Da Redação
"É tudo sobre acreditar no seu potencial." A frase resume a forma como a jovem atleta Maitê Fukuhara de Souza, de 13 anos, encara o esporte desde que descobriu o vôlei, em 2022. O que começou em uma roda de passes durante uma aula na escola se transformou em uma rotina de treinamentos, competições e objetivos que hoje fazem parte do seu dia a dia.
Nascida em 3 de janeiro de 2013, Maitê conta que o primeiro contato com a modalidade aconteceu de forma espontânea. O interesse surgiu durante uma atividade escolar e, pouco tempo depois, ela foi apresentada ao projeto que deu início à sua formação esportiva.
"Eu conheci o vôlei na escola, em 2022. Me convidaram para jogar em uma rodinha e eu me encantei pelo esporte. Uma colega me apresentou o time do treinador Felipe Lamana, o Cate Voleibol, onde ela treinava. Eu entrei para ver se me identificaria com aquilo e foi a melhor coisa que eu já fiz."
Após um período treinando no Cate Voleibol, a atleta acompanhou a criação da nova escolinha do treinador Felipe Lamana, em 2024, passando a integrar o Team Lamana. Foi nesse período que ela percebeu que o esporte faria parte dos seus planos.
"Eu me identifiquei muito com o vôlei. Percebi que tinha que dar o meu máximo, porque me encontrei no vôlei desde o primeiro toque e a primeira manchete."
No início da trajetória, um dos principais desafios não estava relacionado aos fundamentos da modalidade, mas ao aspecto emocional. As primeiras viagens para disputar competições vieram acompanhadas de insegurança e medo, sentimentos que, segundo ela, foram sendo superados com o passar do tempo.
"Foi muito difícil para mim nas primeiras viagens por conta do medo e da insegurança, mas percebi que aquilo nunca foi necessário. É tudo sobre acreditar no seu potencial."
Hoje, Maitê considera que o fortalecimento da confiança foi um dos maiores aprendizados proporcionados pelo esporte. Ela afirma que cuidar da parte psicológica continua sendo um aspecto importante para qualquer atleta.
"O maior desafio para mim foi lidar com o meu psicológico. Tem dias em que eu não acredito em mim mesma e acho que não sou capaz, mas é só você querer. Quando você quer, precisa se dedicar para conseguir. Hoje eu não tenho tantos problemas com a mentalidade antes dos jogos como tinha antes, mas é muito importante o psicológico estar em dia na vida de um atleta."
Entre os resultados obtidos até agora, a jovem destaca a medalha de prata conquistada representando Maracaju nos Jogos Escolares de Mato Grosso do Sul (JEMS) de 2025, além das medalhas conquistadas nas edições da Copa da Amizade. No entanto, ela afirma que as conquistas vão além dos pódios.
"As minhas principais conquistas foram levar a medalha de prata para Maracaju nos Jogos Escolares de Mato Grosso do Sul de 2025 e medalhar em todas as Copas da Amizade. Mas as conquistas não são só sobre medalhas. Eu ganhei coisas muito além disso, como novas amizades, mais confiança e dedicação ao que eu amo."
Mesmo com o vice-campeonato nos JEMS, a competição ocupa um lugar especial em sua memória por representar um marco na carreira esportiva.
"A conquista que eu considero mais especial, falando sobre medalhas, foi o JEMS de 2025, que marcou muito a minha carreira no esporte. Representar Maracaju foi incrível. Mesmo perdendo a final, foi uma experiência muito importante. Nós aprendemos com os erros."
A rotina da atleta inclui treinamentos praticamente todas as noites. Para manter a frequência, ela precisou adaptar parte da vida social, mas afirma que conseguiu conciliar o esporte com os estudos sem prejuízos.
"Eu treino quase todas as noites e, a cada treino, me divirto muito fazendo o que gosto. Sempre fui muito dedicada aos estudos, então tento ao máximo não ser prejudicada por conta do esporte. Para mim, o vôlei não afetou a minha vida acadêmica."
Ela explica que muitas vezes abre mão de compromissos pessoais para manter o foco nos treinamentos e nas competições.
"Na vida pessoal, eu evito sair à noite nos dias de treino para não faltar. Sempre deixo de sair para fazer o que eu amo. Nas viagens também, às vezes tenho algum compromisso, mas não vou para cumprir o meu objetivo dentro da quadra."
Representar Maracaju em competições estaduais também ganhou um significado especial ao longo da carreira. Segundo Maitê, no início ela acreditava que dificilmente teria a oportunidade de competir fora da cidade.
"Desde o começo eu achei que não conseguiria sair da minha cidade para jogar em outros lugares. Então, representar Maracaju em um campeonato estadual foi muito gratificante para mim. Isso mostrou toda a minha dedicação."
Durante esse processo, ela destaca o papel dos treinadores Felipe Lamana e Day, além do apoio da mãe, como fundamentais para o desenvolvimento dentro e fora das quadras.
"Os meus treinadores, Felipe Lamana e Day, sempre acreditaram no meu potencial e me ensinaram tudo o que sei fazer hoje dentro da quadra. Os dois são muito importantes para mim."
Ela também faz questão de reconhecer o incentivo recebido da família.
"Outras pessoas muito importantes foram a minha mãe e o meu pai, que sempre me apoiaram em tudo o que eu precisava e sempre acreditaram em mim."
Ao analisar seu desempenho técnico, Maitê identifica o saque como um dos seus principais fundamentos e aponta o bloqueio como um aspecto que ainda pretende evoluir.
"Eu acho que o meu saque é muito bom. O meu ponto mais fraco, com certeza, é o bloqueio. Minha altura atrapalha muito."
O segundo semestre de 2026 será marcado por uma sequência de competições. Entre os objetivos, a atleta pretende seguir evoluindo e manter o foco em uma meta já definida.
"Tenho muitos campeonatos pela frente. Espero dar o meu melhor em todos eles. O meu maior sonho no esporte, neste momento, é levar o ouro no JEMS de 2027 para Maracaju."
Para quem pretende iniciar no esporte, Maitê deixa uma mensagem baseada na própria experiência. Ela reconhece que o caminho exige dedicação, mas acredita que a prática esportiva pode transformar vidas.
"Se você quer começar no esporte, precisa ter em mente que não é fácil. O esporte é para pessoas fortes. Mas ele é muito bom para qualquer um. O esporte transforma as pessoas, salva pessoas. Então, se você tem esse sonho, vá atrás. Você não vai se arrepender. É uma experiência única."