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“É muito treino, muita dedicação e muita disciplina”: Pedro Otávio projeta futuro no vôlei

da redação - 1 de out de 2026 às 15:39 193 Views 0 Comentários
“É muito treino, muita dedicação e muita disciplina”: Pedro Otávio projeta futuro no vôlei Da Redação

Pedro Otávio Santos de Oliveira começou no vôlei durante uma aula de educação física e, três anos depois de iniciar os treinamentos, passou a enxergar na modalidade um caminho para buscar espaço no esporte. Nascido em Glória de Dourados, em 9 de setembro de 2009, o jovem atleta já representou a Escola Estadual Eufrosina Pinto e a seleção de Glória de Dourados no sub-17, além de disputar competições como a Copa Prodesc e os Jogos da Juventude de Mato Grosso do Sul (JOJUMS).

 

O primeiro contato com o vôlei aconteceu na escola. Antes da modalidade entrar em sua rotina, Pedro já havia praticado outros esportes, entre eles futsal e judô. Foi, porém, em uma aula de educação física que começou a relação que mantém atualmente com as quadras.

 

“O vôlei entrou na minha vida em uma aula de educação física que eu nunca vou esquecer. Foi aquela aula que fez eu me apaixonar pelo vôlei”, conta.

 

Na época, Pedro estudava no período vespertino. Meses depois, passou para o período matutino e conheceu o professor Edivan, que posteriormente se tornaria seu treinador. Segundo o atleta, a maneira como o professor conduzia as atividades teve influência na decisão de entrar no projeto de vôlei.

 

“Nas aulas, ele não ensinava só esporte. Ele ensinava a ser realmente uma boa pessoa, com dinâmicas dentro da sala para a gente se enturmar e socializar mais com os amigos. Quando ele lançou a inscrição para o projeto, eu já fiz a minha correndo”, lembra.

 

Pedro afirma que o trabalho desenvolvido pelo professor também ajudou a aumentar sua confiança dentro da modalidade. “O professor fez despertar o meu interesse pelo vôlei. O jeito que ele ensinava e ajudava a gente aumentava muito a nossa confiança.”

 

Os treinamentos específicos de vôlei começaram em 2023, na Escola Estadual Eufrosina Pinto. Apesar de já estar inserido na modalidade, foi somente no ano seguinte que Pedro decidiu mudar a forma como encarava os treinos. O motivo foi a vontade de conquistar espaço entre os atletas escolhidos para representar a equipe nas competições.

 

“Comecei a levar o esporte a sério no ano passado por conta do Estadual. Eu já estava cansado de sempre ser o último a ser escolhido. Desde então, comecei a treinar para estar na equipe principal e ser um bom jogador”, relata.

 

Nesse processo, o professor Edivan aparece novamente como uma das referências citadas pelo atleta. “Comecei a treinar na Escola Estadual Eufrosina Pinto e uma das pessoas mais importantes nos meus primeiros passos foi o meu professor, que sempre me incentivou a treinar e não desistir.”

 

A evolução nos treinamentos abriu espaço para a participação em competições. Pedro defendeu a equipe da escola e também integrou a seleção de Glória de Dourados na categoria sub-17 durante os JOJUMS. Neste ano, participou da Copa Prodesc e dos Jogos da Juventude.

 

Entre as experiências, ele aponta justamente os JOJUMS como a competição que mais marcou sua trajetória até aqui. Para Pedro, a participação teve um significado adicional por representar sua primeira e última oportunidade de disputar o torneio.

 

“O JOJUMS foi a competição mais importante para mim. Foi o primeiro e o último que disputei, por isso vai me marcar muito”, afirma.

 

A classificação para a competição também resultou em uma das histórias que Pedro mais lembra quando fala sobre sua trajetória no esporte. No dia da seletiva, o atleta estava gripado e com febre, mas decidiu comparecer para disputar uma vaga com outros três jogadores de sua posição.

 

“Acho que o momento mais marcante que já vivi dentro de quadra foi na seletiva para ir ao JOJUMS. Eu fiz a seletiva com febre e gripado. Cheguei à escola às 7h30, com dor de cabeça e 37 graus de febre, para disputar a vaga com mais três atletas da minha posição”, recorda.

 

Mesmo com os sintomas, Pedro participou dos testes físicos durante a manhã. Segundo ele, o apoio dos colegas ajudou naquele momento. Depois da primeira parte da seletiva, porém, seu quadro piorou.

 

“Eu lembro que fui muito bem no físico, dando tudo de mim e sempre com o apoio dos meus amigos. Depois do almoço, voltei para casa com 38,5 graus de febre e muito mal. Tinha que descansar porque ainda tinha jogo durante a tarde”, conta.

