às 15:27 94 Views 0 Comentários
Entre a docência e as quadras de areia: a rotina esportiva de Vinicius Monteiro Da Redação

O caminho de Vinicius Augusto do Nascimento Monteiro, nascido em Campo Grande em 13 de novembro de 1999, até o beach tennis começou muito antes de ele pisar em uma quadra de areia. A trajetória esportiva teve início ainda na infância, quando o futsal ocupava quase todo o seu tempo. “Sempre fui apaixonado por esportes, comecei com 4 anos a treinar futsal e vivi toda a infância dentro desse esporte: jogando, treinando e assistindo”, relembra. Admite, inclusive, que tentou seguir o percurso comum de muitos jovens no país: “Até tentei, por volta dos 15 anos, ser profissional, mas não deu certo seguir aquele ‘sonho de todo menino no Brasil’”.

 

Antes de conhecer o beach tennis, Vinicius teve contato com outra modalidade de raquete. “Um pouco antes de tentar ser profissional no futebol, treinei tênis por aproximadamente 3 anos, influenciado pelo meu pai.” Essa experiência o aproximou do ambiente esportivo que mais tarde abriria portas em sua formação na faculdade, onde participou de diversos projetos, entre eles iniciativas ligadas à docência no futebol e no tênis.

 

A transição para o beach tennis ocorreu por uma combinação entre circunstâncias e convites. Com o início da pandemia, em 2020, os projetos universitários foram suspensos. Nesse período, ele recebeu uma proposta de atuar na Escola Guga, feita por uma amiga, Laura Cecília. “Chegando lá, descobri que eles também trabalhavam com o beach tennis, e me fizeram a proposta de conhecer e trabalhar com essa modalidade. Posso dizer que ali conheci o esporte com o qual mais me identifiquei, como atleta e professor.”

 

Apesar do envolvimento com o esporte, Vinicius destaca que enxergar o beach tennis como um caminho possível dentro da realidade brasileira exigiu reflexão. “Ser atleta e viver exclusivamente do esporte profissional é muito difícil na nossa realidade. Poucas pessoas conseguem, geralmente só os melhores entre os melhores.” Ele explica que conseguiu viver do esporte por quase cinco anos, mas como treinador, e não como atleta. No beach tennis, entretanto, encontrou um equilíbrio: “Ele te permite viver a vida de um atleta amador, continuando com a rotina de trabalho e tendo uma boa preparação específica para a modalidade.”

 

Representar Mato Grosso do Sul é algo que ele considera marcante em sua trajetória. “Acredito que poder representar meu estado como atleta e/ou treinador desde 2023 na Copa das Federações é muito significativo.” Ele também cita os lugares e pessoas que conheceu por meio do esporte. “Ter a chance de percorrer o Brasil jogando torneios é algo que só o beach tennis poderia me proporcionar. Não posso deixar de falar das boas pessoas que o beach tennis me apresentou, principalmente na Escola Guga e na Arena Beach CG, onde trabalhei, e na Arena Neves Beach, a qual me orgulho de estar representando nas competições há 1 ano.”

 

A rotina atual é dividida entre sala de aula, projetos esportivos e preparação física. “Entre períodos dentro de sala de aula e das aulas dos projetos esportivos, tento me manter preparado para as competições jogando e treinando o máximo de vezes durante a semana.” Ele reconhece que esse equilíbrio é um dos desafios da carreira, ao lado da busca por capacitação profissional. “Conciliar os treinos com a rotina de sala de aula e ser um treinador com bom currículo e capacitação é um desafio, pois ainda são poucos os cursos e materiais específicos no beach tennis.”

 

O crescimento do esporte em Mato Grosso do Sul aparece como um movimento observado de perto por Vinicius, que viu o número de espaços e projetos se multiplicar na capital. “Quando comecei, havia apenas três ou quatro arenas particulares, fora os projetos sociais. Hoje, só em Campo Grande, posso afirmar que tem mais de 30.” Ele participa diretamente de iniciativas que estimulam a prática da modalidade. “Fico feliz em poder agregar participando de projetos sociais e de treinamento, como o PRODESC, um projeto de treinamento em escolas estaduais em que atuo desde 2022, e o Projeto de Popularização do Beach Tennis da UFMS, para o qual fui convidado em 2024 para ser professor voluntário pelo meu amigo Paulinho Medina”.

 

A motivação para seguir competindo e treinando vai além das próprias metas esportivas. “Atualmente, acredito que minha maior motivação é ver o tanto que o esporte pode mudar a vida das pessoas. Poder fazer isso por meio do beach tennis, como atleta ou professor, é o melhor retorno que posso ter.” Ele destaca a influência que exerce sobre pessoas próximas. “Saber que muitos dos meus amigos, que minha família, minha esposa Aline e muitos alunos ao longo desses anos começaram a jogar e gostar do esporte, um pouco por influência minha, dá uma sensação de paz e dever cumprido.”

 

Para 2026, Vinicius traça objetivos definidos. “Possuo duas metas principais: consolidar meus projetos de treinamento e conseguir jogar alguns torneios na categoria profissional.”

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