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Já se passaram dois anos, de um edital para distribuição de recursos para federações e muitas incógnitas persistem. Na dinâmica prometida, acesso pela Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul) para a capacitação de gestores esportivos, como forma, para se ampliar depois, o encaminhamento de verbas ao fomento de modalidades. Política Pública de Estado que, segundo denúncias, assim como inúmeras reclamações, apresenta gargalos e injustiça.
"São vários projetos que montei e até para apresentar é uma dificuldade enorme. Chegou a acontecer de eu desistir e cancelar evento, mesmo porque, do que adiantaria entregar os papéis e a documentação se já avisam que não tem o dinheiro. Pior que isso, fica para quem acaba ainda acreditando, espera o recurso e vem só uma pequena parte", desabafa Maurio Maroka Martins, presidente da federação do futvôlei de Mato Grosso do Sul, a FSMFv.
Outro esporte de praia, com uma queixa semelhante, é o Beach Tênis, com aumento considerável de praticantes no Estado, nos últimos anos. Tendência que não colaborou, mesmo assim, para a maior atenção do Poder Público Estadual ao apoio em eventos do esporte.
"A gente tem mais suporte, e é levado mais a sério, fora de Mato Grosso do Sul. Isso acontece, infelizmente, por vários fatores, desde a dificuldade para receber a verba, o canal de diálogo restrito e a pouca inclusão que a Fundesporte dá aos atletas amadores. A verdade é que o futebol, talvez por motivos políticos, seja a maior prioridade do atual Governo, prova disso, foi o apoio ao Campeonato Estadual, em valores muito altos", cita Tony Vieira, presidente da principal entidade de beach tenis de Mato Grosso do Sul, a FSMBT (Federação Sul-mato-grossense de Beach Tenis).
Problemas apontados, que questionam o "imaculado" Plano de Contratações Anuais da Fundesporte, amparado na iniciativa ousada da Conferência Estadual do Esporte e Lazer, tratada para ser a pactuação de políticas públicas. Uma inovação dos últimos anos, com uma ideia que não parece ter atingido a capilaridade esperada nas diversas modalidades esportivas.
Ouvido também pela reportagem, outro dirigente rebateu a tese sobre dificuldades da Fundesporte para envio de verbas a entidades. José Amâncio da Mota, o "Madrugada", ex-presidente por décadas da FVMS (Federação de Vôlei xe Mato Grosso do Sul) explica que a captação depende muito da habilidade demonstrada por cada representante.
"Precisa de projeto, planejamento e é importante que Federação tenha muito claro o que solicita, dentro do seu calendário anual. Nunca tivemos problemas no vôlei, porém acredito que isso ocorreu muito por questão de organização que sempre prezamos. Algo que sempre solicitamos e tivemos a atenção do Governo do Estado foi o apoio a aquisição de equipamentos, além de custeio a arbitragem", pontua o gestor. que trouxe para Mato Grosso do Sul, por exemplo grandes edições do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia, fora a atividade regular da modalidade, em níveis amador e profissional.
O Esporte Agil segue alerta e ouvindo posicionamentos de dirigentes a respeito do polêmico "Edital dos R$ 7 milhões", lançado em 2024 e que tem acumulado descontentamentos. Caso seja representante de alguma modalidade esportiva, a equipe do site está aberta para ouvir denúncias, apurar e entender se houve má distribuição do dinheiro público.