 

Pedro retornou para a segunda parte da avaliação, embora ainda não estivesse recuperado. “Voltei um pouco melhor. Não consegui fazer o jogo que eu queria, mas, mesmo assim, consegui passar na seletiva. Ali foi o momento em que percebi que, com esperança e fé, conseguiria chegar aonde quisesse.”

 

A confirmação veio com a divulgação da relação de convocados. “Quando vi meu nome na lista, foi um alívio. Lembro que acordei mal só para ver aquela lista”, diz.

 

Atualmente, Pedro concentra sua rotina esportiva no vôlei. Se antes dividia os treinamentos entre a modalidade e o futsal, agora optou por direcionar a atenção para as quadras de vôlei. Os treinos acontecem às segundas e sextas-feiras.

 

“Minha rotina de treino hoje é mais leve, para falar a verdade, porque antes eu treinava tanto vôlei quanto futsal. Agora estou focado só no vôlei”, explica.

 

Nos demais dias, o atleta também frequenta a academia e participa do projeto da banda marcial. Os estudos são realizados durante a manhã, enquanto os treinamentos esportivos acontecem no período da tarde.

 

“Nesse intervalo, vou para a academia e também participo do projeto da banda marcial, que é todos os dias, mas consigo conciliar normalmente. O estudo continua normal porque estudo durante a manhã e o treino é à tarde, então não atrapalha”, afirma.

 

Ao falar sobre a realidade dos jovens que buscam espaço no esporte em Mato Grosso do Sul, Pedro cita a estrutura e as oportunidades como obstáculos. Ele também observa que a necessidade de começar a trabalhar ainda jovem pode interferir na continuidade dos treinamentos.

 

“Acho que as principais dificuldades que os atletas enfrentam hoje são a falta de estrutura e a falta de oportunidades. Muitos atletas acabam desistindo do sonho de ser jogador porque também precisam trabalhar desde cedo”, avalia.

 

Entre as pessoas que servem como referência para sua trajetória está Gabriel Martins, com quem Pedro já dividiu os treinamentos. Segundo ele, a convivência foi além das atividades realizadas dentro de quadra.

 

“O atleta que tenho como referência é o Gabriel Martins. É um cara com quem treinei e que sempre procurou ensinar e apoiar, nunca desanimou a gente”, conta.

 

Gabriel também esteve com a delegação durante os JOJUMS. Atualmente estudante de Educação Física, ele pretende seguir a carreira de professor, segundo Pedro. A trajetória faz com que o jovem atleta o coloque ao lado do professor Edivan entre suas principais referências.

 

“Ele foi o nosso chefe de delegação no JOJUMS e sempre ajudou a gente em tudo. Hoje cursa Educação Física para se tornar professor, assim como o professor Edivan. É nesses dois caras que eu me inspiro, seja como jogador ou como pessoa.”

 

Para o futuro, Pedro não estabelece apenas o esporte profissional como possibilidade. Entre seus objetivos está continuar jogando, seja em uma equipe universitária ou em outros times, enquanto busca evoluir na modalidade.

 

“Meus principais objetivos no vôlei são crescer cada vez mais, seja jogando no time da minha faculdade futuramente ou em algum outro time por fora”, diz.

 

Mais do que definir onde pretende jogar, Pedro afirma que uma das metas é exercer sobre outros jovens o mesmo papel que suas referências tiveram em sua formação.

 

“Eu sonho em chegar ao ponto de inspirar alguém, assim como outras pessoas me inspiraram. Para chegar nesse nível, é muito treino, muita dedicação e muita disciplina dentro de quadra.”

 

A família e a fé também aparecem quando o atleta fala sobre sua caminhada. Pedro agradece aos pais pelo apoio recebido desde o início e atribui à religião parte da maneira como encara os desafios dentro e fora do esporte.

 

“Primeiramente, quero agradecer a Deus, que sempre esteve comigo em cada passo da minha caminhada, me dando força, fé e coragem para continuar. Também quero agradecer aos meus pais, que sempre me apoiaram e acreditaram em mim em todos os momentos.”

 

Aos 17 anos, Pedro considera que as experiências acumuladas desde o início dos treinamentos, em 2023, já renderam histórias que pretende carregar independentemente dos caminhos que seguir no esporte.

 

“Se eu fosse parar de jogar hoje, já teria muita coisa para contar, mas sei que minha história não acaba por agora. Tem muita coisa para fazer ainda”, afirma.

 

E, ao resumir a maneira como pretende seguir no vôlei, Pedro volta aos dois elementos que aparecem ao longo de sua trajetória: dedicação e fé.

 

“Sempre fui muito guiado pela minha fé e acredito que tudo acontece no tempo de Deus. No esporte, assim como na vida, procuro dar o meu melhor, manter os pés no chão e nunca deixar de acreditar. Meu talento me leva até aqui, mas é Deus quem guia cada passo.”

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