Da Redação
“Sem saúde, não existe performance sustentável.” A frase resume a linha de trabalho do nutricionista clínico e esportivo Dylan Ayala, que atua em Mato Grosso do Sul com foco em emagrecimento, desempenho esportivo e longevidade. Nascido em 12 de fevereiro de 1982, em Campo Grande, ele construiu a carreira a partir da própria vivência no esporte.
O interesse pela nutrição surgiu ainda na prática esportiva. “Sempre fui muito ativo e, com o tempo, percebi na prática como a alimentação influencia diretamente o desempenho, a recuperação, a saúde e a qualidade de vida. No início, a motivação era melhorar meus próprios resultados, mas logo entendi que poderia usar esse conhecimento para ajudar outras pessoas”, afirma.
Segundo ele, a atuação clínica foi um desdobramento natural da profissão. “Muitos pacientes não buscavam apenas estética ou performance, mas saúde, controle de doenças e bem-estar.” Já a nutrição esportiva, explica, é uma extensão da própria rotina como atleta, especialmente em provas de endurance, corrida e trail.
No acompanhamento de atletas amadores em Mato Grosso do Sul, Dylan observa falhas recorrentes na alimentação. “Os erros mais comuns são a baixa ingestão de carboidratos para quem treina com volume e intensidade, a hidratação inadequada, principalmente no nosso clima quente, e o uso indiscriminado de suplementos sem orientação.” Ele também chama atenção para um comportamento frequente: “Vejo muitos atletas comendo ‘limpo’, mas em quantidade insuficiente, o que leva à queda de performance, fadiga crônica e maior risco de lesão.”
Ao comparar atletas de alto rendimento com praticantes de atividade física voltados à saúde e à estética, ele aponta diferenças, mas ressalta um princípio central. “Existe diferença, mas o princípio é o mesmo: individualização.” Para ele, o atleta de alto rendimento exige ajustes mais precisos quanto ao timing de nutrientes e às estratégias pré, intra e pós-treino, além de suplementação específica. “Já quem treina por saúde e estética pode ter uma abordagem mais simples, mas ainda assim estratégica. O erro é achar que um protocolo serve para todos.”
Na prática clínica, a adaptação à realidade local é parte do processo. Dylan afirma que trabalha com alimentos acessíveis e regionais. “Não adianta montar um plano perfeito no papel se ele não for aplicável na vida real.” Entre os exemplos citados estão arroz, feijão, ovos, carnes locais e frutas da estação. “Nutrição precisa ser sustentável, não só nutricionalmente, mas social e economicamente também.”
A suplementação, tema frequente entre praticantes de atividade física, é outro ponto de atenção. “Os suplementos que realmente fazem sentido são aqueles com boa evidência científica e indicação clara, como whey protein, creatina, cafeína, eletrólitos e, em alguns casos, vitaminas e minerais após avaliação.” Ele reforça que o uso deve ser criterioso. “O grande mito é achar que suplemento substitui alimentação ou que quanto mais, melhor. Suplemento é complemento, não base.”
Ao longo da carreira, casos de atletas com histórico de lesões recorrentes e exaustão marcaram sua trajetória profissional. “Atendi atletas que chegaram com distúrbios hormonais ou relação conturbada com a comida e conseguiram se recuperar, voltar a competir bem e, principalmente, com saúde.” Para ele, o resultado vai além da medalha. “Ver alguém cruzar uma linha de chegada sem dor, sem quebra e com consciência corporal não tem preço.”
O impacto das redes sociais no comportamento alimentar também é observado no consultório. “As redes sociais democratizaram o acesso à informação, o que é positivo, mas também espalharam muita desinformação.” Ele cita dietas extremas, padrões irreais de corpo e soluções rápidas como fatores que dificultam o trabalho profissional. “Por outro lado, elas também permitem educar, orientar e mostrar que saúde e performance são construídas com constância, não com atalhos.”
No acompanhamento de atletas, ele defende a integração entre diferentes áreas. “Nutricionista, treinador, fisioterapeuta, médico e psicólogo precisam conversar. Quando cada profissional trabalha isolado, o atleta sofre. Quando há comunicação e alinhamento, os resultados aparecem com mais segurança e consistência.”
Para os próximos anos, Dylan aponta tendências na nutrição esportiva. “Vejo um crescimento grande na nutrição personalizada baseada em exames, no cuidado com a saúde intestinal, na longevidade esportiva, na periodização nutricional mais refinada e no uso consciente de suplementação.” Ele reforça que o objetivo não deve ser apenas o desempenho imediato. “A ideia não é só performar hoje, mas continuar ativo e saudável por muitos anos. A minha grande aposta para os próximos anos é a longevidade.”
Ao orientar jovens atletas e praticantes de atividade física, a recomendação é clara. “Respeitem o processo. Performance não se constrói com pressa, restrição extrema ou comparação com os outros.” Ele reforça a importância de hábitos básicos. “Treinem, comam bem, durmam melhor e procurem orientação profissional. A saúde precisa vir antes do pódio, porque, sem saúde, não existe performance sustentável.”
Com atuação voltada a emagrecimento, performance esportiva e controle de doenças crônicas, Dylan Ayala afirma que a base do trabalho está na personalização e na aplicação prática da ciência. “Meu trabalho é focado em gerar resultados reais por meio de uma abordagem personalizada, eficaz e sustentável, adaptada à rotina, aos objetivos e à realidade de cada paciente.”