Da Redação
“Desde criança eu já vivia com uma bola no pé”, resume Carlos Eduardo Bulcão Gomes, o Dudu Black, ao lembrar de quando o futebol começou a fazer parte da rotina. Nascido em 12 de abril de 2005, em Nova Andradina (MS), o jovem atleta afirma que o primeiro contato com o esporte foi simples, em ruas e campinhos da cidade, mas suficiente para perceber que havia algo além da brincadeira. “Eu já sentia que aquilo me fazia feliz e que não era só uma brincadeira, era algo especial pra mim”, diz.
A formação no futebol em Nova Andradina exigiu adaptação a dificuldades conhecidas de quem está longe dos principais polos esportivos do país. Dudu cita a limitação de estrutura e a distância como pontos que exigiram insistência ao longo dos primeiros anos de treino. “Os maiores desafios foram a falta de estrutura, a distância dos grandes centros e muitas vezes a dificuldade financeira”, afirma. Mesmo diante das barreiras, explica que nunca considerou desistir. “Nem sempre é fácil continuar acreditando quando as oportunidades parecem poucas, mas nunca deixei isso me desanimar.”
O apoio familiar e a confiança de treinadores ajudaram a manter o foco. Ele destaca que a rede de suporte teve papel direto na permanência no esporte. “Minha família sempre esteve do meu lado, me apoiando nos momentos bons e ruins. Eles foram fundamentais pra eu não desistir.” Segundo o atleta, também houve influências técnicas importantes ao longo dos anos, de profissionais que o orientaram e reforçaram a possibilidade de seguir adiante na carreira.
A percepção de que poderia buscar novos patamares surgiu em competições nas quais conseguiu desempenhos consistentes. “Teve alguns campeonatos e jogos em que eu consegui me destacar, competir de igual pra igual e ver que eu tinha capacidade”, relembra. Esses momentos reforçaram a convicção de que o caminho escolhido poderia, no futuro, render oportunidades maiores. “Com trabalho, eu posso ir longe”, afirma.
A rotina atual é marcada por treinos contínuos e pela tentativa de equilibrar as múltiplas demandas do dia a dia. Dudu comenta que divide o tempo entre atividades esportivas, estudos e convivência familiar. “Sei que escola, família e futebol caminham juntos, então me organizo para dar meu melhor em cada área”, explica. A gestão do tempo, segundo ele, se tornou parte essencial para o avanço no esporte.
Dentro de campo, descreve suas características com foco na postura competitiva. “Meus pontos fortes são a dedicação, a vontade de vencer, a raça dentro de campo e a entrega em todos os jogos.” Reconhece, porém, que ainda busca evolução constante em aspectos técnicos, físicos e táticos, considerados por ele elementos decisivos para alcançar novos espaços. “Quero melhorar tecnicamente, fisicamente e evoluir cada vez mais taticamente”, afirma.
As dificuldades não se limitaram à estrutura esportiva. O atleta relata momentos de desgaste emocional, limitações físicas e instabilidade financeira ao longo da trajetória. A resposta para enfrentar essas situações, afirma, esteve no apoio de quem o cercava e na confiança pessoal. “Superei com fé em Deus, apoio da família e acreditando que todo sacrifício faz parte do processo.”
Representar Nova Andradina se tornou parte da identidade que leva aos campos. Para Dudu, carregar o nome da cidade funciona como motivação direta. “É um orgulho enorme representar Nova Andradina. Isso me motiva ainda mais a dar tudo dentro de campo e mostrar que daqui também saem bons atletas”, diz.
O jovem projeta os próximos anos com a intenção de ampliar oportunidades e alcançar clubes maiores. “Meu objetivo é seguir evoluindo, conquistar oportunidades em clubes maiores e construir uma carreira no futebol.” Os planos incluem a busca por espaço no cenário profissional e a chance de atuar em equipes de maior visibilidade.
Ao falar com jovens que desejam trilhar caminho semelhante, Dudu reforça que o processo exige constância e disposição para enfrentar obstáculos. “Nunca deixem de acreditar no sonho de vocês. O caminho não é fácil, mas quem persiste, trabalha e acredita colhe resultados. Não desistam no primeiro obstáculo”, aconselha.