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“É isso o que eu amo fazer”: Sophia Manfro relata desafios da rotina no esporte

da redação - 1 de jul de 2026 às 15:10 109 Views 0 Comentários
“É isso o que eu amo fazer”: Sophia Manfro relata desafios da rotina no esporte Da Redação

“Teve dia que cheguei em casa depois da prova e chorei com vontade de desistir.” A frase resume parte da rotina da jovem atleta Sophia de Souza Manfro da Silva, de 14 anos, natural de São Gabriel do Oeste (MS), que divide o tempo entre os estudos e os treinos de vôlei.

 

Apaixonada pelo esporte desde criança, Sophia conta que o primeiro contato com o vôlei aconteceu por influência de um amigo da família. “O meu técnico era bem amigo do meu pai e, um dia, ele me perguntou se eu não queria começar a treinar. Eu aceitei, mas demorei uns quatro meses para realmente começar os treinos”, relembra.

 

Mesmo ainda pequena, ela já treinava ao lado de atletas mais velhas. Foi nesse período que começou a perceber o desejo de competir. “Quando eu via elas indo competir, eu sentia uma vontade de querer estar junto. Aí eu percebi que tinha aquela vontade de que um dia fosse eu lá”, afirma.

 

Antes do vôlei, Sophia já havia praticado outras modalidades esportivas, mas diz que nunca encontrou algo que despertasse o mesmo sentimento. “Eu sempre pratiquei esporte desde bem mais nova, mas não tinha achado algo que eu gostasse tanto e que eu sentisse tanto amor quanto eu sinto pelo vôlei.”

 

Segundo ela, o momento em que percebeu que o esporte começava a ganhar um espaço maior em sua vida foi após a conquista do primeiro campeonato. “Quando ganhei meu primeiro campeonato de vôlei, que era um municipal para descobrir quem iria para os Jogos Escolares de Mato Grosso do Sul, aí eu vi que estava ficando sério e eu tinha que me esforçar mais.”

 

A rotina de treinamentos é intensa. Sophia treina de segunda a sexta-feira e relata que existem dias em que os horários se estendem até a noite. “Tem dias que a gente chegava às 17h e saía só às 20h ou 20h30, então eu considero bem puxados”, conta.

 

Além do desgaste físico, a atleta também enfrenta dificuldades para conciliar o esporte com os estudos. Ela estuda no período da manhã e, em alguns dias, permanece na escola em período integral. “Às vezes eu já cheguei em casa depois de uma prova e chorei com vontade de desistir por não saber organizar o vôlei e a escola”, relata.

 

As dificuldades aumentam principalmente após competições. “Em semanas após campeonatos, são muitas provas perdidas e matérias que eu não aprendi. Então, tem vezes que é bem difícil equilibrar os dois, mas tem que dar um jeito porque é isso o que eu amo fazer.”

 

Mesmo diante da pressão da rotina, Sophia afirma que essas situações servem para reforçar o quanto deseja continuar no esporte. “É nessas horas que você descobre se realmente vale a pena tudo isso.”

 

Dentro das quadras, ela também já enfrentou momentos de tensão. Entre os desafios mais marcantes da trajetória, a jovem destaca uma decisão de campeonato disputada em ambiente adverso. “Acho que o maior desafio foi jogar uma final com o ginásio inteiro torcendo contra. O nervosismo de saber que tudo estava dependendo de você, sabendo que eu tinha que continuar mesmo com dor e não podia demonstrar fraqueza naquela hora.”

 

Sophia afirma que gosta de treinar diferentes fundamentos, mas admite ter preferência pelo ataque. “Gosto de treinar ataque e defesa, mas acho que o ataque tem o meu coração e acho que foi por conta dele que comecei a me destacar no vôlei.”

 

Entre as inspirações no esporte, ela cita a ponteira da seleção brasileira feminina, Ana Cristina. Fora das quadras, também acompanha a atleta de beach tennis Vitória Marquezine.

 

Representar Mato Grosso do Sul em competições também é algo que considera importante em sua caminhada esportiva. “É um sentimento muito grande e prazeroso olhar o que a gente está fazendo e aonde a gente está chegando, mesmo depois de ter muitas pessoas criticando e desacreditando de todo o meu potencial no esporte.”

 

Ela acredita que o esporte ajudou diretamente em sua formação pessoal e na maneira como passou a enxergar os próprios objetivos. “O esporte mudou meu jeito de pensar e de começar a acreditar mais em mim mesma. Percebi que tudo tem que ter esforço. Não é só deixar nas mãos de Deus e não dar o seu melhor.”

 

Para Sophia, resultados e conquistas exigem dedicação diária. “Para ter grandes conquistas e resultados, antes precisamos de muito esforço e dedicação.”

 

Pensando no futuro, a jovem atleta afirma que sonha em construir uma trajetória reconhecida dentro do esporte. “Os meus sonhos são que um dia eu seja reconhecida de alguma forma, que mostre para todos aonde eu cheguei e que não foi fácil.”

 

Ela também espera que o vôlei possa abrir oportunidades nos próximos anos. “Se eu tiver uma oportunidade de jogar em um time grande no futuro ou conseguir uma bolsa para uma universidade através do esporte, vai ser muito importante para mim.”

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