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Do tatame para a vida: o jiu-jitsu 'lifestyle' de Júlio César

da redação - 24 de fev de 2025 às 10:49 234 Views 0 Comentrios
Do tatame para a vida: o jiu-jitsu 'lifestyle' de Júlio César Da Redação

Júlio César Souza Campos, faixa-preta de 3º grau de jiu-jitsu, iniciou sua trajetória no esporte em 1997, quando foi apresentado à modalidade pelo professor Claudionor Cardoso. Antes disso, treinava judô e foi por intermédio de seu professor que teve o primeiro contato com a arte suave.

"Meu professor de judô treinava com o professor Claudionor, e um dia ele me convidou para um treinamento. Lembro que era em uma travessa perto da MACE, em uma sala pequena. No outro dia, falei para o meu professor de judô que queria treinar jiu-jitsu."

A transição de aluno para líder de sua própria equipe não foi fácil. "Toda saída de equipe tem turbulência, afinal, foram 30 anos. Meu professor ficou meio chateado, mas não tem nada que o tempo não cure. Ele aceitou."

Um dos momentos mais marcantes de sua trajetória foi levar o jiu-jitsu para a cidade de Dourados. "Meu pai foi fazer um tratamento de saúde lá, e conversei meio por cima com o professor Claudionor. Ele topou levar o jiu-jitsu para a cidade, pois era sua ideia expandir a equipe. Mas Dourados tinha uma mente fechada para o jiu-jitsu. Muitos tinham dúvidas sobre o meu trabalho e minha academia foi visitada várias vezes por pessoas querendo colocar meu jiu-jitsu à prova."

Ao longo dos anos, Campos consolidou seu nome no esporte e desenvolveu um método de ensino próprio. "A diferença do meu jiu-jitsu é que levanto a bandeira de um estilo mais 'lifestyle', mais tranquilo. Não trabalho com alto rendimento, mas sim com a formação de cidadãos. Trabalho em grupo e acrescento uma pitada de um bom jiu-jitsu."

Entre as recordações mais marcantes de sua carreira, ele destaca as viagens. "Em 2005, fiz minha primeira ida ao Rio de Janeiro para conhecer um dos maiores polos de jiu-jitsu do mundo. Foi um dos maiores aprendizados da minha vida."

Para quem deseja iniciar no jiu-jitsu, Campos aconselha paciência. "Todo começo é um pouco difícil, mas depois você se apaixona pela arte. No tatame, todos se tornam uma família, independentemente de raça, religião ou profissão. O jiu-jitsu faz bem para a alma e para o corpo."

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